Precisamos nos dispor para servir aquele que demonstrou amor maior por nós, se entregando a si mesmo para nos resgatar das garras do pecado e da morte, o seu nome é Jesus Cristo.
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domingo, 16 de outubro de 2011
Você é um Vocacionado?
“Vocação – Chamado: Critérios a serem avaliados em alguém que diz ser vocacionado ao ministério”
O que é vocação? O que é chamado? Esses dois termos falam da mesma coisa ou possui conotação e significação diferentes? Compreender a representação de cada termo é fundamental para uma exposição coerente dos mesmos e da condição que somos colocados diante de Deus.
A Bíblia afirma que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 22:14), isso implica que o chamado é algo totalitário, ou seja, é universal. A vocação por sua vez, é algo específico e particular, da qual, o Senhor Deus, na sua infinita graça concede dons aqueles que dizem sim ao seu chamado, pois, “a vocação de Deus é irrevogável” (Romanos 11:29).
Sendo assim, o vocacionado por si mesmo deve transparecer o caráter daquele que o vocacionou e o chamou. Ele deve ser honesto, hospitaleiro, amoroso, misericordioso, empático, etc. Como diz em 2 Coríntios 3:18 “Nós com o rosto descoberto refletimos como num espelho a glória do Senhor...”. O verdadeiro vocacionado resplandece a glória do seu Senhor, lhe proporcionando gozo e satisfação.
Por fim, o vocacionado não espera reconhecimento ou elogios da parte humana, pois a sua alegria está contida em fazer a vontade daquele que o chamou e o vocacionou. É dEle e por meio dEle que o vocacionado é recompensado. Por isso, muitas vezes, o vocacionado se sentirá impulsionado a desistir ou retroceder, mas não o faz por que sabe que no fim a sua recompensa é certa e valiosa.
“Assim, queridos irmãos, sejam firmes, inabaláveis; façam continuamente progresso na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é inútil no Senhor” (1 Coríntios 15:58).
domingo, 9 de outubro de 2011
VOCÊ É UM VENCEDOR, ACREDITE!
Vivemos em um mundo onde estamos intrinsecamente inter-relacionados com outras pessoas, de modo que nos complementamos e não podemos viver desvinculados.
Todos temos objetivos, por mais altos que sejam, nunca, jamais devemos desistir, pois há sempre possibilidades de alcançá-los. Ainda que venhamos a encontrar obstáculos no caminho, jamais devemos parar, jamais devemos desacreditar, pois sempre há esperança e sempre brilhará uma luz adiante.
Nessa caminhada, algumas vezes teremos que retroceder e recomeçar tudo novamente, mas não devemos desanimar por causa disso, uma batalha perdida não significa que perdemos a guerra. Todos têm os seus valores, todos são fundamentais e importantes no alcance de tais objetivos, objetivos esses não apenas individuais, mas também plurais, onde sempre alguém contará conosco e sempre teremos que contar com alguém, nada é feito sozinho, deve sempre a haver multiplicidade.
A busca de nossos objetivos exigirá que lutas sejam travadas e nesse momento poderemos contar com o trabalho em equipe, se um perde todos perdem e quando se ganha todos comemoram juntos.
Seja ousado, se antecipe as previsões, não tenha medo de inovar, acredite nos seus objetivos e der o seu melhor para que isso venha se tornar concreto. Você não será, mas já é um vencedor, acredite!
“Mas sobre todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8:37).
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Poema dramático com base no livro de Isaías
Não Somos tão diferentes de Judá
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos em uma época de degradação moral, espiritual, política, social e cultural. Pessoas que não vivem nem seguem os princípios estabelecidos por Deus e nem se sequer se importam se estão ou não fazendo aquilo que agrada ao Senhor.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos afundados e engodados em nossos próprios dogmas e religiosidade que fazemos pouco caso da palavra profética que diz que é preciso voltar-se para o Senhor para que se tenha sucesso, para que vençamos, para que sejamos salvos.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Quantos hoje têm buscado alianças não com Javé, mas com “reis seculares”, quando andam de um lado para o outro em busca de um “homem de Deus” que supostamente pode curá-lo, restaurá-lo, prosperá-lo ou coisa desse tipo.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos uma época em que o homem é colocado como o centro do universo, ao qual, sente-se independente de Deus e auto-suficiente, pois estão de tal forma enraizados na lama dos seus pecados que não conseguem erguer-se e vislumbrar o grande livramento que Deus oferece.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos em uma época em que ainda há esperanças, que ainda há remanescentes, que ainda há possibilidades de redenção. Como o próprio Isaías expressa: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; Invocai-o enquanto está próximo” (Is. 55:6). Essas palavras continuam vivas para a nossa nação. A solução dos nossos problemas está em buscar e invocar o nome poderoso do Senhor.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Precisamos de Isaías que denuncie às obras más da nossa nação, que preguem a justiça de Deus, que proclame a necessidade do povo voltar à santificação e ao compromisso fiel de servir ao Senhor. Isaías que não se dobrem perante os benefícios e manjares “reais” que este mundo oferece, mas, que mesmo se for preciso ser serrado ao meio em fidelidade ao que Deus manda anunciar, estão regozijados em sofrer tal sentença. Isaías que pregam a justiça social, que dá assistência as viúvas e que não desampara seus órfãos. Que Deus nos levante como esses Isaías que nossa nação precisa.
Nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos em uma época de degradação moral, espiritual, política, social e cultural. Pessoas que não vivem nem seguem os princípios estabelecidos por Deus e nem se sequer se importam se estão ou não fazendo aquilo que agrada ao Senhor.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos afundados e engodados em nossos próprios dogmas e religiosidade que fazemos pouco caso da palavra profética que diz que é preciso voltar-se para o Senhor para que se tenha sucesso, para que vençamos, para que sejamos salvos.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Quantos hoje têm buscado alianças não com Javé, mas com “reis seculares”, quando andam de um lado para o outro em busca de um “homem de Deus” que supostamente pode curá-lo, restaurá-lo, prosperá-lo ou coisa desse tipo.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos uma época em que o homem é colocado como o centro do universo, ao qual, sente-se independente de Deus e auto-suficiente, pois estão de tal forma enraizados na lama dos seus pecados que não conseguem erguer-se e vislumbrar o grande livramento que Deus oferece.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Vivemos em uma época em que ainda há esperanças, que ainda há remanescentes, que ainda há possibilidades de redenção. Como o próprio Isaías expressa: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; Invocai-o enquanto está próximo” (Is. 55:6). Essas palavras continuam vivas para a nossa nação. A solução dos nossos problemas está em buscar e invocar o nome poderoso do Senhor.
A nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá. Precisamos de Isaías que denuncie às obras más da nossa nação, que preguem a justiça de Deus, que proclame a necessidade do povo voltar à santificação e ao compromisso fiel de servir ao Senhor. Isaías que não se dobrem perante os benefícios e manjares “reais” que este mundo oferece, mas, que mesmo se for preciso ser serrado ao meio em fidelidade ao que Deus manda anunciar, estão regozijados em sofrer tal sentença. Isaías que pregam a justiça social, que dá assistência as viúvas e que não desampara seus órfãos. Que Deus nos levante como esses Isaías que nossa nação precisa.
Nossa nação não difere em muitos aspectos da nação de Judá.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A graça redentora
Você já ouviu falar de Graça?
Não se precipite em responder, não estou falando da graça a sua vizinha, ou amiga de trabalho, ou até mesmo uma parenta próxima. A Graça pela qual me refiro é o (favor imerecido, dado por Deus liberadamente ao homem). Essa Graça é suficiente e poderosa para liberta o homem do seu pecado. Pergunto, se Ela é suficiente e o desejo maior de Deus é salvar o homem da sua iniquidade, porque, então, nos preocuparmos com o pecado?
“Porque o Salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23).
Fica nítido, que o pecado oferece uma recompensa para aqueles que trabalham para ele. Essa recompensa ou salário, como o texto bíblico expõe é a morte. Morte física, espiritual e eterna. Física porque é conseqüência do primeiro pecado de Adão no jardim do Éden, Espiritual porque representa a separação que o pecado faz entre o homem e Deus e Eterna porque uma vez que morremos fisicamente numa condição de morte espiritual, então receberemos a recompensa final do pecado, que é a separação eterna com Deus.
Em contraste, o texto traz esperança para nossas vidas. “Mas”, note essa expressão usada no texto, essa conjunção adversativa é uma das mais importantes, pois ela relaciona pensamentos contrastantes, opositivos ou restritivos. Sendo assim, percebemos que há uma possibilidade de recompensa oposta a morte. Essa recompensa é o dom gratuito de Deus, é a vida eterna para todos aqueles que acreditarem em Cristo.
A vida eterna é um novo tipo de vida. O pecador o considera um favor imerecido, e só se encontra na pessoa de Jesus Cristo. É somente por Ele e Através dEle que se alcança essa eternidade.
É tão sério esse dom que Deus nos dá, que o nosso esforço humano e nossa auto-suficiência é inválida e inapropriada para nossa salvação. Minhas boas ações não me levam a vida eterna, minhas obras de caridade não me garantem a salvação. Mas, é bom lembrar e deixar bem claro, que o dom gratuito (salvação) que Deus te dá te leva a fazer as boas ações. Você não as pratica para ter a graça de Deus, mas as faz porque já possui a graça de Deus.
O texto diz, “dom gratuito de Deus”, se é gratuito, logo fica explícito que não podemos comprá-lo ou negociá-lo, porque foi dado por Deus, gratuitamente. Sendo assim, todos temos acesso a essa Graça maravilhosa da parte de Deus de maneira inteiramente grátis.
Sendo assim, gozemos então, dessa maravilha que nosso Criador nos concedeu. O que Ele espera de nós, é simplesmente uma renúncia de nossos próprios quereres e uma atitude de submissão e reconhecimento do seu Senhorio, Poder e Domínio.
Que a Graça poderosa de Deus possa alcançar sua vida nessa manhã. Deus abençoe a todos.
(Ildinho Lopes).
Trilhando os passos de Jesus
Trilhando os passos de Jesus
O Evangelho já não é tão vergonhoso assim para as pessoas, na era da pós-modernidade, virou modismo afirmar: “Eu sou cristão”; “Eu sou evangélico”; “Eu sou crente”; “Eu pertenço a igreja fulano de tal”... Mas qual o verdadeiro significado e caminho na afirmação: Eu sou discípulo de Jesus? Qual a virtude ou disposição que devo ter para seguir a Jesus? Que exigências o Senhor requer de cada um de nós para que sejamos verdadeiramente seus seguidores?
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Marcos 8:34).
Para sermos seguidores de Jesus, precisamos ter disposição para irmos até Ele. Ir após Jesus, é tracejar os seus passos, é está disposto a sofrer e se for preciso até mesmo morrer por Ele e pelo seu Evangelho. Jesus não prometeu um caminho apenas de facilidades, nem tão pouco enganou o homem com um mundo terreno cheio somente de promessas de vitórias financeiras, como muito se tem ouvido, através das campanhas intituladas como: “A restituição da prosperidade”, “Vitória Financeira”, “Recebendo o que é seu financeiramente”, “Prosperidade e libertação financeira”, e tantas outras campanhas que sufocam o genuíno e poderoso Evangelho de Cristo, satisfazendo apenas os desejos e egos dos homens, mas que estão matando-os espiritualmente. Segundo Willian Barclay: “Jesus não veio para tornar fácil a vida, e sim para tornar grandes os homens”.
Ser um verdadeiro discípulo de Jesus é muito mais que ser “próspero”, é algo que exige de cada um requisitos e atributos que somente um verdadeiro cristão está disposto a cumprir. Porque exige do homem a auto-negação, o humilhar-se, o reconhecer do senhorio e da dependência que o mesmo tem de Cristo Jesus.
Negar-se a si mesmo, é dizer não aos seus prazeres e vontades, quando esses não estão de conformidade com aquilo que Deus tem determinado para você; é seguir o exemplo de Jesus, que por um momento abriu mão da sua glória, negando-se a si mesmo, se humilhou até a morte e morte de cruz, para que através da sua vergonha, fossemos por Ele salvos do pecado e da morte; é o renunciar o nosso egoísmo, que muitas vezes tem impedido de vermos e seguirmos os passos de Jesus, por que estamos centralizados no mundinho que nós mesmos criamos, acomodados pelo conforto de nossas vidas. Negar-se a si mesmo, é compartilhar na vida do nosso semelhante à compaixão, a misericórdia, o amor, que Jesus nos ensinou; é abrir mão muitas vezes daquilo que me dá prazer e conforto, a fim de ver, o meu próximo feliz; é dizer sim a Jesus, sem nenhum medo ou receio, fazer aquilo que Paulo nos ensina em Gálatas 2:20 “Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, é confiar sua vida e se deixar ser conduzido e controlado plenamente por Jesus.
Seguir a Jesus exige o carregar a cruz. Que cruz é essa que necessitamos carregar? Será um artefato de madeira grande e pesada que Jesus exija que nós caminhemos com ela? Sem dúvida não é disso que o texto está dizendo, mas sim o compartilhar da vergonha da cruz. Por que a morte de cruz, na época de Jesus, era a pior punição aplicada pelos romanos. “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gl. 3:13). Jesus se fez maldição por nós, Jesus se humilhou por nós, Jesus sofreu por nós, Jesus fez tudo por nós. E você o que tem feito por Ele?
O que mais preocupa, é saber que a maioria daqueles que se dizem ser “cristãos”, na verdade não tem coragem de assumir uma postura de um seguidor de Jesus em meio a uma sociedade corruptível e infiel dos tempos pós-modernos. Não estão dispostos a passar pela vergonha da cruz, não estão dispostos a pagar o preço, não estão dispostos a humilhar-se. Paulo disse: “Quando estou fraco, ai é que estou forte”, porque ele sabia que a sua fraqueza era transformada em força e fortaleza por Aquele que Nele habita, Jesus Cristo.
O seguidor de Jesus, que nega-se a si mesmo, que não se envergonha de carregar a sua cruz, verdadeiramente segui a Ele. “Portanto, não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer” (Romanos 1:16).
Como discípulos de Cristo, devemos também ser seus imitadores. Faça da sua vida, um espelho que reflete a imagem gloriosa de Cristo, e deixe que esse reflexo brilhe o Poder de Deus que há em ti na vida das pessoas que necessitam da graça do Senhor.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Vida Cristã
VIVENDO CRISTO NO DIA-A-DIA
Para se chegar a uma vida cristã plena é necessárias muitíssimas coisas a fazer. É por isso, que o homem não se torna um cristão simplesmente pelo fato de dizer com palavras que aceita a Cristo como seu Senhor e Salvador.
Ao longo do tempo se percebe que é necessário passar por uma espécie de metamorfose, é justamente isso que Paulo nos ensina em Romanos capítulo 12:1:2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Essa transformação requer mudança total de vida, incluindo todos aspectos da vida humana.
Uma vida plenamente cristã deve resplandecer o caráter de Cristo. Para isso é necessário uma transformação espiritual que passa pela cruz de Cristo. O homem só é um cristão de fato, quando entende que Cristo foi crucificado em seu lugar, recebendo sobre si mesmo a condenação que pertencia a nós; a partir daí, ele entende que assim como Cristo foi crucificado, necessitamos também passar pelo mesmo processo, não pelos mesmos métodos, mas somos convidados a crucificarmos as nossas vidas, os nossos desejos e as nossas vontades, para cumprir aquilo que Deus quer de nós; então, Cristo por meio do Espírito Santo passa a habitar em nós, nos fortalecendo e nos transformando a cada dia a sua própria imagem.
O homem que é controlado pelo Espírito Santo, tem em si mesmo a vida cristã arraigada sobre si, pois ele compreende que Deus é o Senhor de tudo e que somos seus servos, a serviço do seu Reino e da glorificação do seu Santo Nome.
Quando nos tornamos cristãos (pequenos cristos, casa de Cristo), entregamos tudo que temos a ele e ao serviço da sua causa, é por isso, que nos tornamos bons mordomos de Deus e fazemos tudo para agradá-lo e para agradecer tamanha salvação que desenvolveu em nós. Fazemos tudo em nome do amor, esse dom supremo e profundo. O amor de Deus que habita em nós, nos constrange a entregarmos o nosso corpo, mente, influência, linguagem, tempo, dons e tudo mais que possuímos a Deus, nos tornando a cada dia seus servos. E não fazemos isso por obrigação ou medo, mas por que Ele nos amou primeiro e nos deu tudo o que temos e somos.
A verdadeira vida cristã nos impulsiona a buscarmos a santidade, para que sejamos Santo como Deus é Santo. É na pessoa de Cristo que obtemos o nosso exemplo maior, pois Ele é o princípio da santidade e nos ensinou que o cristianismo não é um evangelho de palavras ou filosofias, mas de vida e ações.
Não importa o sacrifício que teremos que fazer, quando somos transformados por Cristo, então, tudo que mais desejamos é estar com Ele, é buscarmos os interesses dEle, é fazermos a Vontade dEle, por isso, que negamos nossas vontades, deixamos o nosso egoísmo de lado, e buscamos nossa felicidade onde existe uma fonte que jamais seca e que jamais falta em nossas vidas, felicidade essa que transpassa épocas e lugares, por que é Eterna.
Cristo tem nos chamado para uma vida plena e abundante, todos quantos recebem a Ele e a Ele se submetem, passa por experiências profundas e marcantes. Todo o cuidado de Deus está sobre nós e em todas as coisas somos supridos pelas bênçãos espirituais do Senhor.
Hoje mais do que nunca, precisamos como Igreja do Senhor, sermos verdadeiros cristãos, vivendo uma vida cheia do poder de Deus. Mediante as circunstâncias em que o mundo se encontra somente verdadeiros cristãos, poderão testemunhar Cristo em meio a tanto engano e mentira.
Portanto, sejamos bons despenseiros de Jesus e resplandecemos como um espelho a imagem de Cristo, para que o mundo veja e se arrependa de seus maus caminhos e siga a Jesus como único capaz de curar e salvar suas feridas e vidas.
“Pregue a todo instante, se necessário for, use as palavras” (Agostinho).
Para se chegar a uma vida cristã plena é necessárias muitíssimas coisas a fazer. É por isso, que o homem não se torna um cristão simplesmente pelo fato de dizer com palavras que aceita a Cristo como seu Senhor e Salvador.
Ao longo do tempo se percebe que é necessário passar por uma espécie de metamorfose, é justamente isso que Paulo nos ensina em Romanos capítulo 12:1:2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Essa transformação requer mudança total de vida, incluindo todos aspectos da vida humana.
Uma vida plenamente cristã deve resplandecer o caráter de Cristo. Para isso é necessário uma transformação espiritual que passa pela cruz de Cristo. O homem só é um cristão de fato, quando entende que Cristo foi crucificado em seu lugar, recebendo sobre si mesmo a condenação que pertencia a nós; a partir daí, ele entende que assim como Cristo foi crucificado, necessitamos também passar pelo mesmo processo, não pelos mesmos métodos, mas somos convidados a crucificarmos as nossas vidas, os nossos desejos e as nossas vontades, para cumprir aquilo que Deus quer de nós; então, Cristo por meio do Espírito Santo passa a habitar em nós, nos fortalecendo e nos transformando a cada dia a sua própria imagem.
O homem que é controlado pelo Espírito Santo, tem em si mesmo a vida cristã arraigada sobre si, pois ele compreende que Deus é o Senhor de tudo e que somos seus servos, a serviço do seu Reino e da glorificação do seu Santo Nome.
Quando nos tornamos cristãos (pequenos cristos, casa de Cristo), entregamos tudo que temos a ele e ao serviço da sua causa, é por isso, que nos tornamos bons mordomos de Deus e fazemos tudo para agradá-lo e para agradecer tamanha salvação que desenvolveu em nós. Fazemos tudo em nome do amor, esse dom supremo e profundo. O amor de Deus que habita em nós, nos constrange a entregarmos o nosso corpo, mente, influência, linguagem, tempo, dons e tudo mais que possuímos a Deus, nos tornando a cada dia seus servos. E não fazemos isso por obrigação ou medo, mas por que Ele nos amou primeiro e nos deu tudo o que temos e somos.
A verdadeira vida cristã nos impulsiona a buscarmos a santidade, para que sejamos Santo como Deus é Santo. É na pessoa de Cristo que obtemos o nosso exemplo maior, pois Ele é o princípio da santidade e nos ensinou que o cristianismo não é um evangelho de palavras ou filosofias, mas de vida e ações.
Não importa o sacrifício que teremos que fazer, quando somos transformados por Cristo, então, tudo que mais desejamos é estar com Ele, é buscarmos os interesses dEle, é fazermos a Vontade dEle, por isso, que negamos nossas vontades, deixamos o nosso egoísmo de lado, e buscamos nossa felicidade onde existe uma fonte que jamais seca e que jamais falta em nossas vidas, felicidade essa que transpassa épocas e lugares, por que é Eterna.
Cristo tem nos chamado para uma vida plena e abundante, todos quantos recebem a Ele e a Ele se submetem, passa por experiências profundas e marcantes. Todo o cuidado de Deus está sobre nós e em todas as coisas somos supridos pelas bênçãos espirituais do Senhor.
Hoje mais do que nunca, precisamos como Igreja do Senhor, sermos verdadeiros cristãos, vivendo uma vida cheia do poder de Deus. Mediante as circunstâncias em que o mundo se encontra somente verdadeiros cristãos, poderão testemunhar Cristo em meio a tanto engano e mentira.
Portanto, sejamos bons despenseiros de Jesus e resplandecemos como um espelho a imagem de Cristo, para que o mundo veja e se arrependa de seus maus caminhos e siga a Jesus como único capaz de curar e salvar suas feridas e vidas.
“Pregue a todo instante, se necessário for, use as palavras” (Agostinho).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Epístola de Paulo a II Timóteo
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
II Timóteo é uma das três cartas do apóstolo que faz parte, das chamadas cartas pastorais, chamadas assim por estarem estreitamente relacionadas, em sua estrutura, fraseologia e propósitos, que não podem ser encaradas como unidades separadas.
Na ocasião Paulo estava enfrentando a morte, naquele que seria o seu último encarceramento. Condenado como um seguidor de Jesus Cristo. Paulo sabia que logo seria executado, e por isso passa o bastão da liderança para seu filho amado Timóteo, lembrando-o que era verdadeiramente importante, e encorajando-o a fé.
Essa carta, fora também usada para combater modificações debilitantes e pervertidas, mostrando que existe uma verdade a ser promovida, e erros a serem corrigidos, e que o Senhor Jesus Cristo se acha no centro dessa verdade.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita porque era necessário que se designasse os últimos desejos e conselhos do apóstolo Paulo concernente ao Evangelho de Cristo. Então ele escreve para fazer Timóteo saber qual é a situação em que ele se encontra e para pedir-lhe que vá a Roma. Aproveita a ocasião para advertir contra falsos ensinos. Além disso, o apóstolo Paulo relembra os próprios sofrimentos e experimenta o conforto de ter combatido o bom combate da fé. Recomenda Timóteo a não se envergonhar do Evangelho de Cristo, mas proclamá-lo com integridade; tomar cuidado com as palavras vãs de falsos mestres que aparecerão; e a se manter perseverante, mesmo que deva sofrer junto com ele por causa do Evangelho de Cristo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Paulo escreve a carta consciente de que seu tempo de vida está quase no fim, “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado” (II Tm. 4:6). A tradição e interpretação dos textos bíblicos estão de acordo que Paulo está encarcerado e tem diante de si a expectativa de em breve ser executado.
Aqueles que negam a autoria Paulina de II Timóteo datam a escrita em algum espaço de tempo do século dois, porém, essa hipótese é pouco provável.
Sendo assim, a carta provavelmente foi escrita em meados da década de 60 do primeiro século. Se levar em consideração a declaração de Eusébio a cerca do martírio de Paulo por volta do ano 67, então temos uma data na qual podemos dizer que II Timóteo foi escrito nesse ano ou no ano anterior. A epístola de Clemente, escrita pouco antes de 200 d.C, declara que Paulo foi preso novamente, por volta do ano 67 d.C., na Macedônia, e foi enviado a Roma, onde escreveu a sua última Epístola, a de Segunda Timóteo, sendo executado como mártir na primavera de 68 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Paulo estava encarcerado pela última vez. Segundo estudiosos a prisão era Roma, para qual ele foi levado após ser preso. Não tinha as regalias da primeira prisão que ficou em domicilio, dessa vez estava em uma masmorra fria, aguardando a morte.
Sabe-se que essa prisão em Roma não era aquela relatada em Atos, uma vez, que Timóteo e Marcos estavam com ele quando escrevera aos Colossenses, geralmente se aceita que essas duas cartas foram escritas de Roma, em sua segunda prisão.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“a Timóteo, meu amado filho...” (II Tm. 1:2).
As evidências internas da carta e a maior parte dos historiadores, não deixam dúvida que II Timóteo fora direcionada por Paulo ao seu leal companheiro e fiel colaborador Timóteo. Esse ajudou o apóstolo Paulo constantemente em seu trabalho missionário. Desde o primeiro momento foi estabelecido um forte elo de intimidade entre os dois, nunca quebrado, de amizade e de confiança.
É perceptível observar, que ainda que essa carta tenha sido direcionada ao jovem Timóteo como crente individual, é muito provável que essa epístola, como também 1 Timóteo e Tito, tenha um desígnio instrutivo para qualquer crente que aspire à liderança na igreja, para que saibam quais as qualidades e os deveres que se esperam dele.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneje bem a palavra da verdade” (II Tm. 2:15).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo conclui a epístola com pedidos pessoais e informações. Nestas palavras finais, ele revela sua solidão e seu forte amor por seus irmãos e irmãs em Cristo.
Mesmo em meio a calamidade da morte, Paulo se mostra confiante, afirmando sua convicção na vida eterna. Depois disso, envia saudações de alguns cooperadores do Evangelho, pede que ele vá até Roma para que o veja e encerra a epístola com a benção apostólica.
II Timóteo é uma das três cartas do apóstolo que faz parte, das chamadas cartas pastorais, chamadas assim por estarem estreitamente relacionadas, em sua estrutura, fraseologia e propósitos, que não podem ser encaradas como unidades separadas.
Na ocasião Paulo estava enfrentando a morte, naquele que seria o seu último encarceramento. Condenado como um seguidor de Jesus Cristo. Paulo sabia que logo seria executado, e por isso passa o bastão da liderança para seu filho amado Timóteo, lembrando-o que era verdadeiramente importante, e encorajando-o a fé.
Essa carta, fora também usada para combater modificações debilitantes e pervertidas, mostrando que existe uma verdade a ser promovida, e erros a serem corrigidos, e que o Senhor Jesus Cristo se acha no centro dessa verdade.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita porque era necessário que se designasse os últimos desejos e conselhos do apóstolo Paulo concernente ao Evangelho de Cristo. Então ele escreve para fazer Timóteo saber qual é a situação em que ele se encontra e para pedir-lhe que vá a Roma. Aproveita a ocasião para advertir contra falsos ensinos. Além disso, o apóstolo Paulo relembra os próprios sofrimentos e experimenta o conforto de ter combatido o bom combate da fé. Recomenda Timóteo a não se envergonhar do Evangelho de Cristo, mas proclamá-lo com integridade; tomar cuidado com as palavras vãs de falsos mestres que aparecerão; e a se manter perseverante, mesmo que deva sofrer junto com ele por causa do Evangelho de Cristo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Paulo escreve a carta consciente de que seu tempo de vida está quase no fim, “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado” (II Tm. 4:6). A tradição e interpretação dos textos bíblicos estão de acordo que Paulo está encarcerado e tem diante de si a expectativa de em breve ser executado.
Aqueles que negam a autoria Paulina de II Timóteo datam a escrita em algum espaço de tempo do século dois, porém, essa hipótese é pouco provável.
Sendo assim, a carta provavelmente foi escrita em meados da década de 60 do primeiro século. Se levar em consideração a declaração de Eusébio a cerca do martírio de Paulo por volta do ano 67, então temos uma data na qual podemos dizer que II Timóteo foi escrito nesse ano ou no ano anterior. A epístola de Clemente, escrita pouco antes de 200 d.C, declara que Paulo foi preso novamente, por volta do ano 67 d.C., na Macedônia, e foi enviado a Roma, onde escreveu a sua última Epístola, a de Segunda Timóteo, sendo executado como mártir na primavera de 68 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Paulo estava encarcerado pela última vez. Segundo estudiosos a prisão era Roma, para qual ele foi levado após ser preso. Não tinha as regalias da primeira prisão que ficou em domicilio, dessa vez estava em uma masmorra fria, aguardando a morte.
Sabe-se que essa prisão em Roma não era aquela relatada em Atos, uma vez, que Timóteo e Marcos estavam com ele quando escrevera aos Colossenses, geralmente se aceita que essas duas cartas foram escritas de Roma, em sua segunda prisão.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“a Timóteo, meu amado filho...” (II Tm. 1:2).
As evidências internas da carta e a maior parte dos historiadores, não deixam dúvida que II Timóteo fora direcionada por Paulo ao seu leal companheiro e fiel colaborador Timóteo. Esse ajudou o apóstolo Paulo constantemente em seu trabalho missionário. Desde o primeiro momento foi estabelecido um forte elo de intimidade entre os dois, nunca quebrado, de amizade e de confiança.
É perceptível observar, que ainda que essa carta tenha sido direcionada ao jovem Timóteo como crente individual, é muito provável que essa epístola, como também 1 Timóteo e Tito, tenha um desígnio instrutivo para qualquer crente que aspire à liderança na igreja, para que saibam quais as qualidades e os deveres que se esperam dele.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneje bem a palavra da verdade” (II Tm. 2:15).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo conclui a epístola com pedidos pessoais e informações. Nestas palavras finais, ele revela sua solidão e seu forte amor por seus irmãos e irmãs em Cristo.
Mesmo em meio a calamidade da morte, Paulo se mostra confiante, afirmando sua convicção na vida eterna. Depois disso, envia saudações de alguns cooperadores do Evangelho, pede que ele vá até Roma para que o veja e encerra a epístola com a benção apostólica.
Epístola de Paulo a Tito
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Tito e I Timóteo tratam de problemas idênticos. O evangelho foi anunciado pela, as comunidades foram iniciadas, vidas foram transformadas. Mas Paulo sabia que a igreja devia ser edificada em Cristo, não em qualquer outra pessoa. O apóstolo sabia que no final não estaria presente para edificar, encorajar, disciplinar e ensinar. Então treinou jovens pregadores para que assumissem a liderança de igrejas após sua partida. Paulo os exortou a centrarem suas vidas e sua pregação na Palavra de Deus, e a treinar outros para que o ministério tivesse continuidade.
Tito era um crente grego. Ensinado e disciplinado por Paulo, permaneceu diante dos líderes da Igreja em Jerusalém como um exemplo vivo do que Cristo estava fazendo entre os gentios. Foi um dos confiáveis companheiros de Paulo em suas viagens missionárias e um de seus amigos mais íntimos. Mais tarde tornou-se embaixador especial de Paulo e no final, o supervisor das Igrejas em Creta.
Nesta epístola Paulo exorta Tito a ser um bom exemplo de um crente maduro e a ensinar com coragem e convicção. Discute as responsabilidades gerais dos crentes na sociedade e lembra-o de evitar discussões que ocasionem divisões.
Como bom despenseiro de Cristo, Tito deverá fechar a boca de falsos mestres, ensinando, praticando e fazendo praticar a sã doutrina.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Esta epístola fora escrita de imediato para pedir a Tito que se encontra-se com Paulo em Nicópolis. Mais ainda, para encorajar Tito a cumprir a tarefa que o apóstolo deixou para ele realizar na ilha de Creta, também, para demonstrar a vontade salvadora de Deus e a salvação gratuita trazida por Cristo. Além do mais Tito, deve formar presbíteros que ensinem e vivam a sã doutrina.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Assim como I Timóteo, Tito foi escrita entre o primeiro e o segundo encarceramento de Paulo em Roma, portanto, fora escrita por volta de 64-65 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
O local também é semelhante a I Timóteo, e pela data em que fora escrita, acredita-se os estudiosos que o lugar de escrita é mesmo a Macedônia, a qual, Paulo visitou após ser solto da sua primeira prisão em Roma.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum...” (Tt. 1:4). Esta epístola foi direcionada a Tito, um grego convertido ao cristianismo através do ministério de Paulo, e que mais tarde tornou-se um fiel companheiro e discípulo do apóstolo, cooperando com o Evangelho de Cristo, tornando-se representante oficial de Paulo na ilha de Creta, e todos os crentes, em todos os lugares.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei instruí” (Tt. 1:5).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra dizendo que qualquer pessoa que seja deve ser advertida se estiver causando uma divisão que ameace a unidade da igreja. Uma pessoa que não admite ser corrigida deve ser excluída da comunhão.
Depois Paulo dá as suas últimas recomendações particulares acompanhada com saudações e, por fim, se despede com uma curta benção apostólica
Tito e I Timóteo tratam de problemas idênticos. O evangelho foi anunciado pela, as comunidades foram iniciadas, vidas foram transformadas. Mas Paulo sabia que a igreja devia ser edificada em Cristo, não em qualquer outra pessoa. O apóstolo sabia que no final não estaria presente para edificar, encorajar, disciplinar e ensinar. Então treinou jovens pregadores para que assumissem a liderança de igrejas após sua partida. Paulo os exortou a centrarem suas vidas e sua pregação na Palavra de Deus, e a treinar outros para que o ministério tivesse continuidade.
Tito era um crente grego. Ensinado e disciplinado por Paulo, permaneceu diante dos líderes da Igreja em Jerusalém como um exemplo vivo do que Cristo estava fazendo entre os gentios. Foi um dos confiáveis companheiros de Paulo em suas viagens missionárias e um de seus amigos mais íntimos. Mais tarde tornou-se embaixador especial de Paulo e no final, o supervisor das Igrejas em Creta.
Nesta epístola Paulo exorta Tito a ser um bom exemplo de um crente maduro e a ensinar com coragem e convicção. Discute as responsabilidades gerais dos crentes na sociedade e lembra-o de evitar discussões que ocasionem divisões.
Como bom despenseiro de Cristo, Tito deverá fechar a boca de falsos mestres, ensinando, praticando e fazendo praticar a sã doutrina.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Esta epístola fora escrita de imediato para pedir a Tito que se encontra-se com Paulo em Nicópolis. Mais ainda, para encorajar Tito a cumprir a tarefa que o apóstolo deixou para ele realizar na ilha de Creta, também, para demonstrar a vontade salvadora de Deus e a salvação gratuita trazida por Cristo. Além do mais Tito, deve formar presbíteros que ensinem e vivam a sã doutrina.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Assim como I Timóteo, Tito foi escrita entre o primeiro e o segundo encarceramento de Paulo em Roma, portanto, fora escrita por volta de 64-65 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
O local também é semelhante a I Timóteo, e pela data em que fora escrita, acredita-se os estudiosos que o lugar de escrita é mesmo a Macedônia, a qual, Paulo visitou após ser solto da sua primeira prisão em Roma.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum...” (Tt. 1:4). Esta epístola foi direcionada a Tito, um grego convertido ao cristianismo através do ministério de Paulo, e que mais tarde tornou-se um fiel companheiro e discípulo do apóstolo, cooperando com o Evangelho de Cristo, tornando-se representante oficial de Paulo na ilha de Creta, e todos os crentes, em todos os lugares.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei instruí” (Tt. 1:5).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra dizendo que qualquer pessoa que seja deve ser advertida se estiver causando uma divisão que ameace a unidade da igreja. Uma pessoa que não admite ser corrigida deve ser excluída da comunhão.
Depois Paulo dá as suas últimas recomendações particulares acompanhada com saudações e, por fim, se despede com uma curta benção apostólica
Epístola de Paulo a I Timóteo
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Juntamente com a epístola a Tito, I e II Timóteo forma as chamadas epístolas pastorais. Timóteo foi discípulo e colaborador de Paulo, e é mencionado ou está sempre junto com o apóstolo quando este escreve suas epístolas.
No papel de um jovem ministro, Timóteo enfrentou todos os tipos de pressões, conflitos e desafios da igreja e da cultura que estava à sua volta. Para aconselhar e encorajar Timóteo, Paulo enviou essa epístola extremamente pessoal. Essa epístola confirma o relacionamento entre Paulo e Timóteo. Paulo inicia o seu conselho paternal, advertindo Timóteo a respeito dos falsos mestres e exortando-o a se apoiar em sua fé em Cristo. A seguir, Paulo examina a adoração pública, enfatizando da oração e da ordem nas reuniões da igreja.
Esta epístola contém muitas lições, principalmente no que concerne o relacionamento entre o líder e o seu discípulo.
Estamos longe de uma rígida organização jurídica, mas podemos dizer que temos aqui um verdadeiro ponto de partida para a reflexão teológica sobre o ministério na igreja.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita para aconselhar e encorajar o jovem ministro. Demonstra que Timóteo precisa desempenhar com firmeza e coragem a função ou o dom que recebeu de Cristo, exorta-o a tornar-se anunciador e defensor da verdade, a cuidar do crescimento organizacional da igreja e refutar os falsos mestres.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
I Timóteo foi escrita provavelmente entre o primeiro e segundo encarceramento de Paulo, ou seja, entre 61/62 e 67 d.C.
Alguns críticos defendem a teoria que essa epístola foi escrita por um autor desconhecido que, entre 30 e 50 anos depois da morte de Paulo, escreveu em nome do apóstolo, a fim de promover determinadas doutrinas, no entanto, não existe fundamento histórico para essa teoria, e a data provável da escrita é cerca de 64 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Essa epístola foi escrita provavelmente antes de seu último encarceramento em Roma. Por ter apelado a César, Paulo foi enviado como prisioneiro a Roma. A maioria dos estudiosos acredita que o apóstolo foi libertado em aproximadamente 62 d.C., e que o apóstolo deva ter viajado nos anos seguintes.
No seu tempo de liberdade ele visitou novamente muitas igrejas na Ásia e na Macedônia, de onde escreveu essa epístola.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“ a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé...” (I Tm. 1:2). Como é uma carta pessoal e as próprias evidencias internas da epístola deixa claro que ela foi escrita para o jovem ministro de Cristo Timóteo.
É evidente que ela é aplicada a todas as épocas e tempos e instrui convidando a defesa da fé todos os líderes cristãos.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (I Tm. 4:12).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra essa epístola dizendo que o núcleo fundamental da fé é o compromisso do cristão com Deus e principalmente o seguimento de Jesus Cristo. É neste seguimento que se manifesta totalmente o Deus vivo.
A igreja não deve ser apenas uma instituição profissionalmente organizada; deve ser organizada de forma que Cristo possa ser honrado e glorificado.
É preciso guardar a fé que foi depositada em Cristo Jesus, pois ela é primordial para a vitória do servo de Deus. Por fim, Paulo se despede de Timóteo desejando a graça de Deus sobre ele.
Juntamente com a epístola a Tito, I e II Timóteo forma as chamadas epístolas pastorais. Timóteo foi discípulo e colaborador de Paulo, e é mencionado ou está sempre junto com o apóstolo quando este escreve suas epístolas.
No papel de um jovem ministro, Timóteo enfrentou todos os tipos de pressões, conflitos e desafios da igreja e da cultura que estava à sua volta. Para aconselhar e encorajar Timóteo, Paulo enviou essa epístola extremamente pessoal. Essa epístola confirma o relacionamento entre Paulo e Timóteo. Paulo inicia o seu conselho paternal, advertindo Timóteo a respeito dos falsos mestres e exortando-o a se apoiar em sua fé em Cristo. A seguir, Paulo examina a adoração pública, enfatizando da oração e da ordem nas reuniões da igreja.
Esta epístola contém muitas lições, principalmente no que concerne o relacionamento entre o líder e o seu discípulo.
Estamos longe de uma rígida organização jurídica, mas podemos dizer que temos aqui um verdadeiro ponto de partida para a reflexão teológica sobre o ministério na igreja.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita para aconselhar e encorajar o jovem ministro. Demonstra que Timóteo precisa desempenhar com firmeza e coragem a função ou o dom que recebeu de Cristo, exorta-o a tornar-se anunciador e defensor da verdade, a cuidar do crescimento organizacional da igreja e refutar os falsos mestres.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
I Timóteo foi escrita provavelmente entre o primeiro e segundo encarceramento de Paulo, ou seja, entre 61/62 e 67 d.C.
Alguns críticos defendem a teoria que essa epístola foi escrita por um autor desconhecido que, entre 30 e 50 anos depois da morte de Paulo, escreveu em nome do apóstolo, a fim de promover determinadas doutrinas, no entanto, não existe fundamento histórico para essa teoria, e a data provável da escrita é cerca de 64 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Essa epístola foi escrita provavelmente antes de seu último encarceramento em Roma. Por ter apelado a César, Paulo foi enviado como prisioneiro a Roma. A maioria dos estudiosos acredita que o apóstolo foi libertado em aproximadamente 62 d.C., e que o apóstolo deva ter viajado nos anos seguintes.
No seu tempo de liberdade ele visitou novamente muitas igrejas na Ásia e na Macedônia, de onde escreveu essa epístola.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“ a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé...” (I Tm. 1:2). Como é uma carta pessoal e as próprias evidencias internas da epístola deixa claro que ela foi escrita para o jovem ministro de Cristo Timóteo.
É evidente que ela é aplicada a todas as épocas e tempos e instrui convidando a defesa da fé todos os líderes cristãos.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (I Tm. 4:12).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra essa epístola dizendo que o núcleo fundamental da fé é o compromisso do cristão com Deus e principalmente o seguimento de Jesus Cristo. É neste seguimento que se manifesta totalmente o Deus vivo.
A igreja não deve ser apenas uma instituição profissionalmente organizada; deve ser organizada de forma que Cristo possa ser honrado e glorificado.
É preciso guardar a fé que foi depositada em Cristo Jesus, pois ela é primordial para a vitória do servo de Deus. Por fim, Paulo se despede de Timóteo desejando a graça de Deus sobre ele.
Epístola de Paulo a Filemom
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
De todas as epístolas de Paulo, esta a Filemom é a mais breve e pessoal, a única escrita inteiramente de seu próprio punho. Paulo estava na prisão. O fato de Onésimo voltar com Tíquico para Colossos faz supor que esta carta foi escrita na mesma data que a carta aos Colossenses. Filemom parece ser membro importante da igreja de Colossos, talvez o líder do grupo que se reúne em sua casa.
Cristo veio como o grande destruidor de barreiras, derrubando a divisória do pecado que nos separava de Deus e desfazendo as barreiras que nos afastavam uns dos outros. Sua morte e ressurreição abriram caminho para a vida eterna, a fim de conduzir todo aquele que crê para a família de Deus.
A verdade que transforma vidas forma o cenário para Filemom. É uma carta de recomendação em favo de Onésimo, um escravo que fugiu do seu patrão Filemom. Foi para Roma, onde conheceu o apóstolo Paulo, que estava na prisão, e acabou se convertendo ao cristianismo.
Então Paulo escreve a Filemom e lhe reapresenta Onésimo, explicando que o está enviando de volta, não apenas como um escravo, mas como um irmão. Com habilidade, Paulo pede que Filemom aceite e perdoe seu irmão.
Paulo demonstra que as relações dentro da igreja cristã devem ser fraternais, o apóstolo esvazia completamente o estatuto da escravidão e a desigualdade entre as classes. Em Cristo todos são irmãos, com os mesmo direitos e deveres. E só Cristo é o Senhor.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Paulo queria interceder a favor de Onésimo e pedir a Filemom que perdoasse o escravo fugitivo. Segundo a lei romana, o furto envolvia a pena capital. Paulo pediu a Filemom que acolhesse Onésimo de volta como irmão em Cristo e até mesmo se ofereceu para restituir o dinheiro furtado. A epístola é uma perfeita jóia de cortesia, tato, delicadeza e generosidade. O ponto culminante da epístola é o apelo que Paulo faz a Filemom para que este aceite Onésimo como se fosse ele mesmo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Data-se da mesma época que a epístola aos Colossenses, por volta de 60 d.C., na ocasião em que o apóstolo Paulo estava encarcerado em Roma e escreveu as cartas da prisão.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Há uma estreita ligação entre esta epístola e Colossenses. Onésimo devia acompanhar Tíquico até Colossos. Aqueles que enviam saudações nessa epístola as enviam também no final da epístola aos Colossenses. Igualmente, Timóteo é mencionado no versículo introdutório de cada uma das cartas. Deve estar claro, portanto, que Colossenses e Filemom foram escritas no mesmo local e pela mesma ocasião. Já foi concluído que Colossenses foi escrita de Roma, durante o seu encarceramento. Isto, portanto, vale também para Filemom, que fora escrita de Roma assim como Colossenses.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“Paulo prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa:” (Fm. 1:1-2).
É uma epístola pessoal direcionada a Filemom, provavelmente um membro rico da igreja de Colossos, que mantinha a igreja em sua casa; e a todos os crentes em Cristo Jesus.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que retivesses para sempre, não já como servo; antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor” (Fm. 1:15-16).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
O amor que Paulo tinha por Onésimo era genuíno. Ele encerra essa epístola demonstrando o seu amor e garantindo pessoalmente o pagamento por quaisquer bens roubados ou erros pelos quais Onésimo pudesse ser responsabilizado.
Depois ele demonstra o seu desejo de ver a todos, manda saudações de seus companheiros de prisão e cooperados no Evangelho, e encerra com a benção apostólica.
De todas as epístolas de Paulo, esta a Filemom é a mais breve e pessoal, a única escrita inteiramente de seu próprio punho. Paulo estava na prisão. O fato de Onésimo voltar com Tíquico para Colossos faz supor que esta carta foi escrita na mesma data que a carta aos Colossenses. Filemom parece ser membro importante da igreja de Colossos, talvez o líder do grupo que se reúne em sua casa.
Cristo veio como o grande destruidor de barreiras, derrubando a divisória do pecado que nos separava de Deus e desfazendo as barreiras que nos afastavam uns dos outros. Sua morte e ressurreição abriram caminho para a vida eterna, a fim de conduzir todo aquele que crê para a família de Deus.
A verdade que transforma vidas forma o cenário para Filemom. É uma carta de recomendação em favo de Onésimo, um escravo que fugiu do seu patrão Filemom. Foi para Roma, onde conheceu o apóstolo Paulo, que estava na prisão, e acabou se convertendo ao cristianismo.
Então Paulo escreve a Filemom e lhe reapresenta Onésimo, explicando que o está enviando de volta, não apenas como um escravo, mas como um irmão. Com habilidade, Paulo pede que Filemom aceite e perdoe seu irmão.
Paulo demonstra que as relações dentro da igreja cristã devem ser fraternais, o apóstolo esvazia completamente o estatuto da escravidão e a desigualdade entre as classes. Em Cristo todos são irmãos, com os mesmo direitos e deveres. E só Cristo é o Senhor.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Paulo queria interceder a favor de Onésimo e pedir a Filemom que perdoasse o escravo fugitivo. Segundo a lei romana, o furto envolvia a pena capital. Paulo pediu a Filemom que acolhesse Onésimo de volta como irmão em Cristo e até mesmo se ofereceu para restituir o dinheiro furtado. A epístola é uma perfeita jóia de cortesia, tato, delicadeza e generosidade. O ponto culminante da epístola é o apelo que Paulo faz a Filemom para que este aceite Onésimo como se fosse ele mesmo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Data-se da mesma época que a epístola aos Colossenses, por volta de 60 d.C., na ocasião em que o apóstolo Paulo estava encarcerado em Roma e escreveu as cartas da prisão.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Há uma estreita ligação entre esta epístola e Colossenses. Onésimo devia acompanhar Tíquico até Colossos. Aqueles que enviam saudações nessa epístola as enviam também no final da epístola aos Colossenses. Igualmente, Timóteo é mencionado no versículo introdutório de cada uma das cartas. Deve estar claro, portanto, que Colossenses e Filemom foram escritas no mesmo local e pela mesma ocasião. Já foi concluído que Colossenses foi escrita de Roma, durante o seu encarceramento. Isto, portanto, vale também para Filemom, que fora escrita de Roma assim como Colossenses.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“Paulo prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa:” (Fm. 1:1-2).
É uma epístola pessoal direcionada a Filemom, provavelmente um membro rico da igreja de Colossos, que mantinha a igreja em sua casa; e a todos os crentes em Cristo Jesus.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que retivesses para sempre, não já como servo; antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor” (Fm. 1:15-16).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
O amor que Paulo tinha por Onésimo era genuíno. Ele encerra essa epístola demonstrando o seu amor e garantindo pessoalmente o pagamento por quaisquer bens roubados ou erros pelos quais Onésimo pudesse ser responsabilizado.
Depois ele demonstra o seu desejo de ver a todos, manda saudações de seus companheiros de prisão e cooperados no Evangelho, e encerra com a benção apostólica.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Epístola de Paulo aos Colossenses
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
A igreja de Colossos foi fundada na terceira viagem de Paulo, durante seus três anos em Éfeso, mas não pelo próprio Paulo, mas por Epafras. Arquipo também exerceu ministério frutífero. Filemom era membro ativo dessa igreja, como também Onésimo.
Colossenses é uma epístola de conexões. Escrevendo da prisão de Roma, Paulo combateu falsos ensinos que haviam se infiltrado na igreja de Colossos. O problema era o sincretismo religioso, combinar idéias de outras filosofias e religiões com a verdade cristã. A heresia resultante mais tarde se tornou conhecida como gnosticismo, enfatizando o conhecimento especial e negando a Cristo a condição de Deus e Salvador.
Para combater esse grave erro, Paulo enfatizou a divindade de Cristo e sua morte sacrifical na cruz pelos nossos pecados. Somente estando conectado com Cristo pela fé alguém pode ter a vida eterna. E somente por meio de uma conexão contínua com Ele alguém pode ter poder para viver. Paulo enfatiza também as conexões dos crentes uns com os outros como o corpo de Cristo no mundo.
Só a renovação em Cristo pode derrubar as barreiras entre os homens, dando origem a novas relações humanas, radicalmente diferentes daquelas que costumam existir na sociedade.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita para enfatizar a divindade e a plena suficiência de Cristo, em contraste com o vazio da filosofia humana. Nessa epístola Paulo ainda encontra outras razões para escrever: louvar a fé e o amor dos colossenses, reconhecer o furto dos trabalhos deles, e elogiar a firmeza deles na fé em Cristo. Além, de combater, a insidiosidade dos falsos ensinos, com medidas rigorosas.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Paulo estava na prisão em Roma quando escreveu essa epístola, o que nos cabe argumentar que a data mais provável e aceita é 59-61/62 d.C., pois se trata de uma das epístolas da prisão, como se é conhecidas (Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom).
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Na ocasião, o apóstolo Paulo estava na prisão quando a epístola aos Colossenses foi escrita. Concluímos, já em outras epístolas que as epístolas da prisão foram todas escritas de Roma; Filipenses, na ocasião imediatamente antes do julgamento real e, as outras três, em algum momento mais cedo.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos...” (Cl. 1:2). Foi escrita a Igreja de Colossos, uma cidade na Ásia Menor, e a todos os crentes em todos os lugares.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade” (Cl.2:9,10).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo termina a epístola com comentários pessoais sobre as associações cristãs comuns dos irmãos naquela cidade, fornecendo uma lição viva das conexões do corpo de Cristo. Como costuma fazer no fim de suas epístolas, Paulo cita por nome várias pessoas e também fala das pessoas que estão com ele, depois se despede com uma saudação e encerra com a benção apostólica, marca do apóstolo Paulo.
A igreja de Colossos foi fundada na terceira viagem de Paulo, durante seus três anos em Éfeso, mas não pelo próprio Paulo, mas por Epafras. Arquipo também exerceu ministério frutífero. Filemom era membro ativo dessa igreja, como também Onésimo.
Colossenses é uma epístola de conexões. Escrevendo da prisão de Roma, Paulo combateu falsos ensinos que haviam se infiltrado na igreja de Colossos. O problema era o sincretismo religioso, combinar idéias de outras filosofias e religiões com a verdade cristã. A heresia resultante mais tarde se tornou conhecida como gnosticismo, enfatizando o conhecimento especial e negando a Cristo a condição de Deus e Salvador.
Para combater esse grave erro, Paulo enfatizou a divindade de Cristo e sua morte sacrifical na cruz pelos nossos pecados. Somente estando conectado com Cristo pela fé alguém pode ter a vida eterna. E somente por meio de uma conexão contínua com Ele alguém pode ter poder para viver. Paulo enfatiza também as conexões dos crentes uns com os outros como o corpo de Cristo no mundo.
Só a renovação em Cristo pode derrubar as barreiras entre os homens, dando origem a novas relações humanas, radicalmente diferentes daquelas que costumam existir na sociedade.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Essa epístola foi escrita para enfatizar a divindade e a plena suficiência de Cristo, em contraste com o vazio da filosofia humana. Nessa epístola Paulo ainda encontra outras razões para escrever: louvar a fé e o amor dos colossenses, reconhecer o furto dos trabalhos deles, e elogiar a firmeza deles na fé em Cristo. Além, de combater, a insidiosidade dos falsos ensinos, com medidas rigorosas.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Paulo estava na prisão em Roma quando escreveu essa epístola, o que nos cabe argumentar que a data mais provável e aceita é 59-61/62 d.C., pois se trata de uma das epístolas da prisão, como se é conhecidas (Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom).
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Na ocasião, o apóstolo Paulo estava na prisão quando a epístola aos Colossenses foi escrita. Concluímos, já em outras epístolas que as epístolas da prisão foram todas escritas de Roma; Filipenses, na ocasião imediatamente antes do julgamento real e, as outras três, em algum momento mais cedo.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos...” (Cl. 1:2). Foi escrita a Igreja de Colossos, uma cidade na Ásia Menor, e a todos os crentes em todos os lugares.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade” (Cl.2:9,10).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo termina a epístola com comentários pessoais sobre as associações cristãs comuns dos irmãos naquela cidade, fornecendo uma lição viva das conexões do corpo de Cristo. Como costuma fazer no fim de suas epístolas, Paulo cita por nome várias pessoas e também fala das pessoas que estão com ele, depois se despede com uma saudação e encerra com a benção apostólica, marca do apóstolo Paulo.
Epístola de Paulo aos Filipenses
FILIPENSES
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
A igreja de Filipos trata-se da primeira igreja que Paulo fundou na Europa, na segunda viagem missionária, por volta de 51 d.C. (At.16). Lídia e o carcereiro de Filipos estavam entre os convertidos. Lucas, o médico, autor de um dos evangelhos e de Atos dos Apóstolos, foi seu pastor durante os seis primeiros anos.
É possível que Filipos fosse a cidade natal de Lucas, onde praticava a medicina. Por certo, Lucas participou do aprimoramento do caráter da igreja de Filipos, a qual, pelo que sabemos, era uma das igrejas mais puras do Novo Testamento.
Essa epístola é a que mais representa a felicidade e alegria de Paulo. A igreja estabelecida naquela cidade da Macedônia havia sido um grande estímulo para Paulo. Os crentes filipenses haviam experimentado um relacionamento especial com ele. Portanto, Paulo enviou-lhes uma expressão pessoal de seu amor e afeto. Filipenses é também um livro sobre a alegria porque enfatiza a verdadeira alegria da vida cristã.
Durante sua vida, dedicada à obra de Cristo, Paulo havia enfrentado a extrema pobreza, a abundante riqueza e tudo o mais que pode acontecer entre uma e outra. Chegou até mesmo a escrever essa epístola tão cheia de alegria estando em um cárcere.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Foi escrita para agradecer aos Filipenses pela oferta que lhe haviam enviado; anunciar a visita de Timóteo a Filipos e explica a volta imprevista Epafrodito; advertir a igreja sobre a divisão causada pelo espírito de competição e egoísmo de alguns; prevenir a igreja contra os pregadores judaizantes, que põem a salvação na circuncisão e na observação da Lei; relembrar os cristãos de Filipos que a autenticidade do Evangelho, anunciado e vivido, está na cruz de Cristo.
O apóstolo Paulo mostra que a salvação só depende de Jesus Cristo. É Jesus que feito homem e morto em uma cruz, recebeu do Pai o poder de dar aos homens a salvação. Esta epístola, portanto, fornece o critério para que uma igreja cristã saiba reconhecer o verdadeiro Evangelho e quais são os pregadores autênticos.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Como já vimos na epístola de Paulo aos Efésios, Filipenses foi escrita no tempo em que Paulo esteve encarcerado em Roma, durante dois anos de prisão domiciliar, o que nos implica datar essa epístola entre os anos de 59-61/62 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Como já foi discutido anteriormente na epístola de Paulo aos Efésios, essa epístola juntamente com Efésios, Colossenses e Filemom, foram escritas de Roma, quando Paulo esteve aprisionado em domicilio.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“... A todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:” (Fp. 1:1). Os filipenses eram uma colônia romana. Isso quer dizer que eles eram cidadãos romanos e gozavam de todos os privilégios de cidadãos de Roma. A epístola é direcionada também aos líderes de Filipos e aos cristãos em geral.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Regozijai-vos, sempre, no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos!” (Fp. 4:4).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola agradecendo o amor e a contribuição dos filipenses, que tanto contribuíram para a obra do Evangelho. Paulo compara essa oferta como um sacrifício oferecido a Deus, sacrifício que Deus aceita e lhe agrada. Como é costumeiro, Paulo termina sua epístola mandando saudações e dando a benção apostólica.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
A igreja de Filipos trata-se da primeira igreja que Paulo fundou na Europa, na segunda viagem missionária, por volta de 51 d.C. (At.16). Lídia e o carcereiro de Filipos estavam entre os convertidos. Lucas, o médico, autor de um dos evangelhos e de Atos dos Apóstolos, foi seu pastor durante os seis primeiros anos.
É possível que Filipos fosse a cidade natal de Lucas, onde praticava a medicina. Por certo, Lucas participou do aprimoramento do caráter da igreja de Filipos, a qual, pelo que sabemos, era uma das igrejas mais puras do Novo Testamento.
Essa epístola é a que mais representa a felicidade e alegria de Paulo. A igreja estabelecida naquela cidade da Macedônia havia sido um grande estímulo para Paulo. Os crentes filipenses haviam experimentado um relacionamento especial com ele. Portanto, Paulo enviou-lhes uma expressão pessoal de seu amor e afeto. Filipenses é também um livro sobre a alegria porque enfatiza a verdadeira alegria da vida cristã.
Durante sua vida, dedicada à obra de Cristo, Paulo havia enfrentado a extrema pobreza, a abundante riqueza e tudo o mais que pode acontecer entre uma e outra. Chegou até mesmo a escrever essa epístola tão cheia de alegria estando em um cárcere.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Foi escrita para agradecer aos Filipenses pela oferta que lhe haviam enviado; anunciar a visita de Timóteo a Filipos e explica a volta imprevista Epafrodito; advertir a igreja sobre a divisão causada pelo espírito de competição e egoísmo de alguns; prevenir a igreja contra os pregadores judaizantes, que põem a salvação na circuncisão e na observação da Lei; relembrar os cristãos de Filipos que a autenticidade do Evangelho, anunciado e vivido, está na cruz de Cristo.
O apóstolo Paulo mostra que a salvação só depende de Jesus Cristo. É Jesus que feito homem e morto em uma cruz, recebeu do Pai o poder de dar aos homens a salvação. Esta epístola, portanto, fornece o critério para que uma igreja cristã saiba reconhecer o verdadeiro Evangelho e quais são os pregadores autênticos.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Como já vimos na epístola de Paulo aos Efésios, Filipenses foi escrita no tempo em que Paulo esteve encarcerado em Roma, durante dois anos de prisão domiciliar, o que nos implica datar essa epístola entre os anos de 59-61/62 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Como já foi discutido anteriormente na epístola de Paulo aos Efésios, essa epístola juntamente com Efésios, Colossenses e Filemom, foram escritas de Roma, quando Paulo esteve aprisionado em domicilio.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
“... A todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:” (Fp. 1:1). Os filipenses eram uma colônia romana. Isso quer dizer que eles eram cidadãos romanos e gozavam de todos os privilégios de cidadãos de Roma. A epístola é direcionada também aos líderes de Filipos e aos cristãos em geral.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Regozijai-vos, sempre, no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos!” (Fp. 4:4).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola agradecendo o amor e a contribuição dos filipenses, que tanto contribuíram para a obra do Evangelho. Paulo compara essa oferta como um sacrifício oferecido a Deus, sacrifício que Deus aceita e lhe agrada. Como é costumeiro, Paulo termina sua epístola mandando saudações e dando a benção apostólica.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Epístola de Paulo aos Efésios
EFÉSIOS
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Em três corajosas viagens missionárias Paulo e seus companheiros fundaram assembléias locais em inúmeras cidades gentílicas. Uma das igrejas mais proeminentes foi a de Éfeso, fundada no ano de 53 d.C., na viagem de retorno de Paulo a Jerusalém. Mas o apóstolo visitou essa igreja um ano mais tarde, em sua terceira viagem missionária. E lá permaneceu durante três anos pregando e ensinando com grande eficiência.
Paulo escreveu essa epístola à igreja em Éfeso e a enviou por Tíquico. Ela não foi escrita para combater heresias ou enfrentar qualquer problema específico. Ao contrário, trata-se de uma carta de encorajamento na qual Paulo descreve a natureza e a estrutura da igreja, e desafia os crentes a agirem como representantes do corpo de Cristo na terra.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Paulo dedicou sua vida a ensinar os gentios que estes podiam ser cristãos sem se converter ao judaísmo. Essa doutrina desagradava os judeus em geral, que consideravam a lei mosaica obrigatória para todas as pessoas e tinham muito preconceito contra quaisquer gentios incircuncisos que ousassem chamar-se de discípulos do Messias dos judeus.
Embora Paulo ensinasse os cristãos gentios a permanecerem inabaláveis e irremovíveis como rochas na liberdade que tinham em Cristo, contudo, que não tivessem preconceitos contra os companheiros cristãos judeus, mas que os considerassem irmãos em Cristo.
Ele escreveu para ensinar a cerca da unidade, de que a igreja é uma só, com judeus e gentios unidos em Cristo Jesus. Fortalecer a fé cristã dos crentes de Éfeso e explicar a natureza e o propósito da igreja, o corpo de Cristo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Efésios é uma das quatro epístolas da prisão que Paulo escreveu durante o seu primeiro encarceramento em Roma no período de 59-61/62 d.C. Ele escreveu essa epístola, durante os dois anos quando esteve morando como prisioneiro em sua própria casa alugada.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Sabe-se que Efésios, juntamente com Filipenses, Colossenses e Filemom são as epístolas da prisão, escritas todas de Roma, na ocasião do encarceramento do apóstolo Paulo.
Contudo, muitas teorias têm sido proposta para a localidade da escrita. Alguns estudiosos dizem que Paulo escreveu essas epístolas da cidade de Éfeso ou de Cesaréia, uma vez que, Paulo ficou preso em Cesaréia por dois anos e o termo pretório, poderia significar a guarda de Herodes (At. 23:35).
No entanto, a localidade mais aceita para a escrita de Efésios é Roma, onde Paulo estava preso em domicílio, sobre a vigilância da guarda romana, de onde, Paulo pode enviar Timóteo e Epafrodito.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Foi escrita para a igreja em Éfeso e aos crentes em Cristo em toda a parte. Essa expressão em Éfeso, que se referem ao local da residência de seus leitores originais, não se encontra nos manuscritos mais antigos, por isso, alguns vão identificar a igreja de Laodicéia como a possível destinatária da epístola.
No entanto, é mais provável que essa epístola tenha sido escrita como uma epístola circular, dirigida a diversas igrejas locais da Ásia Menor, nas vizinhanças gerais de Éfeso.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef. 4:4-6).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola recomendando que os cristãos estejam revestidos das armas espirituais de Deus, para combater firmemente as forças espirituais do mal, guerreando dia após dia contra o pecado. Ele informa que está enviando seu companheiro Tíquico, que daria mais noticias a respeito da situação do apóstolo, saúda a todos e encerra com a benção apostólica.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Em três corajosas viagens missionárias Paulo e seus companheiros fundaram assembléias locais em inúmeras cidades gentílicas. Uma das igrejas mais proeminentes foi a de Éfeso, fundada no ano de 53 d.C., na viagem de retorno de Paulo a Jerusalém. Mas o apóstolo visitou essa igreja um ano mais tarde, em sua terceira viagem missionária. E lá permaneceu durante três anos pregando e ensinando com grande eficiência.
Paulo escreveu essa epístola à igreja em Éfeso e a enviou por Tíquico. Ela não foi escrita para combater heresias ou enfrentar qualquer problema específico. Ao contrário, trata-se de uma carta de encorajamento na qual Paulo descreve a natureza e a estrutura da igreja, e desafia os crentes a agirem como representantes do corpo de Cristo na terra.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Paulo dedicou sua vida a ensinar os gentios que estes podiam ser cristãos sem se converter ao judaísmo. Essa doutrina desagradava os judeus em geral, que consideravam a lei mosaica obrigatória para todas as pessoas e tinham muito preconceito contra quaisquer gentios incircuncisos que ousassem chamar-se de discípulos do Messias dos judeus.
Embora Paulo ensinasse os cristãos gentios a permanecerem inabaláveis e irremovíveis como rochas na liberdade que tinham em Cristo, contudo, que não tivessem preconceitos contra os companheiros cristãos judeus, mas que os considerassem irmãos em Cristo.
Ele escreveu para ensinar a cerca da unidade, de que a igreja é uma só, com judeus e gentios unidos em Cristo Jesus. Fortalecer a fé cristã dos crentes de Éfeso e explicar a natureza e o propósito da igreja, o corpo de Cristo.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Efésios é uma das quatro epístolas da prisão que Paulo escreveu durante o seu primeiro encarceramento em Roma no período de 59-61/62 d.C. Ele escreveu essa epístola, durante os dois anos quando esteve morando como prisioneiro em sua própria casa alugada.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Sabe-se que Efésios, juntamente com Filipenses, Colossenses e Filemom são as epístolas da prisão, escritas todas de Roma, na ocasião do encarceramento do apóstolo Paulo.
Contudo, muitas teorias têm sido proposta para a localidade da escrita. Alguns estudiosos dizem que Paulo escreveu essas epístolas da cidade de Éfeso ou de Cesaréia, uma vez que, Paulo ficou preso em Cesaréia por dois anos e o termo pretório, poderia significar a guarda de Herodes (At. 23:35).
No entanto, a localidade mais aceita para a escrita de Efésios é Roma, onde Paulo estava preso em domicílio, sobre a vigilância da guarda romana, de onde, Paulo pode enviar Timóteo e Epafrodito.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Foi escrita para a igreja em Éfeso e aos crentes em Cristo em toda a parte. Essa expressão em Éfeso, que se referem ao local da residência de seus leitores originais, não se encontra nos manuscritos mais antigos, por isso, alguns vão identificar a igreja de Laodicéia como a possível destinatária da epístola.
No entanto, é mais provável que essa epístola tenha sido escrita como uma epístola circular, dirigida a diversas igrejas locais da Ásia Menor, nas vizinhanças gerais de Éfeso.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef. 4:4-6).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola recomendando que os cristãos estejam revestidos das armas espirituais de Deus, para combater firmemente as forças espirituais do mal, guerreando dia após dia contra o pecado. Ele informa que está enviando seu companheiro Tíquico, que daria mais noticias a respeito da situação do apóstolo, saúda a todos e encerra com a benção apostólica.
Epístola de Paulo aos Gálatas
GÁLATAS
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Essa epístola representa nosso alvará para a liberdade cristã, por isso, que muitos a chamam como a carta magna cristã. Nesta tão profunda epístola, Paulo proclama a realidade de nossa liberdade em Cristo – livres da lei e do poder do pecado, a fim de, servimos ao Senhor, que é vivo e presente.
Grande parte dos primeiros convertidos e líderes da igreja primitiva era formado por judeus cristãos que proclamavam Jesus como Messias. Como judeus cristãos, lutavam contra uma dupla identidade, onde sua tradição judaica os obrigava a serem rígidos seguidores da lei, mas sua recém-encontrada fé em Cristo os convidava a celebrar uma santa liberdade.
Eles estavam curiosos por entender como gentios podiam fazer parte do Reino de Deus. Essa controvérsia dividia a igreja primitiva. Os judaizantes, uma facção de judeus extremistas dentro da igreja ensinava que os cristãos gentios eram obrigados a obedecer às leis e tradições judaicas, além de sua fé em Cristo.
Essa epístola é um escrito que refuta essas idéias judaizantes, levando os crentes a viverem o evangelho, puro, original e santo. A salvação é pela graça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, e nada mais.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Após algum tempo que Paulo partiu da Galácia, apareceram certos mestres judeus insistindo em que os gentios não podiam ser cristãos sem também observar a lei de Moisés. Os gálatas estavam aceitando a doutrina deles com a mesma sinceridade com que originalmente aceitaram a mensagem do Evangelho por meio de Paulo.
Quando Paulo fica sabendo desses acontecimentos, escreve essa epístola para lhes explicar que a circuncisão, embora tivesse sido parte necessária da vida nacional dos judeus, não fazia parte do evangelho de Cristo e absolutamente não dizia respeito à salvação. Explicou que todos são justificados pela fé em Cristo Jesus.
Paulo ainda escreve para combater a perversão do evangelho e para restaurar estes cristãos gálatas à liberdade espiritual, que uma vez desfrutaram em Jesus Cristo. Paulo defende o seu apostolado e autoridade de proclamar o evangelho da graça e da fé, demonstrando a superioridade do único e verdadeiro evangelho sobre as perversões legalistas dos mestres do erro.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Para se fixar uma data mais precisa para a escrita de Gálatas deve se considerados considerar a identificação das igrejas como sendo ou da Galácia do Norte ou da Galácia do Sul, esse ponto é fundamental para se chegar a uma data considerável da epístola aos Gálatas.
Se aceitar a teoria da Galácia do Norte, ou seja, o norte da Ásia Menor, então a data da escrita da epístola aos Gálatas seria extremamente difícil, pois não há praticamente nenhum indício, no livro de Atos, que nos permita acompanhar nesse livro histórico as atividades do apóstolo Paulo nessa região citada. Contudo, se essa teoria está com a razão, então o ano de 52 d.C. seria uma data razoável para a escrita da epístola. Mas outros estudiosos ainda atribuem a data da epístola a 57 ou 58 d.C.
Se aceitar a teoria da Galácia do Sul, como razoável a escrita da epístola, então, uma data mais antiga é possível, ocorrendo por volta de 49-50 d.C, logo pós o Concílio de Jerusalém. Essa é a teoria mais aceita, pois possui uma maior extensão do comércio daquela época.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Como vimos na data, se a teoria do Norte está com a razão, então a localidade mais provável de onde Paulo escreveu essa epístola foi a cidade de Éfeso, onde permaneceu por três anos.
No entanto, como se aceita como mais provável a teoria do Sul, então o lugar de origem da escrita de Paulo aos Gálatas poderia ser Antioquia da Síria, lugar para o qual Paulo retornou, depois de sua primeira viagem missionária.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
A epístola foi escrita aos cristãos da Galácia (Gl. 1:2), esses cristão pertenciam às igrejas do Sul da Galácia fundadas na primeira viagem missionária de Paulo (incluindo Icônio, Listra e Derbe) e os cristãos de toda parte.
Esta carta não foi direcionada a nenhum grupo restrito de crentes; ela provavelmente circulou por diversas igrejas da Galácia.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl. 5:1).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola encerra com os últimos conselhos de Paulo que mais uma vez afirma que a circuncisão não tem nada a ver com a salvação, pois o que salva mesmo é a fé em Jesus Cristo e esse crucificado em favor de todos. Ele se despede com palavras duras, não porque não ame os gálatas, mas exatamente porque ele quer que a paz e a misericórdia de Deus estejam sempre com eles. Por fim, Paulo termina a carta com um adeus carinhoso, e decretando a benção apostólica sobre eles.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Essa epístola representa nosso alvará para a liberdade cristã, por isso, que muitos a chamam como a carta magna cristã. Nesta tão profunda epístola, Paulo proclama a realidade de nossa liberdade em Cristo – livres da lei e do poder do pecado, a fim de, servimos ao Senhor, que é vivo e presente.
Grande parte dos primeiros convertidos e líderes da igreja primitiva era formado por judeus cristãos que proclamavam Jesus como Messias. Como judeus cristãos, lutavam contra uma dupla identidade, onde sua tradição judaica os obrigava a serem rígidos seguidores da lei, mas sua recém-encontrada fé em Cristo os convidava a celebrar uma santa liberdade.
Eles estavam curiosos por entender como gentios podiam fazer parte do Reino de Deus. Essa controvérsia dividia a igreja primitiva. Os judaizantes, uma facção de judeus extremistas dentro da igreja ensinava que os cristãos gentios eram obrigados a obedecer às leis e tradições judaicas, além de sua fé em Cristo.
Essa epístola é um escrito que refuta essas idéias judaizantes, levando os crentes a viverem o evangelho, puro, original e santo. A salvação é pela graça de Deus, pela fé em Jesus Cristo, e nada mais.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Após algum tempo que Paulo partiu da Galácia, apareceram certos mestres judeus insistindo em que os gentios não podiam ser cristãos sem também observar a lei de Moisés. Os gálatas estavam aceitando a doutrina deles com a mesma sinceridade com que originalmente aceitaram a mensagem do Evangelho por meio de Paulo.
Quando Paulo fica sabendo desses acontecimentos, escreve essa epístola para lhes explicar que a circuncisão, embora tivesse sido parte necessária da vida nacional dos judeus, não fazia parte do evangelho de Cristo e absolutamente não dizia respeito à salvação. Explicou que todos são justificados pela fé em Cristo Jesus.
Paulo ainda escreve para combater a perversão do evangelho e para restaurar estes cristãos gálatas à liberdade espiritual, que uma vez desfrutaram em Jesus Cristo. Paulo defende o seu apostolado e autoridade de proclamar o evangelho da graça e da fé, demonstrando a superioridade do único e verdadeiro evangelho sobre as perversões legalistas dos mestres do erro.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Para se fixar uma data mais precisa para a escrita de Gálatas deve se considerados considerar a identificação das igrejas como sendo ou da Galácia do Norte ou da Galácia do Sul, esse ponto é fundamental para se chegar a uma data considerável da epístola aos Gálatas.
Se aceitar a teoria da Galácia do Norte, ou seja, o norte da Ásia Menor, então a data da escrita da epístola aos Gálatas seria extremamente difícil, pois não há praticamente nenhum indício, no livro de Atos, que nos permita acompanhar nesse livro histórico as atividades do apóstolo Paulo nessa região citada. Contudo, se essa teoria está com a razão, então o ano de 52 d.C. seria uma data razoável para a escrita da epístola. Mas outros estudiosos ainda atribuem a data da epístola a 57 ou 58 d.C.
Se aceitar a teoria da Galácia do Sul, como razoável a escrita da epístola, então, uma data mais antiga é possível, ocorrendo por volta de 49-50 d.C, logo pós o Concílio de Jerusalém. Essa é a teoria mais aceita, pois possui uma maior extensão do comércio daquela época.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Como vimos na data, se a teoria do Norte está com a razão, então a localidade mais provável de onde Paulo escreveu essa epístola foi a cidade de Éfeso, onde permaneceu por três anos.
No entanto, como se aceita como mais provável a teoria do Sul, então o lugar de origem da escrita de Paulo aos Gálatas poderia ser Antioquia da Síria, lugar para o qual Paulo retornou, depois de sua primeira viagem missionária.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
A epístola foi escrita aos cristãos da Galácia (Gl. 1:2), esses cristão pertenciam às igrejas do Sul da Galácia fundadas na primeira viagem missionária de Paulo (incluindo Icônio, Listra e Derbe) e os cristãos de toda parte.
Esta carta não foi direcionada a nenhum grupo restrito de crentes; ela provavelmente circulou por diversas igrejas da Galácia.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl. 5:1).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola encerra com os últimos conselhos de Paulo que mais uma vez afirma que a circuncisão não tem nada a ver com a salvação, pois o que salva mesmo é a fé em Jesus Cristo e esse crucificado em favor de todos. Ele se despede com palavras duras, não porque não ame os gálatas, mas exatamente porque ele quer que a paz e a misericórdia de Deus estejam sempre com eles. Por fim, Paulo termina a carta com um adeus carinhoso, e decretando a benção apostólica sobre eles.
Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios
II CORÍNTIOS
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Paulo lutou constantemente contra aqueles que enganam o povo de Deus e entregou sua vida a divulgação das Boas Novas nas partes mais distantes do mundo. Durante suas viagens missionárias, entre outras, ele proclamou o genuíno e eficaz Evangelho, pregando Cristo e esse Crucificado e Ressuscitado dentre os mortos, as pessoas se convertiam e, assim, as igrejas eram uma a uma estabelecida.
Porém, os novos convertidos eram pressas fáceis para os falsos mestres e falsos ensinos. Esses eram uma ameaça constante para os novos crentes, para o Evangelho e para a igreja primitiva. Por isso, Paulo teve que despender muito tempo advertindo e corrigindo estes novos cristãos.
A igreja de Corinto era frágil, cercada de idolatrias e de imoralidade de todos os gêneros, seus membros enfrentavam uma luta constante que envolvia a fé e o estilo de vida cristã. Ele então escreve defendendo o seu apostolado, pois sabia que os crentes de Corinto haviam recebido as suas palavras anteriormente e que estavam começando a amadurecer na fé.
Paulo afirma que é necessário submeter-se a verdade da Palavra de Deus e se preparar com todas as ferramentas para combater e rejeitar os falsos ensinos.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Foi escrita pelo que parece, principalmente para vindicação do apostolado de Paulo, bem como lembrar que o tendo ele mesmo como fundador dessa igreja, ele possuía algum direito de emitir seu parecer sobre o modo de ela ser dirigida.
Outros motivos eram a refutação dos falsos ensinos disseminados em meio à igreja; mostrar o sentido da verdadeira espiritualidade; sua alegria pelo crescimento espiritual dos crentes de Corinto expressando total reconciliação entre eles; a coleta para a igreja de Jerusalém; e ainda uma repreensão contra os insubordinados e desobedientes.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Na sua terceira viagem missionária, Paulo passou três anos em Éfeso (54-57 d.C.). Na primavera de 55 d.C., enquanto ainda estava em Éfeso, Paulo escreveu I Coríntios. Pouco depois, houve grande tumulto entre os populares e Paulo quase perde a vida.
Partindo de Éfeso, Paulo entra na Macedônia a caminho de Corinto. Enquanto se encontra na Macedônia, no verão e outono de 55 d.C., Paulo visitou igrejas na região de Filipos e de Tessalônica, em meio a muitas lutas e sofrimentos. Depois de esperar durante um longo período de tempo por noticias de Corinto, Paulo encontrou-se com Tito, que viera de Corinto com o relato que sua epístola surtira um bom resultado. Com base nessas informações, podemos inferir com segurança que a segunda epístola aos Coríntios não pode ter sido escrita antes do fim de 54 d.C.
II Coríntios, segundo estudiosos é uma fusão de mais de uma epístola, onde a primeira parte dessa epístola fora escrita no fim de 54 d.C. ou início de 55 d.C., depois que Paulo partira de Éfeso, quando estava na Macedônia, onde encontrou-se com Tito; e a outra parte da epístola fora escrita algum tempo mais tarde, se transformado assim, em uma única epístola.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Quando Paulo partiu de Éfeso, passou por Trôade, chegando até a Macedônia. Enquanto permaneceu na Macedônia, Paulo visitou muitas igrejas na região de Filipos e de Tessalônica. Depois de esperar por um longo período de tempo respostas acerca de Corinto, se encontrou com Tito que lhes trouxe informações dessa igreja, onde alguns líderes dessa igreja ainda negavam ser Paulo genuíno apóstolo de Cristo. Foi então que Paulo escreveu essa carta e enviou por meio de Tito.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Paulo identifica os seus leitores como “à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia” (II Co. 1:1)
Como já vimos em I Coríntios, essa igreja era composta de muitos povos, judeus convertidos ao cristianismo, pagãos e gentios. Pois a cidade de Corinto era um grande centro comercial, que abrigava e recebia pessoas de diversas nacionalidades e crenças.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (II Co. 5:14-15,20).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo termina a segunda epístola aos Coríntios, demonstrando o desejo que tem de ver esses crentes maduros na fé e bem fundamentados no Evangelho de Cristo, como verdadeiros irmãos em Cristo Jesus. É preciso retirar do meio do povo cristão, toda inveja, ira, porfia, mexericos, e tantas outras coisas que são prejudiciais ao corpo de Cristo.
No final, Paulo recomenda que eles busquem a cada momento a perfeição de em Cristo Jesus e os saúda, se despedindo com a famosa benção apostólica, que inclui a Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Paulo lutou constantemente contra aqueles que enganam o povo de Deus e entregou sua vida a divulgação das Boas Novas nas partes mais distantes do mundo. Durante suas viagens missionárias, entre outras, ele proclamou o genuíno e eficaz Evangelho, pregando Cristo e esse Crucificado e Ressuscitado dentre os mortos, as pessoas se convertiam e, assim, as igrejas eram uma a uma estabelecida.
Porém, os novos convertidos eram pressas fáceis para os falsos mestres e falsos ensinos. Esses eram uma ameaça constante para os novos crentes, para o Evangelho e para a igreja primitiva. Por isso, Paulo teve que despender muito tempo advertindo e corrigindo estes novos cristãos.
A igreja de Corinto era frágil, cercada de idolatrias e de imoralidade de todos os gêneros, seus membros enfrentavam uma luta constante que envolvia a fé e o estilo de vida cristã. Ele então escreve defendendo o seu apostolado, pois sabia que os crentes de Corinto haviam recebido as suas palavras anteriormente e que estavam começando a amadurecer na fé.
Paulo afirma que é necessário submeter-se a verdade da Palavra de Deus e se preparar com todas as ferramentas para combater e rejeitar os falsos ensinos.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Foi escrita pelo que parece, principalmente para vindicação do apostolado de Paulo, bem como lembrar que o tendo ele mesmo como fundador dessa igreja, ele possuía algum direito de emitir seu parecer sobre o modo de ela ser dirigida.
Outros motivos eram a refutação dos falsos ensinos disseminados em meio à igreja; mostrar o sentido da verdadeira espiritualidade; sua alegria pelo crescimento espiritual dos crentes de Corinto expressando total reconciliação entre eles; a coleta para a igreja de Jerusalém; e ainda uma repreensão contra os insubordinados e desobedientes.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
Na sua terceira viagem missionária, Paulo passou três anos em Éfeso (54-57 d.C.). Na primavera de 55 d.C., enquanto ainda estava em Éfeso, Paulo escreveu I Coríntios. Pouco depois, houve grande tumulto entre os populares e Paulo quase perde a vida.
Partindo de Éfeso, Paulo entra na Macedônia a caminho de Corinto. Enquanto se encontra na Macedônia, no verão e outono de 55 d.C., Paulo visitou igrejas na região de Filipos e de Tessalônica, em meio a muitas lutas e sofrimentos. Depois de esperar durante um longo período de tempo por noticias de Corinto, Paulo encontrou-se com Tito, que viera de Corinto com o relato que sua epístola surtira um bom resultado. Com base nessas informações, podemos inferir com segurança que a segunda epístola aos Coríntios não pode ter sido escrita antes do fim de 54 d.C.
II Coríntios, segundo estudiosos é uma fusão de mais de uma epístola, onde a primeira parte dessa epístola fora escrita no fim de 54 d.C. ou início de 55 d.C., depois que Paulo partira de Éfeso, quando estava na Macedônia, onde encontrou-se com Tito; e a outra parte da epístola fora escrita algum tempo mais tarde, se transformado assim, em uma única epístola.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Quando Paulo partiu de Éfeso, passou por Trôade, chegando até a Macedônia. Enquanto permaneceu na Macedônia, Paulo visitou muitas igrejas na região de Filipos e de Tessalônica. Depois de esperar por um longo período de tempo respostas acerca de Corinto, se encontrou com Tito que lhes trouxe informações dessa igreja, onde alguns líderes dessa igreja ainda negavam ser Paulo genuíno apóstolo de Cristo. Foi então que Paulo escreveu essa carta e enviou por meio de Tito.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Paulo identifica os seus leitores como “à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia” (II Co. 1:1)
Como já vimos em I Coríntios, essa igreja era composta de muitos povos, judeus convertidos ao cristianismo, pagãos e gentios. Pois a cidade de Corinto era um grande centro comercial, que abrigava e recebia pessoas de diversas nacionalidades e crenças.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (II Co. 5:14-15,20).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo termina a segunda epístola aos Coríntios, demonstrando o desejo que tem de ver esses crentes maduros na fé e bem fundamentados no Evangelho de Cristo, como verdadeiros irmãos em Cristo Jesus. É preciso retirar do meio do povo cristão, toda inveja, ira, porfia, mexericos, e tantas outras coisas que são prejudiciais ao corpo de Cristo.
No final, Paulo recomenda que eles busquem a cada momento a perfeição de em Cristo Jesus e os saúda, se despedindo com a famosa benção apostólica, que inclui a Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios
I CORÍNTIOS
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Os seguidores de Cristo são novas criaturas em sua pessoa, nascidas de Deus e interiormente transformadas, com valores e estilos de vida que confrontam o mundo e colidem com a moral normalmente aceita pelos não-crentes.
Os cristãos de Corinto lutavam contra o meio em que viviam. Cercados pela corrupção moral, sexual e por todos os pecados concebíveis, sentiam a pressão para se adaptar. Sabiam que eram livres em Cristo. A fé dos cristãos estava sendo provada no recipiente da imoral Corinto, e alguns deles estavam falhando na prova.
Paulo ouviu falar das lutas de Corinto e escreveu esta epístola para tratar dos problemas daquela igreja, sanar divisões e responder às perguntas dos crentes coríntios. Ele enfatizou a mensagem clara e simples do evangelho em torno do qual todos os crentes deveriam se reunir, explicou o papel dos líderes da igreja e os exortou a crescerem em sua fé.
Nessa epístola Paulo confronta os irmãos de Corinto com os pecados e negligencias deles. Ele alerta todos os cristãos para serem cuidadosos, não se misturarem com o mundo e aceitarem seus valores e estilos de vida. É preciso viver centrado em Cristo, inculpáveis, vivendo no amor que faz diferença.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Na presente epístola, Paulo responde a diversos questionamentos levantados, como: as divisões entre os membros da igreja, a imoralidade, os litígios judiciais de uns contra os outros e práticas impróprias na ceia do Senhor. Trata também de falsos ensinos a respeito da ressurreição do corpo e encoraja a igreja de Corinto a fazer donativos para o sustento dos crentes judeus pobres de Jerusalém.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
O período em que Paulo permaneceu em Corinto, em contraste com suas visitas a outras regiões e localidades, pode ser determinado com grande precisão. Em Atos 18:2, relata a chegada de Priscila e Áquila em Corinto, o que acontecera por volta de 49 d.C.
Provavelmente Paulo chegou até Corinto na primavera de 50 d.C., tendo partido dali no outono de 51 d.C. Em conseqüência disso, pelo menos sabemos que a primeira epístola aos Coríntios foi escrita algum tempo depois disso.
Quanto à data da escrita, não se é difícil determinar, pois se é pouco questionado, e as fontes históricas que se possuí facilita aceitar a data que é mais contundente a realidade da epístola. É de consenso da maior parte de pesquisadores e estudiosos, que Paulo tenha escrito essa epístola por volta do inicio de 55 d.C, na ocasião da sua estadia em Éfeso, que já perdurava por volta de dois anos e meios, algo que aconteceu pouco antes do Pentecoste.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Não se existem muitas dúvidas quanto à localidade da escrita de I Coríntios, pois as evidências internas da carta dão respostas quanto a isso, conforme nos mostra I Co. 16:7,8 “Porque não vos quero agora ver de passagem, mas espero ficar com vocês algum tempo, se o Senhor permitir. Ficarei, porém, em Éfeso até o Pentecoste”.
Essa passagem deixa clara a localidade da escrita da epístola, não sendo necessário tentar procurar outros possíveis locais, pois o apóstolo Paulo já o identifica na epístola.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Paulo identifica os seus leitores como “santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Co. 1:2).
Essa igreja era composta de muitos povos, judeus convertidos ao cristianismo, pagãos e gentios. Pois a cidade de Corinto era um grande centro comercial, que abrigava e recebia pessoas de diversas nacionalidades e crenças.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais inteiramente unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (I Co. 1:10).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola termina com algumas questões pessoais. Primeiro Paulo fala acerca da coleta a favor dos crentes pobres de Jerusalém; o primeiro dia da semana é estabelecido para a adoração cristã; depois Paulo faz diversas recomendações pessoais, entre elas a possibilidade de Timóteo ir até eles, ao qual, deverá ser bem recebido, pois é um cooperador na obra do Senhor; por fim, a epístola traz várias saudações dos irmãos em Cristo e do próprio apóstolo Paulo, encerrando-se como de prática, com a benção apostólica.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Os seguidores de Cristo são novas criaturas em sua pessoa, nascidas de Deus e interiormente transformadas, com valores e estilos de vida que confrontam o mundo e colidem com a moral normalmente aceita pelos não-crentes.
Os cristãos de Corinto lutavam contra o meio em que viviam. Cercados pela corrupção moral, sexual e por todos os pecados concebíveis, sentiam a pressão para se adaptar. Sabiam que eram livres em Cristo. A fé dos cristãos estava sendo provada no recipiente da imoral Corinto, e alguns deles estavam falhando na prova.
Paulo ouviu falar das lutas de Corinto e escreveu esta epístola para tratar dos problemas daquela igreja, sanar divisões e responder às perguntas dos crentes coríntios. Ele enfatizou a mensagem clara e simples do evangelho em torno do qual todos os crentes deveriam se reunir, explicou o papel dos líderes da igreja e os exortou a crescerem em sua fé.
Nessa epístola Paulo confronta os irmãos de Corinto com os pecados e negligencias deles. Ele alerta todos os cristãos para serem cuidadosos, não se misturarem com o mundo e aceitarem seus valores e estilos de vida. É preciso viver centrado em Cristo, inculpáveis, vivendo no amor que faz diferença.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Na presente epístola, Paulo responde a diversos questionamentos levantados, como: as divisões entre os membros da igreja, a imoralidade, os litígios judiciais de uns contra os outros e práticas impróprias na ceia do Senhor. Trata também de falsos ensinos a respeito da ressurreição do corpo e encoraja a igreja de Corinto a fazer donativos para o sustento dos crentes judeus pobres de Jerusalém.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
O período em que Paulo permaneceu em Corinto, em contraste com suas visitas a outras regiões e localidades, pode ser determinado com grande precisão. Em Atos 18:2, relata a chegada de Priscila e Áquila em Corinto, o que acontecera por volta de 49 d.C.
Provavelmente Paulo chegou até Corinto na primavera de 50 d.C., tendo partido dali no outono de 51 d.C. Em conseqüência disso, pelo menos sabemos que a primeira epístola aos Coríntios foi escrita algum tempo depois disso.
Quanto à data da escrita, não se é difícil determinar, pois se é pouco questionado, e as fontes históricas que se possuí facilita aceitar a data que é mais contundente a realidade da epístola. É de consenso da maior parte de pesquisadores e estudiosos, que Paulo tenha escrito essa epístola por volta do inicio de 55 d.C, na ocasião da sua estadia em Éfeso, que já perdurava por volta de dois anos e meios, algo que aconteceu pouco antes do Pentecoste.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Não se existem muitas dúvidas quanto à localidade da escrita de I Coríntios, pois as evidências internas da carta dão respostas quanto a isso, conforme nos mostra I Co. 16:7,8 “Porque não vos quero agora ver de passagem, mas espero ficar com vocês algum tempo, se o Senhor permitir. Ficarei, porém, em Éfeso até o Pentecoste”.
Essa passagem deixa clara a localidade da escrita da epístola, não sendo necessário tentar procurar outros possíveis locais, pois o apóstolo Paulo já o identifica na epístola.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Paulo identifica os seus leitores como “santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Co. 1:2).
Essa igreja era composta de muitos povos, judeus convertidos ao cristianismo, pagãos e gentios. Pois a cidade de Corinto era um grande centro comercial, que abrigava e recebia pessoas de diversas nacionalidades e crenças.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais inteiramente unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (I Co. 1:10).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola termina com algumas questões pessoais. Primeiro Paulo fala acerca da coleta a favor dos crentes pobres de Jerusalém; o primeiro dia da semana é estabelecido para a adoração cristã; depois Paulo faz diversas recomendações pessoais, entre elas a possibilidade de Timóteo ir até eles, ao qual, deverá ser bem recebido, pois é um cooperador na obra do Senhor; por fim, a epístola traz várias saudações dos irmãos em Cristo e do próprio apóstolo Paulo, encerrando-se como de prática, com a benção apostólica.
Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses
II TESSALONICENSES
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Paulo havia escritos anteriormente com a finalidade de ajudá-los a crescer na fé, confortando-os e encorajando-os, afirmando a realidade da parousia de Cristo. Pouco tempo depois, Paulo recebe a notícia de que os Tessalônicos entenderam mal o ensino da parousia de Jesus. Seu anuncio de que Jesus poderia voltar a qualquer momento, fez com que muito se acomodassem, chegando a ponto de não quererem mais trabalhar, esperando por Cristo, e se justificando nos escritos do apóstolo.
Paulo então envia essa segunda epístola a essa jovem igreja. Nela, Paulo repassa instruções adicionais com respeito à segunda vinda de Jesus e do Dia do Senhor. Ela dá continuidade a primeira epístola e faz uma chamamento a uma vida de coragem contínua e a uma conduta coerente como testemunhas de Cristo.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Após a primeira carta ser enviada, Paulo continuou receber relatórios da situação de Tessalônica, onde, a parousia de Cristo continuava a ser um tema intensamente referido, do qual, alguns estavam abusando e expondo a pontos de vistas errôneos. Então Paulo, escreve a segunda epístola para explicar diretamente as áreas problemáticas da parousia, para encorajar os de coração fraco e repreender os ociosos, tornando claro alguns aspectos da segunda vinda do Senhor.
Paulo ainda tem outros motivos para ter escrito essa epístola, sendo alguns deles: para felicitá-los por seu crescimento espiritual; para consolá-los em suas perseguições; e para corrigir a conduta desordenada em meio à igreja.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
A primeira epístola foi escrita no fim de 50 d.C. ou inicio de 51 d.C., pelas evidências internas da epístola, conclui-se que a segunda Tessalonicenses foi escrita logo depois, quando Paulo estava em Corinto, com Silas e Timóteo.
Sendo assim, a maioria dos estudiosos estão de acordo que a segunda epístola de Paulo aos Tessalonicenses fora escrita poucos meses depois da primeira, datando-a em meados ou final de 51 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Quando Timóteo e Silas se encontraram com Paulo, em Corinto, a primeira epístola foi escrita com base no relatório que Timóteo trouxera, a fim de encorajar a igreja e dar algumas instruções desses problemas. Pouco tempo depois, chegaram a Paulo relatórios, de fontes não identificadas, acerca da igreja. Assim, ele escreveu uma segunda epístola, o que automaticamente leva a entender e aceitar que ele ainda se encontrava em Corinto quando escrevera II Tessalonicenses.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Assim como a primeira epístola aos Tessalonicenses, essa epístola foi escrita para os tessalônicos, que eram a maioria, ou todos, eles não-judeus, isto é, pagãos. Eles deixaram os ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro. Por isso, também foram perseguidos pelos seus patrícios.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Ora, o Senhor encaminhe o vosso coração no amor de Deus e na paciência de Cristo. Mandamos-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu. Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (II Ts. 3:5-8)
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola aconselhando os irmãos a não se misturarem com aqueles que não querem largar a ociosidade, contudo tratando cada vida com amor e vendo-os como irmãos. Após esse pedido, Paulo faz uma oração pelos tessalônicos, os saúdam e se despede ministrando como de costume em suas cartas, a benção apostólica.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Paulo havia escritos anteriormente com a finalidade de ajudá-los a crescer na fé, confortando-os e encorajando-os, afirmando a realidade da parousia de Cristo. Pouco tempo depois, Paulo recebe a notícia de que os Tessalônicos entenderam mal o ensino da parousia de Jesus. Seu anuncio de que Jesus poderia voltar a qualquer momento, fez com que muito se acomodassem, chegando a ponto de não quererem mais trabalhar, esperando por Cristo, e se justificando nos escritos do apóstolo.
Paulo então envia essa segunda epístola a essa jovem igreja. Nela, Paulo repassa instruções adicionais com respeito à segunda vinda de Jesus e do Dia do Senhor. Ela dá continuidade a primeira epístola e faz uma chamamento a uma vida de coragem contínua e a uma conduta coerente como testemunhas de Cristo.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
Após a primeira carta ser enviada, Paulo continuou receber relatórios da situação de Tessalônica, onde, a parousia de Cristo continuava a ser um tema intensamente referido, do qual, alguns estavam abusando e expondo a pontos de vistas errôneos. Então Paulo, escreve a segunda epístola para explicar diretamente as áreas problemáticas da parousia, para encorajar os de coração fraco e repreender os ociosos, tornando claro alguns aspectos da segunda vinda do Senhor.
Paulo ainda tem outros motivos para ter escrito essa epístola, sendo alguns deles: para felicitá-los por seu crescimento espiritual; para consolá-los em suas perseguições; e para corrigir a conduta desordenada em meio à igreja.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
A primeira epístola foi escrita no fim de 50 d.C. ou inicio de 51 d.C., pelas evidências internas da epístola, conclui-se que a segunda Tessalonicenses foi escrita logo depois, quando Paulo estava em Corinto, com Silas e Timóteo.
Sendo assim, a maioria dos estudiosos estão de acordo que a segunda epístola de Paulo aos Tessalonicenses fora escrita poucos meses depois da primeira, datando-a em meados ou final de 51 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Quando Timóteo e Silas se encontraram com Paulo, em Corinto, a primeira epístola foi escrita com base no relatório que Timóteo trouxera, a fim de encorajar a igreja e dar algumas instruções desses problemas. Pouco tempo depois, chegaram a Paulo relatórios, de fontes não identificadas, acerca da igreja. Assim, ele escreveu uma segunda epístola, o que automaticamente leva a entender e aceitar que ele ainda se encontrava em Corinto quando escrevera II Tessalonicenses.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Assim como a primeira epístola aos Tessalonicenses, essa epístola foi escrita para os tessalônicos, que eram a maioria, ou todos, eles não-judeus, isto é, pagãos. Eles deixaram os ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro. Por isso, também foram perseguidos pelos seus patrícios.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Ora, o Senhor encaminhe o vosso coração no amor de Deus e na paciência de Cristo. Mandamos-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu. Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (II Ts. 3:5-8)
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
Paulo encerra a epístola aconselhando os irmãos a não se misturarem com aqueles que não querem largar a ociosidade, contudo tratando cada vida com amor e vendo-os como irmãos. Após esse pedido, Paulo faz uma oração pelos tessalônicos, os saúdam e se despede ministrando como de costume em suas cartas, a benção apostólica.
Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses
I TESSALONICENSES
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Essa epístola é provavelmente a mais antiga das epístolas de Paulo ainda existentes, enviada com o intuito de encorajar o crescimento cristão dos novos convertidos da igreja de Tessalônica e de dirimir dúvidas levantadas, principalmente a respeito da Parousia de Cristo, ou seja, a Segunda Vinda do Senhor.
Paulo fundou essa igreja na segunda viagem missionária. Apesar do pouco tempo que esteve com os irmãos tessalônicos, provocou grande comoção ali. Pouco tempo depois teve que fugir devido perseguição, correndo o risco de perder todo o seu trabalho desenvolvido ali, diante das inúmeras propostas que essa cidade oferece.
Paulo mesmo distante demonstra o amor que tem sobre aqueles irmãos, preocupados com a fé deles, envia diversos conselhos que irão fortalecer a vida cristã daqueles novos convertidos e firmá-los no fundamento perfeito que é Jesus Cristo. Entre esses conselhos, Paulo afirma que eles precisam olhar ativamente para Cristo e depositarem a sua confiança no Senhor que novamente ressurgirá para entregar de uma vez por toda a vitória aos seus seguidores.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
É possível encontrar várias razões para a escrita dessa carta, pois ela está rica de ensinamentos valiosos para a vida do cristão. No entanto, destacaremos as motivações principais do apóstolo Paulo a escrever essa carta.
Ele escreve para regozijar-se com seus amigos, por causa de seu amor por ele e a firmeza deles na fé; para exortar os cristãos tessalônicos a continuarem firmes e a crescerem num modo de vida que agrade a Deus, buscando a santificação; para defender o seu apostolado e caráter; e para esclarecer qualquer compreensão errada acerca da Segunda Vinda de Cristo, mostrando para eles que aqueles que estão vivos na parousia de Cristo não terão nenhuma vantagem sobre aqueles que morreram em Cristo Jesus.
Esses são os motivos principais, pelos quais, o apóstolo Paulo escreve essa epístola.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
As informações internas da epístola nos trazem uma idéia de qual período se trata a epístola. Paulo havia fundado essa igreja na sua segunda viagem missionária, por volta de 50 a 51 d.C., não passando muito tempo ali. O grupo evangelizador dirigiu-se para a Beréia, e dali partiu para Atenas. Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalônica, enquanto ele mesmo queria ter feito isso, mais foi impedido de retornar.
Devido às muitas dúvidas surgidas em meio a esse grupo de pessoas que haviam aceitado a Cristo, Paulo então decide enviar diversos ensinamentos. Relacionando à permanência de Paulo na cidade de Corinto (At. 18:12) podemos obter uma data relativamente segura para essa questão, a única data diretamente firmada pela arqueologia para os acontecimentos do livro de Atos. Sendo assim, pode-se datar essa epístola em cerca do fim de 50 d.C. ou começo de 51 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Depois que Paulo deixou Tessalônica (At. 17:10), se dirigiu para a Beréia e depois partiu sozinho até Atenas (At. 17:15). Chegando Timóteo até Atenas, Paulo o enviou imediatamente de volta até Tessalônica, enquanto ele mesmo queria ir ter com os irmãos, mas fora impedido de retornar. A menção de Paulo à Acaia, em (I Ts. 1:7), indica que ele se encontrava naquela região quando escreveu essa epístola, isto é, achava-se em Corinto, uma das principais cidades da região. Quando Timóteo lhe foi encontrar na cidade de Corinto, trouxe um relatório da situação que a igreja Tessalônica se encontrava, o que motivou Paulo a escrever a epístola daquele lugar.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Essa epístola foi escrita para os tessalonicenses, eram a maioria, ou todos, eles não-judeus, isto é, pagãos. Eles deixaram os ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro (1:9). Por isso, também foram perseguidos pelos seus patrícios.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Ts. 4:16-18).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola termina com o apóstolo pedindo oração pela sua vida, mostrando que Paulo sentia necessidade das orações de seus amigos e irmãos em Cristo Jesus. Depois propõe que os irmãos se saúdem com ósculo santo, o beijo era uma forma aceita de saudação afetuosa em várias áreas da vida antiga. Era uma marca da união em Cristo.
Paulo ainda recomenda por meio de uma súplica solene, que todos leiam a epístola, e que todos os santos em Cristo Jesus a leiam. Essa ênfase que ele dá de que todos devem ler, pode indicar que ele esteja pensando em uma reunião com todos os membros da igreja.
A carta é encerrada, como de costume paulino, com a benção apostólica, levando os leitores para o coração do evangelho de Paulo, à Pessoa de Jesus Cristo como Senhor e a fonte do amor divino.
BREVE INTRODUÇÃO DA EPÍSTOLA
Essa epístola é provavelmente a mais antiga das epístolas de Paulo ainda existentes, enviada com o intuito de encorajar o crescimento cristão dos novos convertidos da igreja de Tessalônica e de dirimir dúvidas levantadas, principalmente a respeito da Parousia de Cristo, ou seja, a Segunda Vinda do Senhor.
Paulo fundou essa igreja na segunda viagem missionária. Apesar do pouco tempo que esteve com os irmãos tessalônicos, provocou grande comoção ali. Pouco tempo depois teve que fugir devido perseguição, correndo o risco de perder todo o seu trabalho desenvolvido ali, diante das inúmeras propostas que essa cidade oferece.
Paulo mesmo distante demonstra o amor que tem sobre aqueles irmãos, preocupados com a fé deles, envia diversos conselhos que irão fortalecer a vida cristã daqueles novos convertidos e firmá-los no fundamento perfeito que é Jesus Cristo. Entre esses conselhos, Paulo afirma que eles precisam olhar ativamente para Cristo e depositarem a sua confiança no Senhor que novamente ressurgirá para entregar de uma vez por toda a vitória aos seus seguidores.
PORQUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA?
É possível encontrar várias razões para a escrita dessa carta, pois ela está rica de ensinamentos valiosos para a vida do cristão. No entanto, destacaremos as motivações principais do apóstolo Paulo a escrever essa carta.
Ele escreve para regozijar-se com seus amigos, por causa de seu amor por ele e a firmeza deles na fé; para exortar os cristãos tessalônicos a continuarem firmes e a crescerem num modo de vida que agrade a Deus, buscando a santificação; para defender o seu apostolado e caráter; e para esclarecer qualquer compreensão errada acerca da Segunda Vinda de Cristo, mostrando para eles que aqueles que estão vivos na parousia de Cristo não terão nenhuma vantagem sobre aqueles que morreram em Cristo Jesus.
Esses são os motivos principais, pelos quais, o apóstolo Paulo escreve essa epístola.
DATA EM QUE A EPÍSTOLA FOI ESCRITA
As informações internas da epístola nos trazem uma idéia de qual período se trata a epístola. Paulo havia fundado essa igreja na sua segunda viagem missionária, por volta de 50 a 51 d.C., não passando muito tempo ali. O grupo evangelizador dirigiu-se para a Beréia, e dali partiu para Atenas. Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalônica, enquanto ele mesmo queria ter feito isso, mais foi impedido de retornar.
Devido às muitas dúvidas surgidas em meio a esse grupo de pessoas que haviam aceitado a Cristo, Paulo então decide enviar diversos ensinamentos. Relacionando à permanência de Paulo na cidade de Corinto (At. 18:12) podemos obter uma data relativamente segura para essa questão, a única data diretamente firmada pela arqueologia para os acontecimentos do livro de Atos. Sendo assim, pode-se datar essa epístola em cerca do fim de 50 d.C. ou começo de 51 d.C.
LOCAL EM QUE FOI ESCRITA
Depois que Paulo deixou Tessalônica (At. 17:10), se dirigiu para a Beréia e depois partiu sozinho até Atenas (At. 17:15). Chegando Timóteo até Atenas, Paulo o enviou imediatamente de volta até Tessalônica, enquanto ele mesmo queria ir ter com os irmãos, mas fora impedido de retornar. A menção de Paulo à Acaia, em (I Ts. 1:7), indica que ele se encontrava naquela região quando escreveu essa epístola, isto é, achava-se em Corinto, uma das principais cidades da região. Quando Timóteo lhe foi encontrar na cidade de Corinto, trouxe um relatório da situação que a igreja Tessalônica se encontrava, o que motivou Paulo a escrever a epístola daquele lugar.
PARA QUEM FOI ESCRITA A EPÍSTOLA
Essa epístola foi escrita para os tessalonicenses, eram a maioria, ou todos, eles não-judeus, isto é, pagãos. Eles deixaram os ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro (1:9). Por isso, também foram perseguidos pelos seus patrícios.
VERSÍCULO PRINCIPAL DA EPÍSTOLA
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Ts. 4:16-18).
COMO TERMINA A EPÍSTOLA
A epístola termina com o apóstolo pedindo oração pela sua vida, mostrando que Paulo sentia necessidade das orações de seus amigos e irmãos em Cristo Jesus. Depois propõe que os irmãos se saúdem com ósculo santo, o beijo era uma forma aceita de saudação afetuosa em várias áreas da vida antiga. Era uma marca da união em Cristo.
Paulo ainda recomenda por meio de uma súplica solene, que todos leiam a epístola, e que todos os santos em Cristo Jesus a leiam. Essa ênfase que ele dá de que todos devem ler, pode indicar que ele esteja pensando em uma reunião com todos os membros da igreja.
A carta é encerrada, como de costume paulino, com a benção apostólica, levando os leitores para o coração do evangelho de Paulo, à Pessoa de Jesus Cristo como Senhor e a fonte do amor divino.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Poema sobre o Evangelho de João
SENHOR JESUS SENHOR!
ERREI SENHOR, ERREI, E POR ISSO ESTOU TÃO TRISTE,
NÃO SEI, QUEM SABE, EXISTE,
UM MEIO DE ME PERDOAR,
SOMENTE O TEU AMOR É CAPAZ DE ME RESGATAR.
SOFRI SENHOR, SOFRI, MAS AGORA ESTOU FELIZ,
MUITO TEMPO ESPEREI PRA DIZER,
DE QUE AGORA EU QUERO FAZER,
O QUE O SENHOR ME ENSINOU, PORÉM, AINDA SOU UM MERO APRENDIZ.
AMEI SENHOR, AMEI COM UM AMOR SEM IGUAL,
A TUA OBRA REDENTORA, CORDEIRO DE DEUS,
VINDO PRIMEIRO PARA OS SEUS,
AINDA QUE MUITOS O RECUSARAM, POR NÃO ENTENDER O ESPIRITUAL.
ENTENDO SENHOR, ENTENDO O TEU IMENSO AMOR
TU ÉS A LUZ QUE RESPLANDECE SOBRE AS TREVAS,
MANIFESTAS-TE O TEU PODER NAS BODAS DE UMA FESTA
E FAZ MARAVILHAS SEM PAR, AO POBRE SOFREDOR.
PENSEI SENHOR, PENSEI COMO ÉS SUBLIME
MESMO EM MEIO A DOR E SOFRIMENTO
TU OS OLHASTES COMPASSIVAMENTE
PERDOANDO OS TEUS OPRESSORES DO CRIME.
ÓH MEU JESUS, TU ÉS O CAMINHO
NINGUÉM QUE ANDA CONTIGO SE PERDE
NINGUÉM QUE ESTÁ CONTIGO SE ENVAIDECE
PORQUE EM TI ESTÁ O NOSSO NINHO.
PALAVRAS SENHOR, PALAVRAS NÃO SÃO O BASTANTE,
DIA APÓS DIA FICARÍAMOS ESCREVENDO DA TUA GRANDEZA,
SABEMOS QUE ÉS VIDA, VERDADE, REALEZA,
SALVOU-NOS PARA SEMPRE E NÃO SÓ POR UM INSTANTE.
GRAÇA SENHOR, GRAÇA FOI DERRAMADA SOBRE A HUMANIDADE,
VIMOS A TUA GLÓRIA RESPLANDECENTE,
FAZENDO RICO O QUE ERA POBRE, FAZENDO SÃO O QUE ESTAVA DOENTE,
SOMOS AGORA CHAMADOS POR AQUELE QUE SENDO DEUS SE FEZ HOMEM SEM DEIXAR SUA DEIDADE.
GLÓRIA SENHOR, GLÓRIA SEJA DADA A TI PARA SEMPRE!
ERREI SENHOR, ERREI, E POR ISSO ESTOU TÃO TRISTE,
NÃO SEI, QUEM SABE, EXISTE,
UM MEIO DE ME PERDOAR,
SOMENTE O TEU AMOR É CAPAZ DE ME RESGATAR.
SOFRI SENHOR, SOFRI, MAS AGORA ESTOU FELIZ,
MUITO TEMPO ESPEREI PRA DIZER,
DE QUE AGORA EU QUERO FAZER,
O QUE O SENHOR ME ENSINOU, PORÉM, AINDA SOU UM MERO APRENDIZ.
AMEI SENHOR, AMEI COM UM AMOR SEM IGUAL,
A TUA OBRA REDENTORA, CORDEIRO DE DEUS,
VINDO PRIMEIRO PARA OS SEUS,
AINDA QUE MUITOS O RECUSARAM, POR NÃO ENTENDER O ESPIRITUAL.
ENTENDO SENHOR, ENTENDO O TEU IMENSO AMOR
TU ÉS A LUZ QUE RESPLANDECE SOBRE AS TREVAS,
MANIFESTAS-TE O TEU PODER NAS BODAS DE UMA FESTA
E FAZ MARAVILHAS SEM PAR, AO POBRE SOFREDOR.
PENSEI SENHOR, PENSEI COMO ÉS SUBLIME
MESMO EM MEIO A DOR E SOFRIMENTO
TU OS OLHASTES COMPASSIVAMENTE
PERDOANDO OS TEUS OPRESSORES DO CRIME.
ÓH MEU JESUS, TU ÉS O CAMINHO
NINGUÉM QUE ANDA CONTIGO SE PERDE
NINGUÉM QUE ESTÁ CONTIGO SE ENVAIDECE
PORQUE EM TI ESTÁ O NOSSO NINHO.
PALAVRAS SENHOR, PALAVRAS NÃO SÃO O BASTANTE,
DIA APÓS DIA FICARÍAMOS ESCREVENDO DA TUA GRANDEZA,
SABEMOS QUE ÉS VIDA, VERDADE, REALEZA,
SALVOU-NOS PARA SEMPRE E NÃO SÓ POR UM INSTANTE.
GRAÇA SENHOR, GRAÇA FOI DERRAMADA SOBRE A HUMANIDADE,
VIMOS A TUA GLÓRIA RESPLANDECENTE,
FAZENDO RICO O QUE ERA POBRE, FAZENDO SÃO O QUE ESTAVA DOENTE,
SOMOS AGORA CHAMADOS POR AQUELE QUE SENDO DEUS SE FEZ HOMEM SEM DEIXAR SUA DEIDADE.
GLÓRIA SENHOR, GLÓRIA SEJA DADA A TI PARA SEMPRE!
Reflexão sobre a Teologia do Culto Cristão
O verdadeiro culto se torna mais profundo e intenso, quando o objetivo principal é a glorificação de Deus e a edificação da igreja. O culto desde a igreja primitiva foi cristocêntrico, e continua sendo nos tempos contemporâneos, se o culto não for plenamente voltado para a adoração e reconhecimento de Cristo, então esse culto, precisa rever qual é o alvo da sua reverência. Todos os demais itens que compõem o culto, tais como a pregação da palavra, os sacramentos, são partes essenciais do culto cristão.
Além do mais, o culto, não é feito ou prestado para agradar a homens, uma vez que ele é teocêntrico e não antropocêntrico. Ele é feito tendo em vista o glorificar, honrar, engrandecer a Deus, e, como, resultado disso, a igreja é edificada e atua como agente de transformação de pecadores.
O culto é o oferecimento de louvor e adoração ao Senhor e o reconhecimento da graça que Deus deu a igreja por meio da obra redentora de Cristo, trazendo á memória os ofícios de Cristo como Rei que governa todo o universo e que todas as coisas subsistem por Ele e para Ele, como Sacerdote que ofereceu o seu próprio corpo como sacrifício vivo e agradável a Deus e como Profeta que manifesta o amor e a vontade de Deus para a humanidade.
O culto cristão, só tem um alvo de adoração, a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito santo). Não adoramos anjos ou outros seres celestiais, nem a natureza, os astros, ídolos ou qualquer outra coisa, pois tudo isso fora criado por Deus, e por isso somente a ele damos glória, honra, louvor, adoração para todo o sempre.
Por meio do Espírito Santo que habita em nós, somos capazes de oferecer um verdadeiro culto, por intermédio dele o cristão chega até o céu e pode tocar a Deus com a sua adoração, sintonizado em íntima comunhão com o autor e consumador da nossa fé. Tão imensa é a profundidade do culto, que quando somos entronizados na presença de Deus por meio do Espírito Santo, temos a certeza que somos um só corpo com ele.
O culto é um encontro profundo e sublime com o criador Santo, Supremo, Justo, Fiel e Eterno, com os seus fiéis adoradores, que com uma atitude de sacrifício adora a Deus juntamente com os anjos do céu e como conseqüência disso o povo é abençoado na terra.
O culto pode ser também chamado de um serviço prestado a Deus, ao qual, quando esses trabalhos são realizados em espírito e em verdade, tornam-se adoradores e não apenas serviçais. Como diz Paulo aos Romanos, devemos prestar um culto racional a Deus, oferecendo a ele o nosso corpo como sacrifício vivo e agradável, dessa forma, experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O texto não diz prestar um culto agradável ao homem, mas a Deus, Ele é o centro, o Ser que adoramos e bendizemos.
As sagradas escrituras atuam como agentes reguladores daquilo que pode ou não ser aplicado e utilizado no culto, uma vez que nela encontramos o que é essencial, fundamental e principal para a prestação de um culto agradável ao Senhor Deus (Trindade).
Adoramos a Deus pelo que ele é, faz e fará. Ele é bom, reto, misericordioso, santo, justo e verdadeiro, Ele é o nosso Deus e nós somos os seus adoradores. Adoradores que o adora constantemente. Nosso culto não se encerra ou se limita ao momento que nos encontramos no templo, pelo contrário, uma vida que agrada a Deus tem que está incessantemente em sua presença prestando louvor e adoração.
A ordem no culto e a liturgia são ferramentas espirituais que atingem profundamente o coração do adorador e agrada a Deus. Quando o culto é prestado em espírito e em verdade, tem ordem, reverência, decência, é edificante e abençoa. Além disso, glorifica a Deus, edifica o corpo de Cristo e evangeliza os perdidos.
É de fundamental importância compreender o porquê da liturgia, a razão pela qual, de ser das partes do culto. Praticamente o culto se constitui de louvor, oração, pregação da palavra e a celebração bíblica dos sacramentos. Não há uma ordem específica, mas é essencial conter no culto esses elementos e essas celebrações que visam e tem como intuito principal glorificar a Deus.
Na visão de Isaías percebemos que o culto que agrada a Deus já está acontecendo e ali acontece a verdadeira adoração. O culto celestial não cessa, ele está ativo constantemente. Por isso, é tão importante sentirmos a presença de Deus para que tenha sentido o louvor, à adoração, às orações, a pregação da palavra, a celebração dos sacramentos bíblicos e à resposta obediente à voz de Deus.
O culto verdadeiro leva o homem a reconhecer a sua condição de pecador e de exaltar aquele que é Santo, Santo, Santo, o Rei da Glória, o Deus todo Poderoso, o grande EU SOU. Quando se tem uma idéia clara da visão (presença) de Deus, de si próprio e do povo (outro), é indícios de uma preparação para um culto que agrada a Deus.
O culto tem molde próprio, é a sua liturgia, a maneira como se ordena os atos ou partes do culto, não é um ritual único como regra, no entanto, a Bíblia ensina que deve haver “decência e ordem”. Ele tem que ter sentido, e o agente que dá sentido ao culto e que ilumina o cristão em todas as partes e atos que serão desenvolvidos nele é o Espírito Santo.
De fato, um culto bem preparado é como um prato bem temperado e feito com as melhores especiarias. A ordem, a decência e a edificação são princípios que devem ser desenvolvidos a fim de, glorificar a Deus e edificar os homens.
O verdadeiro adorador é atraído pela beleza da santidade de Deus e é levado a glorificá-lo, a adorá-lo e não apenas ser um expectador da glória de Deus. O culto cristão tem esse intuito, de levar as pessoas a serem capazes de ouvir a voz de Deus e de participarem do culto. É maravilhoso adorar. É tremendo ouvir a voz de Deus, senti-lo é um privilégio que somente os verdadeiros adoradores têm.
É dever meu e seu, de adorar a Deus pelo o que Ele é, pelo que Ele fez, faz e fará na nossa vida, na Igreja e na História.
O culto é como uma pista de mão dupla, onde o homem entra em um diálogo com Deus. Quando Deus fala, o homem se emudece, se concentra, medita, ora e chora na presença de Deus, depois responde de forma obediente. Ou seja, Deus manifesta a sua presença e o homem (cristão) responde com a confissão dos seus pecados. O homem reponde às expressões da graça redentora e perdoadora de Deus com orações de gratidão e com hinos de louvor.
Quando temos a culpa removida pelo senhor, celebramos, não com cânticos de confissão, mas com cânticos de louvor e de ações de graça. Assim, ficamos preparados para ouvir a voz de Deus.
Todo hino, leitura bíblica, orações, testemunhos devem ser apropriados com o momento do culto. O uso da liturgia não é uma camisa de força, mas uma ordem natural, lógica e inteligente das coisas. O culto pode ser temático e ainda assim ser litúrgico, solene, alegre, descontraído, uma vez que quem presta o culto somos nós cristãos adoradores e não o modelo como ele é celebrado, mas por quem é celebrado.
Cada momento do culto tem sua singular importância, e não há momento mais ou menos importante que outros, uma vez que o culto é prestado continuamente pelos verdadeiros adoradores. Quando a liturgia do templo se encerra, prossegue a liturgia da vida prática. Uma vida de adoração, louvor, amor e serviço ao nosso Deus Trino.
Além do mais, o culto, não é feito ou prestado para agradar a homens, uma vez que ele é teocêntrico e não antropocêntrico. Ele é feito tendo em vista o glorificar, honrar, engrandecer a Deus, e, como, resultado disso, a igreja é edificada e atua como agente de transformação de pecadores.
O culto é o oferecimento de louvor e adoração ao Senhor e o reconhecimento da graça que Deus deu a igreja por meio da obra redentora de Cristo, trazendo á memória os ofícios de Cristo como Rei que governa todo o universo e que todas as coisas subsistem por Ele e para Ele, como Sacerdote que ofereceu o seu próprio corpo como sacrifício vivo e agradável a Deus e como Profeta que manifesta o amor e a vontade de Deus para a humanidade.
O culto cristão, só tem um alvo de adoração, a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito santo). Não adoramos anjos ou outros seres celestiais, nem a natureza, os astros, ídolos ou qualquer outra coisa, pois tudo isso fora criado por Deus, e por isso somente a ele damos glória, honra, louvor, adoração para todo o sempre.
Por meio do Espírito Santo que habita em nós, somos capazes de oferecer um verdadeiro culto, por intermédio dele o cristão chega até o céu e pode tocar a Deus com a sua adoração, sintonizado em íntima comunhão com o autor e consumador da nossa fé. Tão imensa é a profundidade do culto, que quando somos entronizados na presença de Deus por meio do Espírito Santo, temos a certeza que somos um só corpo com ele.
O culto é um encontro profundo e sublime com o criador Santo, Supremo, Justo, Fiel e Eterno, com os seus fiéis adoradores, que com uma atitude de sacrifício adora a Deus juntamente com os anjos do céu e como conseqüência disso o povo é abençoado na terra.
O culto pode ser também chamado de um serviço prestado a Deus, ao qual, quando esses trabalhos são realizados em espírito e em verdade, tornam-se adoradores e não apenas serviçais. Como diz Paulo aos Romanos, devemos prestar um culto racional a Deus, oferecendo a ele o nosso corpo como sacrifício vivo e agradável, dessa forma, experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O texto não diz prestar um culto agradável ao homem, mas a Deus, Ele é o centro, o Ser que adoramos e bendizemos.
As sagradas escrituras atuam como agentes reguladores daquilo que pode ou não ser aplicado e utilizado no culto, uma vez que nela encontramos o que é essencial, fundamental e principal para a prestação de um culto agradável ao Senhor Deus (Trindade).
Adoramos a Deus pelo que ele é, faz e fará. Ele é bom, reto, misericordioso, santo, justo e verdadeiro, Ele é o nosso Deus e nós somos os seus adoradores. Adoradores que o adora constantemente. Nosso culto não se encerra ou se limita ao momento que nos encontramos no templo, pelo contrário, uma vida que agrada a Deus tem que está incessantemente em sua presença prestando louvor e adoração.
A ordem no culto e a liturgia são ferramentas espirituais que atingem profundamente o coração do adorador e agrada a Deus. Quando o culto é prestado em espírito e em verdade, tem ordem, reverência, decência, é edificante e abençoa. Além disso, glorifica a Deus, edifica o corpo de Cristo e evangeliza os perdidos.
É de fundamental importância compreender o porquê da liturgia, a razão pela qual, de ser das partes do culto. Praticamente o culto se constitui de louvor, oração, pregação da palavra e a celebração bíblica dos sacramentos. Não há uma ordem específica, mas é essencial conter no culto esses elementos e essas celebrações que visam e tem como intuito principal glorificar a Deus.
Na visão de Isaías percebemos que o culto que agrada a Deus já está acontecendo e ali acontece a verdadeira adoração. O culto celestial não cessa, ele está ativo constantemente. Por isso, é tão importante sentirmos a presença de Deus para que tenha sentido o louvor, à adoração, às orações, a pregação da palavra, a celebração dos sacramentos bíblicos e à resposta obediente à voz de Deus.
O culto verdadeiro leva o homem a reconhecer a sua condição de pecador e de exaltar aquele que é Santo, Santo, Santo, o Rei da Glória, o Deus todo Poderoso, o grande EU SOU. Quando se tem uma idéia clara da visão (presença) de Deus, de si próprio e do povo (outro), é indícios de uma preparação para um culto que agrada a Deus.
O culto tem molde próprio, é a sua liturgia, a maneira como se ordena os atos ou partes do culto, não é um ritual único como regra, no entanto, a Bíblia ensina que deve haver “decência e ordem”. Ele tem que ter sentido, e o agente que dá sentido ao culto e que ilumina o cristão em todas as partes e atos que serão desenvolvidos nele é o Espírito Santo.
De fato, um culto bem preparado é como um prato bem temperado e feito com as melhores especiarias. A ordem, a decência e a edificação são princípios que devem ser desenvolvidos a fim de, glorificar a Deus e edificar os homens.
O verdadeiro adorador é atraído pela beleza da santidade de Deus e é levado a glorificá-lo, a adorá-lo e não apenas ser um expectador da glória de Deus. O culto cristão tem esse intuito, de levar as pessoas a serem capazes de ouvir a voz de Deus e de participarem do culto. É maravilhoso adorar. É tremendo ouvir a voz de Deus, senti-lo é um privilégio que somente os verdadeiros adoradores têm.
É dever meu e seu, de adorar a Deus pelo o que Ele é, pelo que Ele fez, faz e fará na nossa vida, na Igreja e na História.
O culto é como uma pista de mão dupla, onde o homem entra em um diálogo com Deus. Quando Deus fala, o homem se emudece, se concentra, medita, ora e chora na presença de Deus, depois responde de forma obediente. Ou seja, Deus manifesta a sua presença e o homem (cristão) responde com a confissão dos seus pecados. O homem reponde às expressões da graça redentora e perdoadora de Deus com orações de gratidão e com hinos de louvor.
Quando temos a culpa removida pelo senhor, celebramos, não com cânticos de confissão, mas com cânticos de louvor e de ações de graça. Assim, ficamos preparados para ouvir a voz de Deus.
Todo hino, leitura bíblica, orações, testemunhos devem ser apropriados com o momento do culto. O uso da liturgia não é uma camisa de força, mas uma ordem natural, lógica e inteligente das coisas. O culto pode ser temático e ainda assim ser litúrgico, solene, alegre, descontraído, uma vez que quem presta o culto somos nós cristãos adoradores e não o modelo como ele é celebrado, mas por quem é celebrado.
Cada momento do culto tem sua singular importância, e não há momento mais ou menos importante que outros, uma vez que o culto é prestado continuamente pelos verdadeiros adoradores. Quando a liturgia do templo se encerra, prossegue a liturgia da vida prática. Uma vida de adoração, louvor, amor e serviço ao nosso Deus Trino.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Análise Exegética de Colossenses 3:24
Colossenses 3: 24 “Sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da herança, pois a Cristo o Senhor servis”.
Em todo este capítulo, vemos Paulo apresentando alguns princípios que auxiliam o cristão a viver uma vida cristã sadia na presença de Deus. Para que isso aconteça é necessário um esvaziar-se de si mesmo e ser revestido da graça de Deus, “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (vs. 15).
No versículo que está sendo analisado, percebemos que Paulo inicia dizendo que os crentes de Colossenses eram sabedores que a sua recompensa verdadeira procederia intimamente do Senhor e não de homem algum, poderiam até receber algo dos homens, mas a genuína herança pertence somente a Deus, por isso, tudo que eles empreitassem a fazer deveriam pensar em agradar tão somente ao seu Senhor e Salvador.
Uma vez que o Senhor (kurioj) é o galardoador daqueles que o busca e os serve com convicção e submissão a sua vontade, os colossenses deveriam sempre atentar para os princípios do seu Mestre. Veja como é importante o uso do vocábulo grego empregado por Paulo. Ele usa a palavra kyrios (kurioj), ao invés de despotes (despóthj), e isso, faz uma grande diferença no texto, pois despotes está relacionado a um domínio e senhorio na vida pública e familiar, sendo esse domínio muitas vezes severo, enquanto, que kyrios diz respeito em maior ocorrência a implicações de conformidade com a lei (legalidade) e plena autoridade reconhecida do senhorio.
Portanto, o serviço prestado ao kyrios é prestado ao Senhor da Igreja. Sendo assim, essa palavra é empregada por Paulo para demonstrar e reivindicar o poder ao Senhor Glorificado para a vida da igreja e do individuo. O que vai determinar uma total vida cristã é o relacionamento que cada crente demonstra ter com o kyrios.
É exatamente do Senhor (kyrios), que o cristão receberá (apolhmyesqe) a recompensa da herança que fora reservada desde a fundação do mundo. Esse galardão será alcançado por todos aqueles que se submeterem ao Senhorio de Cristo e buscarem viver conforme a sua Palavra determina.
Essa recompensa é que gera esperança na vida do cristão, ao qual, vive dia após dia esperando o grande dia de ser recompensado pela genuína graça divina. É justamente isso, o cristão não é recompensado por seus próprios méritos ou afazeres, mas por causa da graça infinita do Senhor. Uma das palavras muito comum no Novo Testamento usada para recompensa é misthos, usada na vida comercial da época para denotar o pagamento que era feito a um trabalhador. No entanto, a palavra que Paulo emprega é antapodosis (antapodosij), ao qual, se refere a recompensa divina e está ligada ao âmbito espiritual. Essa recompensa, não é, portanto, uma questão de calcular as obras individuais, umas contra as outras, o que de fato é válido, é se somos achados leais a Jesus e a sua Palavra. Mediante a eleição (graça) têm uma justiça que leva à vida. Essa é a recompensa que Paulo cita ao qual, consiste na herança que Deus dá.
Essa herança de Deus é uma porção que fora separada pelo Senhor desde a criação de todas as coisas. Desde a criação do homem, Deus quis que o homem não tivesse uma vida autônoma, isolada e auto-suficiente. Por isso, a herança do crente, no sentido teológico mais profundo, é algo que advém do próprio Deus.
A herança kleronomia (klhronomia) que Paulo usa, diz respeito e vincula-se com os atos históricos salvíficos de Deus. Por isso, a herança do crente, é a salvação de sua alma, por meio, de Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. O conceito essencial desse termo é aquele de “herdar” a promessa para a qual os crentes são conclamados. Porém, essa idéia de herança, não é somente futura (escatológica), mas também pode ser percebida e vivida mediante a fé, e essa idéia de ser vivenciada hoje, decorre da nossa posição de herdeiros através de Jesus Cristo. Assim como Ele é Santo, sejamos santos, como Ele é Perfeito, sejamos perfeitos.
O fato de Jesus nos chamar para segui-lo é, em si mesma, uma dádiva da vida eterna, do reino de Deus, e da comunhão com Ele. Assim, percebemos que essa herança não se merece como direito, mas, sim, é uma dádiva divina, ainda a ser recebida em toda a sua totalidade e plenitude.
A salvação que está enfaticamente inserida nesse versículo se relaciona também diretamente com o serviço que é prestado pelo cristão. Uma vez que o cristão serve a Cristo, ele tem em si mesmo a recompensa. E esse serviço douleuo (douleuw), significa ser sujeito a, ou prestar serviço. O servo de Cristo está sujeito a Ele e lhes presta serviço, e esse serviço não exclui a recompensa. Jesus em uma das suas parábolas delega ao escravo uma posição de responsabilidade e comando, o que não se extingue a submissão e a obediência exclusiva e absoluta ao seu Senhor.
Por meio de Cristo, Paulo afirma que o cristão se libertou da escravidão do pecado. Essa redenção liberta a pessoa para o serviço obediente mediante o comando do Kyrios (Senhor), e a leva para o serviço da justiça, na nova natureza doado pelo Espírito Santo. Aqueles que foram totalmente libertos têm uma natureza obrigatória em servir a Deus e ao próximo.
Em todo este capítulo, vemos Paulo apresentando alguns princípios que auxiliam o cristão a viver uma vida cristã sadia na presença de Deus. Para que isso aconteça é necessário um esvaziar-se de si mesmo e ser revestido da graça de Deus, “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (vs. 15).
No versículo que está sendo analisado, percebemos que Paulo inicia dizendo que os crentes de Colossenses eram sabedores que a sua recompensa verdadeira procederia intimamente do Senhor e não de homem algum, poderiam até receber algo dos homens, mas a genuína herança pertence somente a Deus, por isso, tudo que eles empreitassem a fazer deveriam pensar em agradar tão somente ao seu Senhor e Salvador.
Uma vez que o Senhor (kurioj) é o galardoador daqueles que o busca e os serve com convicção e submissão a sua vontade, os colossenses deveriam sempre atentar para os princípios do seu Mestre. Veja como é importante o uso do vocábulo grego empregado por Paulo. Ele usa a palavra kyrios (kurioj), ao invés de despotes (despóthj), e isso, faz uma grande diferença no texto, pois despotes está relacionado a um domínio e senhorio na vida pública e familiar, sendo esse domínio muitas vezes severo, enquanto, que kyrios diz respeito em maior ocorrência a implicações de conformidade com a lei (legalidade) e plena autoridade reconhecida do senhorio.
Portanto, o serviço prestado ao kyrios é prestado ao Senhor da Igreja. Sendo assim, essa palavra é empregada por Paulo para demonstrar e reivindicar o poder ao Senhor Glorificado para a vida da igreja e do individuo. O que vai determinar uma total vida cristã é o relacionamento que cada crente demonstra ter com o kyrios.
É exatamente do Senhor (kyrios), que o cristão receberá (apolhmyesqe) a recompensa da herança que fora reservada desde a fundação do mundo. Esse galardão será alcançado por todos aqueles que se submeterem ao Senhorio de Cristo e buscarem viver conforme a sua Palavra determina.
Essa recompensa é que gera esperança na vida do cristão, ao qual, vive dia após dia esperando o grande dia de ser recompensado pela genuína graça divina. É justamente isso, o cristão não é recompensado por seus próprios méritos ou afazeres, mas por causa da graça infinita do Senhor. Uma das palavras muito comum no Novo Testamento usada para recompensa é misthos, usada na vida comercial da época para denotar o pagamento que era feito a um trabalhador. No entanto, a palavra que Paulo emprega é antapodosis (antapodosij), ao qual, se refere a recompensa divina e está ligada ao âmbito espiritual. Essa recompensa, não é, portanto, uma questão de calcular as obras individuais, umas contra as outras, o que de fato é válido, é se somos achados leais a Jesus e a sua Palavra. Mediante a eleição (graça) têm uma justiça que leva à vida. Essa é a recompensa que Paulo cita ao qual, consiste na herança que Deus dá.
Essa herança de Deus é uma porção que fora separada pelo Senhor desde a criação de todas as coisas. Desde a criação do homem, Deus quis que o homem não tivesse uma vida autônoma, isolada e auto-suficiente. Por isso, a herança do crente, no sentido teológico mais profundo, é algo que advém do próprio Deus.
A herança kleronomia (klhronomia) que Paulo usa, diz respeito e vincula-se com os atos históricos salvíficos de Deus. Por isso, a herança do crente, é a salvação de sua alma, por meio, de Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. O conceito essencial desse termo é aquele de “herdar” a promessa para a qual os crentes são conclamados. Porém, essa idéia de herança, não é somente futura (escatológica), mas também pode ser percebida e vivida mediante a fé, e essa idéia de ser vivenciada hoje, decorre da nossa posição de herdeiros através de Jesus Cristo. Assim como Ele é Santo, sejamos santos, como Ele é Perfeito, sejamos perfeitos.
O fato de Jesus nos chamar para segui-lo é, em si mesma, uma dádiva da vida eterna, do reino de Deus, e da comunhão com Ele. Assim, percebemos que essa herança não se merece como direito, mas, sim, é uma dádiva divina, ainda a ser recebida em toda a sua totalidade e plenitude.
A salvação que está enfaticamente inserida nesse versículo se relaciona também diretamente com o serviço que é prestado pelo cristão. Uma vez que o cristão serve a Cristo, ele tem em si mesmo a recompensa. E esse serviço douleuo (douleuw), significa ser sujeito a, ou prestar serviço. O servo de Cristo está sujeito a Ele e lhes presta serviço, e esse serviço não exclui a recompensa. Jesus em uma das suas parábolas delega ao escravo uma posição de responsabilidade e comando, o que não se extingue a submissão e a obediência exclusiva e absoluta ao seu Senhor.
Por meio de Cristo, Paulo afirma que o cristão se libertou da escravidão do pecado. Essa redenção liberta a pessoa para o serviço obediente mediante o comando do Kyrios (Senhor), e a leva para o serviço da justiça, na nova natureza doado pelo Espírito Santo. Aqueles que foram totalmente libertos têm uma natureza obrigatória em servir a Deus e ao próximo.
Exegese de Judas 1:3
A epístola de Judas tem como tema principal, um assunto cada dia mais presente em meio à igreja. Trata desde as bênçãos do Senhor para os crentes fiéis como da vigilância as falsas doutrinas que se levantam em meio ao povo de Deus. Foi rapidamente aceita e espalhada pelos cristãos primitivos, sendo considerada a autoria de Judas meio irmão de Jesus e irmão de Tiago, denominado por ele próprio como servo de Jesus Cristo.
O autor fora surpreendido por uma série de ensinamentos florescente nas igrejas cristãs primitivas, e por isso, teve de mudar o foco da sua escrita, uma vez que pretendia falar sobre a comum salvação dos cristãos, teve que mudar o rumo para algo mais urgente e necessário ao seu tempo.
Veremos que essa mudança ensina quão necessário fora essa exortação e como ela permanece viva e atual para a igreja contemporânea.
“À todos os amados, ansiando escrever à vós, o zelo concernente da nossa comum salvação realizada por Cristo, mantenho a necessidade a escrever à vós para exortar, transmitindo de uma vez por toda à fé aos santos” (Jd. 1:3)
ARGUMENTAÇÃO TEOLÓGICA
O momento pelo qual foi escrita a carta exigia agilidade, uma vez que falsos ensinos estavam entrando no seio da igreja do Senhor, contaminando o povo com todo tipo de doutrina humana. Ainda que o desejo inicial de Judas escrever não fosse com o propósito de falar acerca desses falsos ensinamentos, teve que mudar o seu discurso para evitar que a igreja se corrompesse por esses falsos mestres.
Judas inicia esse versículo, demonstrando que sente grande desejo, em está escrevendo aos amados (cristãos). Nota-se que a palavra que Judas usa para designar esse anseio é poioumenoj, que significa um forte desejo que arde no coração. Judas estava com o desejo ardente em escrever aos cristãos sobre o zelo referente à salvação. É possível que o autor tivesse planejado, reunido material e talvez tivesse começado uma obra acerca das glórias da fé cristã, um tratado não polêmico, que serviria para exortar, encorajar e ensinar aos crentes. No entanto, apareceu um tema mais urgente que precisava de instrução e de zelo.
Esse zelo, spoudhn, ganhou no Novo Testamento conotação de “pressa”, “rapidez”, “urgência”, a importância dessa carta estava evidente, muitos já estavam possivelmente sendo enganados por falsas doutrinas e falsos mestres, uma vez que, ele continuou com sua motivação em escrever, afim de, lançar uma severa advertência à igreja, concernente á raiz gnóstica que estava surgindo em meio o povo de Deus. A carta precisava circular rapidamente. Nesse texto essa palavra é usada em conexão de uma carta importante.
Judas queria tratar inicialmente acerca da comum salvação dos cristãos, pois esse também era um tempo importante e fundamental para a igreja. Ele entendia que o homem precisa ser conduzido a uma transformação segundo a imagem moral de Cristo.
Só é possível transformar-se a semelhança moral de Cristo por meio do perdão dos pecados, do arrependimento, da fé que nos motiva a crer em Jesus, da santificação e da glorificação que acontecerá no dia que nos encontrarmos com o Senhor. Esse processo de transformação é contínuo, no qual, as almas humanas estão sendo transformadas dia após dia, afim de, que tenham suas mentes transformadas e experimente a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Para entendermos o que Judas está querendo tratar mais afundo, é importante analisarmos os pormenores existentes no texto, cada palavra é fundamental para uma boa compreensão. Por exemplo, notemos o uso que ele faz da preposição peri, esse tipo de preposição geralmente é empregada comumente com advérbios, especialmente peri e apo` que denotam significativamente algo relativo a tempo ou lugar.
Peri, tem como significado básico e local “em torno de ou circulando”, também sendo encontrados significados que designa um centro de atividade, um objeto em torno do qual gira uma ação ou um estado. Veja que Judas nesse texto faz uso da preposição como meio de ligação de uma oração a outra, onde a segunda oração está subordinada a primeira, ou seja, a salvação pela qual Judas queria tanto falar aos cristãos estava subordinada ao seu desejo ardente de escrever sobre isso.
Notemos que Judas, queria tratar de algo comum entre os irmãos, algo que eles participam juntos e que tinha grande alegria por fazer isso. Por isso, ele diz a nossa comum salvação. Comum (koinhj), na maioria dos casos que aparece principalmente nos escritos do Novo Testamento, diz respeito a “parceiro”, “companheiro”, “participante”, algo comum entre duas ou mais pessoas. No entanto, a tradução mais aceita e sensata que deve ser feita é traduzida como gerúndio, ou seja, “compartilhando”, “participando”.
Judas queria deixar bem claro a todos os irmãos que eles fazem parte de uma comunidade, onde, todas as coisas são comuns entre eles, principalmente no que concerne a salvação, uma vez que Deus não faz acepção de pessoas, mas ama a todos de maneira incondicional. Essa comum salvação é possível mediante a fé que une os cristãos universais, sem se preocupar ou medir espaço, tempo ou denominações, mas tão somente a fé genuína no Cristo Ressurreto.
Essa comunhão pela fé tem como base a pregação apostólica do Jesus histórico, andar na luz, e o sangue de Jesus que purifica de todo o pecado, e que assim exclui o orgulho sectário que nega a encarnação e representa falsamente o caráter do pecado.
Tamanha era a urgência que Judas tinha de escrever aos cristãos, que ele fala sobre essa necessidade de mudar o foco da sua conversa inicial de salvação para exortação contra falsos ensinos. Essa necessidade (a)nagkhn), anteriormente era o poder que determinava toda a realidade, o principio que dominava o universo, sendo por várias épocas atribuído a um caráter divino.
No Novo Testamento, essa palavra ganhou uma conotação bastante significativa, pois serve tanto no ativo quanto no passivo para descrever uma “compulsão” ou um “constrangimento” que não depende do emprego de força externa, e em demais ocasiões ocorrem como predicativo que significa “necessário”, no sentido de exposição do conceito da história da salvação que se sustenta mediante a crença na providencia de Deus que governa os processos e eventos da história.
Judas percebeu que era necessário exortar ao povo sobre esses falsos ensinamentos, uma vez que, se eles se proliferassem no seio da igreja, poderia causar danos irreparáveis na salvação de determinados cristãos. Por isso, a sua pressa em escrever e em fazer circular essa carta tão significativa, não apenas para aquela época, mas para todos os tempos.
Essa exortação de Judas deve ser contemporânezada, pois mais do que nunca as igrejas tem vivido debaixo de um profundo sincretismo religioso, cada vez mais crescente. Doutrinas de demônios têm sido ensinadas em determinados púlpitos, pessoas de boa fé estão sendo enganadas, é necessário que se levante homens zelosos, que lutem pela apologia da fé.
Judas então escreve aos cristãos, afim de, exortá-los a batalharem pela fé. Essa é a posição que deve ser tomada pela igreja, ela como agente de transformação social e espiritual deve resplandecer a luz de Cristo em meio à escuridão do pecado.
Essa exortação (parakalwn) significa “conclamar”, “convidar”, “consolar”, “encorajar”. A exortação sempre esteve presente em meio à vida da igreja, especialmente como a tarefa dos profetas cristãos primitivos. A exortação é uma parte quase que estereotipada (inalterável) da vida da igreja.
A era presente ganha ainda mais importância para a exortação, uma vez que a parousia pode acontecer a qualquer momento. Assim, enfatizam-se ainda mais a exigência quanto à conduta correta nesta vida. Agora é o tempo importante para as pessoas se comprovarem.
Por este motivo, Judas exorta as pessoas a andarem retamente. É necessário adverti-las que devem permanecer fiéis ao Senhor, continuando na fé, salvando-se a si mesmos.
A necessidade de dominar o presente leva à exortação no sentido de “andar condignamente”, ou seja, proporcional ao mérito da salvação dada gratuitamente por Cristo.
Por este motivo, afirma Judas que todos devem firmar-se naquilo que foi ensinado, mediante a fé em Cristo Jesus, que os cristãos, uma vez por todas ou para sempre precisam se posicionar em defesa daquilo que eles crêem
Uma vez por toda (apac), Judas diz que os cristãos em hipótese alguma podem aceitar ou se deixar enganar por outro evangelho que não esteja centralizado em Cristo. Jesus Cristo foi quem nos trouxe a revelação final de Deus, a nova aliança. Sendo assim, se maiores revelações tiverem de ser dadas, terão de estar centralizadas em Cristo.
A linguagem de Judas é altamente dogmática, altamente ortodoxa, altamente zelosa. Seu tom é o de um bispo do século IV. Homens que usaram tais palavras criam apaixonadamente em um credo. Judas cria que era necessário de uma vez por todas, aniquilar todo tipo de doutrina que não glorifica a Deus, e que surgia apenas para destruir a comunhão do povo com o seu criador.
Vemos, ele validando a sua exortação, quando ele fala por meio de quem foi entregue esses ensinamentos. Primeiramente foi entregue aos apóstolos, que transmitiram a outros, o que tinham recebido diretamente do Senhor, como também através de revelações subseqüentes, dadas pelo Espírito Santo, as quais, finalmente, vieram a fazer parte do Novo Testamento.
Judas irmão de Tiago e meio irmão de Jesus, ainda que não relacionado entre os doze apóstolos, foi testemunha ocular de muitos milagres e ensinos praticados pelo mestre. Sabia da necessidade de não deixar o povo perecer em meio a tanta informação falsa que estava recebendo naqueles dias.
Além disso, aos santos (agioj), é um título comumente aplicado aos crentes, o que mostra que devem ser santificados, pois, de outra maneira, não serão salvos, porque sem a santificação ninguém verá a Deus, conforme escreve o autor da carta aos Hebreus.
No Novo Testamento a palavra santo está diretamente ligada com inocência a respeito de alguma coisa, moralmente puro, reto: referido a Cristo, a respeito do bom comportamento do cristão e como atributo de sabedoria. Da mesma forma, os cristãos são chamados a serem santos como Ele é Santo, a serem perfeitos como Ele é Perfeito.
Dessa maneira, o cristão é fortalecido no Senhor e assim torna-se capaz de vencer toda e qualquer dificuldade espiritual e física que surja em seu caminho durante sua caminhada cristã.
Por fim, Judas diz que é por meio da fé que de uma vez por todas fora dada aos santos, que se pode combater e resistir firmes contra esses ataques hereges. Essa fé (pistei) que Judas fala, é uma fé diferenciada, pois não é uma fé falsa, hipócrita ou mentirosa, pelo contrário, é uma fé genuinamente sem hipocrisia e sincera.
No original grego a palavra pistei, significa basicamente “confiança”, que pode referir-se a uma declaração, de tal modo que tenha o significado de “depositar a fé em”, “deixar-se convencer”. Judas estava dizendo que os crentes devem depositar a sua fé em Cristo que é o autor e consumador dela.
O cristão só pode ter uma vida de vitória, à medida que ele deposita toda a sua confiança, naquele que é capaz de abençoá-lo mesmo em meio à impossibilidade humana.
Acreditamos que Judas continua ainda hoje, ensinando sobre o gnosticismo, que fere a doutrina genuinamente cristã. Muitos têm fechado os seus olhos para os constantes ataques de satanás. Ele está vindo de maneira sutil e tem destruído muitas vidas.
Essa epístola no ensinou a lutarmos e a fazermos apologia da fé. É preciso que a igreja se posicione, removendo toda a imundícia, toda idolatria, todo orgulho, todo tipo de pecado do seu meio. Se verdadeiramente estamos caminhando para a salvação que está em Cristo, então lutemos para que no fim da carreira possamos dizer, “combati o bom combate, percorri a carreira, guardei a fé e venci”. Somente uma vida de santidade ao lado de Cristo fará cada um de nós sermos não merecedores mais aptos ao recebimento da coroa dada pelo Senhor.
O autor fora surpreendido por uma série de ensinamentos florescente nas igrejas cristãs primitivas, e por isso, teve de mudar o foco da sua escrita, uma vez que pretendia falar sobre a comum salvação dos cristãos, teve que mudar o rumo para algo mais urgente e necessário ao seu tempo.
Veremos que essa mudança ensina quão necessário fora essa exortação e como ela permanece viva e atual para a igreja contemporânea.
“À todos os amados, ansiando escrever à vós, o zelo concernente da nossa comum salvação realizada por Cristo, mantenho a necessidade a escrever à vós para exortar, transmitindo de uma vez por toda à fé aos santos” (Jd. 1:3)
ARGUMENTAÇÃO TEOLÓGICA
O momento pelo qual foi escrita a carta exigia agilidade, uma vez que falsos ensinos estavam entrando no seio da igreja do Senhor, contaminando o povo com todo tipo de doutrina humana. Ainda que o desejo inicial de Judas escrever não fosse com o propósito de falar acerca desses falsos ensinamentos, teve que mudar o seu discurso para evitar que a igreja se corrompesse por esses falsos mestres.
Judas inicia esse versículo, demonstrando que sente grande desejo, em está escrevendo aos amados (cristãos). Nota-se que a palavra que Judas usa para designar esse anseio é poioumenoj, que significa um forte desejo que arde no coração. Judas estava com o desejo ardente em escrever aos cristãos sobre o zelo referente à salvação. É possível que o autor tivesse planejado, reunido material e talvez tivesse começado uma obra acerca das glórias da fé cristã, um tratado não polêmico, que serviria para exortar, encorajar e ensinar aos crentes. No entanto, apareceu um tema mais urgente que precisava de instrução e de zelo.
Esse zelo, spoudhn, ganhou no Novo Testamento conotação de “pressa”, “rapidez”, “urgência”, a importância dessa carta estava evidente, muitos já estavam possivelmente sendo enganados por falsas doutrinas e falsos mestres, uma vez que, ele continuou com sua motivação em escrever, afim de, lançar uma severa advertência à igreja, concernente á raiz gnóstica que estava surgindo em meio o povo de Deus. A carta precisava circular rapidamente. Nesse texto essa palavra é usada em conexão de uma carta importante.
Judas queria tratar inicialmente acerca da comum salvação dos cristãos, pois esse também era um tempo importante e fundamental para a igreja. Ele entendia que o homem precisa ser conduzido a uma transformação segundo a imagem moral de Cristo.
Só é possível transformar-se a semelhança moral de Cristo por meio do perdão dos pecados, do arrependimento, da fé que nos motiva a crer em Jesus, da santificação e da glorificação que acontecerá no dia que nos encontrarmos com o Senhor. Esse processo de transformação é contínuo, no qual, as almas humanas estão sendo transformadas dia após dia, afim de, que tenham suas mentes transformadas e experimente a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Para entendermos o que Judas está querendo tratar mais afundo, é importante analisarmos os pormenores existentes no texto, cada palavra é fundamental para uma boa compreensão. Por exemplo, notemos o uso que ele faz da preposição peri, esse tipo de preposição geralmente é empregada comumente com advérbios, especialmente peri e apo` que denotam significativamente algo relativo a tempo ou lugar.
Peri, tem como significado básico e local “em torno de ou circulando”, também sendo encontrados significados que designa um centro de atividade, um objeto em torno do qual gira uma ação ou um estado. Veja que Judas nesse texto faz uso da preposição como meio de ligação de uma oração a outra, onde a segunda oração está subordinada a primeira, ou seja, a salvação pela qual Judas queria tanto falar aos cristãos estava subordinada ao seu desejo ardente de escrever sobre isso.
Notemos que Judas, queria tratar de algo comum entre os irmãos, algo que eles participam juntos e que tinha grande alegria por fazer isso. Por isso, ele diz a nossa comum salvação. Comum (koinhj), na maioria dos casos que aparece principalmente nos escritos do Novo Testamento, diz respeito a “parceiro”, “companheiro”, “participante”, algo comum entre duas ou mais pessoas. No entanto, a tradução mais aceita e sensata que deve ser feita é traduzida como gerúndio, ou seja, “compartilhando”, “participando”.
Judas queria deixar bem claro a todos os irmãos que eles fazem parte de uma comunidade, onde, todas as coisas são comuns entre eles, principalmente no que concerne a salvação, uma vez que Deus não faz acepção de pessoas, mas ama a todos de maneira incondicional. Essa comum salvação é possível mediante a fé que une os cristãos universais, sem se preocupar ou medir espaço, tempo ou denominações, mas tão somente a fé genuína no Cristo Ressurreto.
Essa comunhão pela fé tem como base a pregação apostólica do Jesus histórico, andar na luz, e o sangue de Jesus que purifica de todo o pecado, e que assim exclui o orgulho sectário que nega a encarnação e representa falsamente o caráter do pecado.
Tamanha era a urgência que Judas tinha de escrever aos cristãos, que ele fala sobre essa necessidade de mudar o foco da sua conversa inicial de salvação para exortação contra falsos ensinos. Essa necessidade (a)nagkhn), anteriormente era o poder que determinava toda a realidade, o principio que dominava o universo, sendo por várias épocas atribuído a um caráter divino.
No Novo Testamento, essa palavra ganhou uma conotação bastante significativa, pois serve tanto no ativo quanto no passivo para descrever uma “compulsão” ou um “constrangimento” que não depende do emprego de força externa, e em demais ocasiões ocorrem como predicativo que significa “necessário”, no sentido de exposição do conceito da história da salvação que se sustenta mediante a crença na providencia de Deus que governa os processos e eventos da história.
Judas percebeu que era necessário exortar ao povo sobre esses falsos ensinamentos, uma vez que, se eles se proliferassem no seio da igreja, poderia causar danos irreparáveis na salvação de determinados cristãos. Por isso, a sua pressa em escrever e em fazer circular essa carta tão significativa, não apenas para aquela época, mas para todos os tempos.
Essa exortação de Judas deve ser contemporânezada, pois mais do que nunca as igrejas tem vivido debaixo de um profundo sincretismo religioso, cada vez mais crescente. Doutrinas de demônios têm sido ensinadas em determinados púlpitos, pessoas de boa fé estão sendo enganadas, é necessário que se levante homens zelosos, que lutem pela apologia da fé.
Judas então escreve aos cristãos, afim de, exortá-los a batalharem pela fé. Essa é a posição que deve ser tomada pela igreja, ela como agente de transformação social e espiritual deve resplandecer a luz de Cristo em meio à escuridão do pecado.
Essa exortação (parakalwn) significa “conclamar”, “convidar”, “consolar”, “encorajar”. A exortação sempre esteve presente em meio à vida da igreja, especialmente como a tarefa dos profetas cristãos primitivos. A exortação é uma parte quase que estereotipada (inalterável) da vida da igreja.
A era presente ganha ainda mais importância para a exortação, uma vez que a parousia pode acontecer a qualquer momento. Assim, enfatizam-se ainda mais a exigência quanto à conduta correta nesta vida. Agora é o tempo importante para as pessoas se comprovarem.
Por este motivo, Judas exorta as pessoas a andarem retamente. É necessário adverti-las que devem permanecer fiéis ao Senhor, continuando na fé, salvando-se a si mesmos.
A necessidade de dominar o presente leva à exortação no sentido de “andar condignamente”, ou seja, proporcional ao mérito da salvação dada gratuitamente por Cristo.
Por este motivo, afirma Judas que todos devem firmar-se naquilo que foi ensinado, mediante a fé em Cristo Jesus, que os cristãos, uma vez por todas ou para sempre precisam se posicionar em defesa daquilo que eles crêem
Uma vez por toda (apac), Judas diz que os cristãos em hipótese alguma podem aceitar ou se deixar enganar por outro evangelho que não esteja centralizado em Cristo. Jesus Cristo foi quem nos trouxe a revelação final de Deus, a nova aliança. Sendo assim, se maiores revelações tiverem de ser dadas, terão de estar centralizadas em Cristo.
A linguagem de Judas é altamente dogmática, altamente ortodoxa, altamente zelosa. Seu tom é o de um bispo do século IV. Homens que usaram tais palavras criam apaixonadamente em um credo. Judas cria que era necessário de uma vez por todas, aniquilar todo tipo de doutrina que não glorifica a Deus, e que surgia apenas para destruir a comunhão do povo com o seu criador.
Vemos, ele validando a sua exortação, quando ele fala por meio de quem foi entregue esses ensinamentos. Primeiramente foi entregue aos apóstolos, que transmitiram a outros, o que tinham recebido diretamente do Senhor, como também através de revelações subseqüentes, dadas pelo Espírito Santo, as quais, finalmente, vieram a fazer parte do Novo Testamento.
Judas irmão de Tiago e meio irmão de Jesus, ainda que não relacionado entre os doze apóstolos, foi testemunha ocular de muitos milagres e ensinos praticados pelo mestre. Sabia da necessidade de não deixar o povo perecer em meio a tanta informação falsa que estava recebendo naqueles dias.
Além disso, aos santos (agioj), é um título comumente aplicado aos crentes, o que mostra que devem ser santificados, pois, de outra maneira, não serão salvos, porque sem a santificação ninguém verá a Deus, conforme escreve o autor da carta aos Hebreus.
No Novo Testamento a palavra santo está diretamente ligada com inocência a respeito de alguma coisa, moralmente puro, reto: referido a Cristo, a respeito do bom comportamento do cristão e como atributo de sabedoria. Da mesma forma, os cristãos são chamados a serem santos como Ele é Santo, a serem perfeitos como Ele é Perfeito.
Dessa maneira, o cristão é fortalecido no Senhor e assim torna-se capaz de vencer toda e qualquer dificuldade espiritual e física que surja em seu caminho durante sua caminhada cristã.
Por fim, Judas diz que é por meio da fé que de uma vez por todas fora dada aos santos, que se pode combater e resistir firmes contra esses ataques hereges. Essa fé (pistei) que Judas fala, é uma fé diferenciada, pois não é uma fé falsa, hipócrita ou mentirosa, pelo contrário, é uma fé genuinamente sem hipocrisia e sincera.
No original grego a palavra pistei, significa basicamente “confiança”, que pode referir-se a uma declaração, de tal modo que tenha o significado de “depositar a fé em”, “deixar-se convencer”. Judas estava dizendo que os crentes devem depositar a sua fé em Cristo que é o autor e consumador dela.
O cristão só pode ter uma vida de vitória, à medida que ele deposita toda a sua confiança, naquele que é capaz de abençoá-lo mesmo em meio à impossibilidade humana.
Acreditamos que Judas continua ainda hoje, ensinando sobre o gnosticismo, que fere a doutrina genuinamente cristã. Muitos têm fechado os seus olhos para os constantes ataques de satanás. Ele está vindo de maneira sutil e tem destruído muitas vidas.
Essa epístola no ensinou a lutarmos e a fazermos apologia da fé. É preciso que a igreja se posicione, removendo toda a imundícia, toda idolatria, todo orgulho, todo tipo de pecado do seu meio. Se verdadeiramente estamos caminhando para a salvação que está em Cristo, então lutemos para que no fim da carreira possamos dizer, “combati o bom combate, percorri a carreira, guardei a fé e venci”. Somente uma vida de santidade ao lado de Cristo fará cada um de nós sermos não merecedores mais aptos ao recebimento da coroa dada pelo Senhor.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Análise Exegética de II Timóteo 1:3-7
Análise Exegética de II Timóteo 1:3-7
“Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo” (II Tm 4:6). O velho missionário Paulo, após tantas viagens e de tantos trabalhos feitos pela obra do Senhor e depois de presenciar tantos livramentos e prodígios que Deus até então havia feito por ele e através dele, agora se encontra preso e sem esperança de sair vivo daquele que seria o seu último cárcere. Ele havia entendido que o seu tempo chegou ao fim e dá prisão envia os seus últimos conselhos ao seu amado filho Timóteo, o discípulo amado e fiel.
Tempos difíceis virão, diz Paulo, as pessoas não sentirão prazer em ouvir mais a nossa pregação filho, mas não tema por causa disso, você não foi chamado para agradar as pessoas nem para falar o que elas desejam ouvir, muitos vão se voltar para as coisas vãs desse mundo, porém, você não pode olhar o exemplo deles, pelo contrário, “seja sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Tm 4:5). A obra pela qual o Senhor tem te chamado é mui sublime, nada nessa terra se compara com aquilo que Deus tem reservado para você filho. Portanto, mantenha vivo o dom de Deus que há em ti.
Sei que não será fácil, nem tenho esperança que o seja, mas isso não é o mais importante, pois Deus tem te capacitado, com poder, com amor, com moderação, além do mais a tua fé tem sido manifestada como sincera e genuína, eu acredito em você tenho plena convicção que Deus fará grandes coisas por seu intermédio, por isso, tenha ânimo, não pense em desistir porque as pessoas desvalorizam e desprezam o seu ministério por ser ainda jovem.
De fato, já estou partindo, você será um dos meus substitutos, estou convicto que a igreja ficará em boas mãos. Sua cooperação em todos esses anos me foi por demais útil, se eu pudesse rever-te sentiria muita alegria. Se não for possível nos encontrarmos mais, lembro-te que deves manter-se fiel ao Senhor Jesus Cristo dando exemplo para os demais que você é um servo que depende plenamente do Senhor. Não se esqueça de exortar com humildade e amor, além do mais “pregue a palavra, inste a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda longanimidade” (II Tm 4:2), você foi chamado pelo Senhor, faça tudo isso com diligencia, não se envergonhe de ser uma testemunha de Jesus Cristo.
Filho, o que o Senhor tem proporcionado para nós é incomparável. Estou certo, que em breve me encontrarei com o Rei da Glória, e já não haverá mais dor, sofrimento nem choro, apenas eterna alegria e felicidade. O Senhor tem preparado uma coroa de justiça ao qual em breve me será dada e também dará a todos os que amarem a sua vinda e permanecerem fiéis a Ele, por esta razão, esteja com os olhos fito no Senhor e batalhe com fé e esperança.
Eu poderia ter feito muito mais para o Senhor, mas por alguma razão não o fiz e Deus o sabe por que, mas tenho certeza que combati o bom combate, percorri a carreira que me foi proposta, olhando para o prêmio que estava posto em minha frente, e guardei a fé em meio aos açoites, prisões e afrontas, fui algumas vezes considerado um mau feitor, mas tudo isso suportei, por causa, do troféu que outrora havia recebido por Cristo, mesmo antes de o conhecer.
Como bom soldado de Cristo que és, lute pela fé que em ti há, faça resplandecer a luz de Cristo nos corações dos aflitos, enfermos e prisioneiros, não despreze o dom que Deus te deu, faça com que vejam o que Deus pode fazer em favor daqueles a quem ele ama. Que “O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito, a graça seja convosco amém” (II Tm 4:22).
Versículo 3 “Tenho gratidão à Deus, ao qual, sirvo com a consciência pura, partindo anteriormente dos meus antepassados, assim como incessantemente mantenho acerca de ti a lembrança em minhas orações de dia e de noite”.
Paulo inicia o versículo, agradecendo a Deus, louvando os atos graciosos de Deus, prova disso é a palavra xarin (gratidão), ao qual, Paulo chama de (um revestimento pessoal com graça) a operação multiforme da única graça dos cristãos de maneira individual, mediante o único Espírito. Depois continua dizendo que serve a Deus desde os seus antepassados. A maneira de Paulo servir, a Deus, é de um serviço religioso, pois a palavra grega usada para servir aqui no texto é latreuw, como uma atividade que denota adoração, ou seja, Paulo serve a Deus com uma atitude interior de adoração. É interessante notarmos a importância da palavra empregada pelo apóstolo Paulo, pois se ele tivesse utilizado, por exemplo, a palavra diakonew, o serviço teria uma conotação de uma ajuda pessoal a outras pessoas, note que o texto diz que Paulo faz referência não ao serviço pessoal de outras pessoas, mas ao Serviço a Deus, ainda que esse serviço implique ou indique que o Serviço de Paulo a Deus inclui ou envolve outras pessoas.
Ele serve a Deus desde os seus antepassados, ou seja, ele vem de uma família que serve a Deus religiosamente, e que por isso, o apóstolo Paulo foi ensinado a servir a Deus como eles mesmos serviam. Como é de costume, os judeus desde muito cedo aprendem as Sagradas Escrituras, principalmente o Pentateuco, tanto é que vemos Paulo dizendo que foi criado aos pés de Gamaliel, um fariseu, mestre da lei. Desde a sua juventude o apóstolo Paulo serve a Deus religiosamente. No entanto, agora o serviço está estritamente relacionado com a pessoa e obra de Cristo, e não simplesmente com o cuidado demasiado com a lei, colocando fardos pesados que nem os próprios fariseus suportavam.
O uso da preposição apo` nesse versículo também é fundamental, pois ela faz uma ligação direta entre dois acontecimentos ou dois elementos da oração, nesse caso, a preposição, está ligando a maneira como Paulo (regido) serve a Deus, com a maneira que os seus pais (regente) serviram a Deus. Sendo assim, a preposição demonstra que há uma subordinação do segundo (regido) termo em relação ao primeiro (regente). Freqüentemente apo`marca o ponto geral de onde procede a ação ou movimento. Nesse caso, a maneira como Paulo serve a Deus é a mesma forma em que aprendeu dos seus antepassados.
Assim, notamos que a forma ou molde em que o apóstolo Paulo serve a Deus é com “consciência pura”. A consciência é o lugar onde o ser reflete sobre determinada ação, a fim de, julgar os seus próprios atos. Paulatinamente, essa consciência da qual Paulo fala, ganhou um sentido moral, como de julgamento e discernimento. Esse conceito de consciência ganhou destaque nos escritos de Paulo, tanto é que ele afirma que a consciência boa e pura é uma característica do verdadeiro cristão.
Sendo Paulo um cristão converso, tinha de possuir essas características, pois isso o caracterizava como um servo de Cristo. Juntamente com um “coração puro” e uma “fé sem hipocrisia” II Tm 1:5, Paulo menciona a consciência como sendo a fonte do amor em ação.
Para que a consciência seja válida, é necessário ser “pura”. O adjetivo utilizado por Paulo é katara, que está relacionada com uma pureza espiritual, física ou moral. Outro termo que é utilizado para demonstrar pureza é agnoj, porém,
originalmente esse tipo de pureza estava ligado mais a um atributo da divindade do que a uma característica pertencente ao homem comum. Esse termo aparece apenas nas epístolas e denota inocência a respeito de alguma coisa, moralmente puro, reto.
Katara, originalmente significa “limpo” em três âmbitos, física, ritual e ética. Com Jesus o conceito de pureza ganhou uma nova conotação, não está mais relacionada com uma pureza meramente ritualística ou cerimonial, mas sim uma pureza espiritual, interna. Dessa forma, no tempo das epístolas pastorais o conceito ganhou caráter parcialmente ético, vemos que a pureza da qual, Paulo trata, diz respeito a uma pureza do coração e da consciência, ou seja, não uma aparência de puro, mas uma vida plenamente pura diante de Deus e dos homens.
A história do conceito de puro demonstra como os escritores do NT esforçavam-se para manter uma doutrina evangélica da pureza, e quão facilmente se pode recair num ponto de vista legalístico. Este desenvolvimento demonstra que, na proclamação cristã, a luta entre a Lei e o Evangelho deve ser constantemente travada de novo, a fim de se atingir uma doutrina de pureza centralizada em Cristo, trazendo libertação aos homens, ao invés de lhes trazer legalismo e ansiedade.
Paulo diz que se lembra de Timóteo em suas orações constantemente, o que tem grande significado, uma vez que a palavra grega adialeipton, em todos os contextos em que ela aparece no Novo Testamento, expressa uma preocupação incessante e inabalável para com os outros, principalmente nas orações e no louvor.
A lembrança (mneian), que Paulo tem acerca de Timóteo é uma lembrança desejosa, que o apóstolo tem em mente, e por essa razão, ele não se esquece do seu filho amado, como ele próprio designa Timóteo.
Assim sendo, Paulo agradece a Deus por servi-lo com uma profunda adoração religiosa desde os seus antepassados, tendo consciência de que seus atos eram agradáveis a Deus, uma vez que ele diz que possui uma consciência pura, não uma pureza que denotava limpeza exterior, mas a pureza do apóstolo era interior, espiritual.
Versículo 4 “Desejando te ver, tendo lembrado das tuas lágrimas, afim de que, minha alegria seja completa”
Notemos a palavra “desejando”, no original grego, essa palavra pode ter uma gama de significados, principalmente quando se utilizam outras palavras que denotam a mesma tradução, mas não o mesmo significado. No novo testamento a palavra mais comumente utilizada é epiqumew, e denota na maior parte dos textos algo má. Porém, a palavra que Paulo empregou para falar a Timóteo sobre o seu desejo de vê-lo é epipoqwn e tem uma aplicação de algo que é digno de louvor. Paulo sempre usou a palavra desejo no bom sentido, sendo assim, quando Paulo fala para Timóteo que deseja vê-lo, está demonstrando um desejo especificamente forte de encontrar-se com ele.
Tão forte era o desejo de Paulo encontrar-se com Timóteo, que ele diz que a sua alegria seria completa quando isso acontecesse. A alegria de Paulo emprega-se nos bons desejos que uns expressam para com os outros ao se cumprimentarem ou se separarem, pois o termo usado foi xaraj, a qual possui essa conotação. Outras palavras como eufrainw, indicam uma sensação subjetiva de alegria, e agalliomai a demonstração externa de alegria e orgulho e a exultação experimentada no culto público.
Xaraj denota tanto condição da alegria como a causa dela. Por isso, as epístolas de Paulo testificam o paradoxo de que a alegria cristã se acha somente em meio à tristeza, à aflição e aos cuidados. Esta alegria tem sua fonte além da alegria meramente terrestre e humana. É alegria, no Senhor, e, portanto, fora de nós mesmo. É por isso que Paulo constantemente lembra seus leitores da existência dela, e os exorta a manifestá-la.
Vemos a pessoalidade do texto, essa maneira pela qual Paulo escreve a Timóteo é tão íntima que demonstra um profundo relacionamento de amor, companheirismo, afeto, um pelo outro, a ponto de que o simples fato de Paulo vê-lo, já completaria toda a sua alegria.
Versículo 5 “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, aquela que habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti”.
Como já vimos Paulo fazendo menção no versículo 3 acerca da lembrança de seus antepassados e a maneira como eles serviram a Deus. Neste versículo o
apóstolo inicia dizendo que recorda ou que traz a memória (u(pomnesij), a fé de seu amigo Timóteo. Quando Paulo cita essa palavra u(pomnesij, está demonstrando que está completamente convicto da fé que Timóteo possui. Esse lembrar (trazendo à memória) nesse texto, desempenha um papel de importância em sustentar a vida da fé.
Além do mais, a fé de Timóteo (pistewj), é uma fé diferenciada, pois não é uma fé falsa, hipócrita ou mentirosa, pelo contrário, é uma fé genuinamente sem hipocrisia e sincera. No original grego a palavra pistew, significa basicamente “confiança”, que pode referir-se a uma declaração, de tal modo que tenha o significado de “depositar a fé em”, “deixar-se convencer”. Sendo assim, podemos dizer que Paulo deixou-se convencer pela fé de Timóteo.
É tão importante entendermos o uso da palavra pistewj, que temos que analisá-la nos pormenores, uma vez que quando pistew for usada para referir-se a pessoas, ela significa “obedecer”, se for usada no passivo, significa “desfrutar confiança”, quando é o adjetivo que é usado piston, significa “confiante, fidedigno”, sendo assim, dependendo da forma em que está inserida essa palavra pode variar, em gênero, número e modo.
Percebemos que Paulo está dizendo que a fé de Timóteo é sem hipocrisia, uma vez que ele obedece a Deus mediante todas as circunstancias adversas ou não que ele enfrenta, se submetendo a vontade de Deus sem questioná-lo, o que só é possível ter uma fé assim, sendo obediente. Por isso, obediência nesse sentido é a fé sem hipocrisia de Timóteo.
Paulo fornece uma nova declaração de fé, em um contexto que se opõe ao fanatismo e aos falsos ensinos, que ficaram conhecidos posteriormente por gnósticos. Esse versículo, apresenta a tese: “O intuito da presente admoestação visa o amor que procede de um coração puro e de consciência boa e de fé sem hipocrisia”. Pode-se detectar aqui uma tendência que se opõe ao fanatismo. O mandamento do amor aqui é reformulado para incluir a fé. A solidez da fé estabelece um novo padrão que distingue a vida cristã de todos os ensinamentos falsos.
Mesmo Timóteo sendo filho de um pai incrédulo, “E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego (At 16:1), foi ensinado a andar nos caminhos que andou
sua mãe e sua avó Lóide, servas de Deus, que educaram Timóteo a andar nos caminhos do Senhor seu Deus. Assim como Paulo serve a Deus como seus pais serviram, Timóteo demonstra ter a mesma fé que havia em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, uma fé sincera, de obediência a Deus.
O verbo que Paulo usa para indicar que está convencido da fé de Timóteo é pepeismai, e esse verbo se encontra no tempo perfeito do indicativo passivo, o que indica ou expressa uma atitude de certeza, ou então apresenta um fato como real. Timóteo de fato possuía uma fé digna de confiança. A fé sem hipocrisia de Timóteo era tão evidente, que vemos em algumas passagens a fama dele se espalhando por cidades circunvizinhas a que ele morava, “Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio” (At 16:2). Por essa razão Paulo diz que está ansioso em revê-lo, uma vez que transbordará de alegria, pois recorda da sua fé sem fingimento.
Versículo 6 “Por causa daquela razão, relembro-te, acender novamente o fogo, o dom de Deus que está em ti, através da imposição das minhas mãos”.
Até aqui parece que Paulo fez uma introdução do que ele realmente deseja falar para Timóteo, então ele começa agora nesse versículo a expor ou recomendar Timóteo naquilo que ele quer propor. Sendo assim, Paulo diz: “por causa daquela razão”, ai)tian (razão) no original é empregada com um sentido causal “por esta razão, portanto”, declarando a razão porque alguma coisa acontece, e o que aconteceu possivelmente é a fé sem fingimento de Timóteo que Paulo falou no versículo anterior.
Interessante a importância do uso da preposição dia`, pois a função da preposição é ligar palavras entre si, ou seja, é uma palavra conectiva, ligando orações entre si, por isso, vemos nesse versículo uma explicação daquilo que Paulo fez referência anteriormente e que agora o explana para Timóteo.Vemos também que a preposição dia` é também empregada a respeito da imposição das mãos do apóstolo Paulo, no caso da consagração de Timóteo, como se a imposição das mãos apostólicas fosse uma exigência prévia para a “ordenação”, dia` denota a causa instrumental do recebimento por Timóteo do dom de Deus.
Além disso, o texto diz sobre o dom (xarisma) que Timóteo recebeu mediante a imposição das mãos do apóstolo Paulo. Esse dom trata-se de um dom
especial dado a indivíduos cristãos, e trata-se de uma capacitação espiritual para desempenho de determinado cargo. O Espírito dá ao homem união e comunhão com Cristo, os dons o equipam para o serviço que decorre desta comunhão. Na igreja, todos os demais dons (usualmente xarisma, graça) são os resultados desta dádiva única.
Paulo fala que Timóteo precisa acender novamente o fogo, (despertar, acordar, excitar, manter viva, fazer com que arda) o dom que ele recebera do Senhor. Na versão NVI a palavra utilizada é “mantenha viva a chama o dom de Deus”, o que implica que não estava apagada ou se apagando, mas que poderia vim acontecer. Por esta razão, Paulo diz que ele deve ficar atento para que essa chama não se apague. Para que ele ponha em prática tudo o que o Senhor o entregou e o capacitou para fazer, encorajando-o que mesmo em meio às dificuldades que ele irá enfrentar o Senhor sempre estará com ele capacitando e dando força para que ele desempenhe bem a obra que Deus confiou em suas mãos, assim, Paulo diz: “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Tm 4:5).
Versículo 7 “pois Deus não deu à nós o espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de moderação”.
Paulo diz que Deus não deu a Timóteo espírito de covardia. Em algumas versões aparecem à palavra medo, timidez ou acanhamento. Parece que por algum motivo Timóteo estava acanhado, tímido. Talvez fosse devido às grandes responsabilidades que Paulo confiou a ele. Paulo estava encarcerado, e Timóteo havia sido enviado à Éfeso, como líder autorizado da igreja, um “bispo em embrião”.
O apóstolo Paulo estava preste a ser martirizado, e maiores responsabilidades recairiam sobre o jovem Timóteo. Ele agora deveria preservar intacto o ensino dos apóstolos. Tão grande era a responsabilidade de Timóteo, que isso pode ter gerado medo em seu coração e ele possa ter colocado em dúvida a sua capacidade de administrar todas essas questões.
Pelo que as Escrituras mostram em outras passagens, parece que Timóteo era de temperamento tímido. Em nossos dias, talvez pudéssemos dizer que ele era “introvertido”, voltado para dentro. Encontramos evidências de que ele relutava em algumas tarefas difíceis, tanto que Paulo teve que abrir caminho para sua missão, “E
se Timóteo for, vede que esteja sem receio (temor) entre vós”; “.... ninguém pois o despreze” (I Co 16:10,11). Por várias vezes nessa carta, Paulo exorta a Timóteo a tomar a sua parte no sofrimento e a não ter medo ou vergonha, já que Deus não nos deu espírito de covardia, “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (II Tm 2:3). Tendo confiança que tem uma coroa reservada para todos os que amarem a vinda do Senhor e permanecerem nele, “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Tm 4:8).
Além do mais, Deus deu (didwmi) espírito de poder, e de amor, e de moderação. Essa palavra aparece quase sempre acompanhada de um dom que Deus distribui aos cristãos e principalmente nos escritos de Paulo, didwmi ganhou a conotação de graça livre e não merecida da parte de Deus.
Timóteo ganhou espírito de Poder (dinamewj), ao qual, representa uma capacidade recebida para realizar algo, físico, militar ou político. Indica o poder para agir que alguém recebe em virtude da posição que detém. Timóteo tinha a responsabilidade de dirigir a igreja de Éfeso, e pra isso, Deus o capacitou com o poder necessário, que ele precisava para desempenhar essa tarefa.
Também foi dado a Timóteo o espírito de amor (agaph), que é empregado para falar do amor de Deus ou o modo de vida que nele se baseia. Paulo está falando que Timóteo recebeu o espírito de amar como Deus ama, não é um mero amor humano, como “filew”, retratado como amor entre amigos ou parentes próximos, nem mesmo uma amor “eroj”, que emerge de um desejo de ter ou tomar posse, mas sim um amor “agaph”, que emana do próprio criador. Diante de tudo, que Timóteo viria a enfrentar, sem dúvida, precisaria ter em si o amor de Deus, para permanecer em Cristo.
Paulo fala do “amor de Deus” para com os homens, e do “amor de Deus para com outros indivíduos”, que a presença de Deus evoca. Ou seja, o amor que Paulo cita ter recebido Timóteo, tem um único ponto de origem, Deus. E esse amor, representa a eleição de Deus. O Senhor elegeu todos a salvação, e alguns deles, dentre esses, Timóteo para ser um dos seus embaixadores na terra.
Além do mais, Timóteo ainda recebera o dom de moderação, (conter-se, não se deixar levar pelas próprias paixões ou apetites). Ele havia recebido de Deus a
capacidade de vencer, evitando todos os perigos que podiam atrapalhar. Paulo vê a capacidade, o esforço deliberado no sentido de uma prudência bem-pensada, fundamentada na fé. Sendo assim, a prudência ou moderação, não é um dado básico estóico, nem uma virtude baseada em princípios; é, pelo contrário, um elemento necessário do amor que mantém a tensão entre o comprometimento e a distância recíproca.
Paulo diz que não tem porque Timóteo temer ou se acanhar, não é necessário ele ficar tímido, uma vez que os dons que Deus concedeu a ele são suficientes para a missão que a ele fora confiado pelo Senhor. “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I Jo 4:18). Esse ensinamento tem conotação parecida com que o apóstolo Paulo diz a Timóteo. Uma vida cheia de poder, amor e moderação, trazem capacitação suficiente para romper com qualquer dificuldade alavancada espiritual ou fisicamente. Tudo que Timóteo tem a fazer é manter viva a chama, o dom de Deus, que habita nele, mediante a fé sincera que possui.
Há vida nem sempre é fácil. Se tratando de ministério as coisas são bem mais agravantes. Dificuldades, problemas, sofrimentos, falta de reconhecimento, ingratidão, constantemente se levantam contra o homem cristão. Nessas ocasiões, quase que sempre, a reação do homem é de esmorecer, pensa por muitas vezes em voltar a trás, porém, é em meio às dificuldades que a verdadeira fé e confiança se manifestam na vida do cristão. É o Deus de graça, que o capacitou e que continua capacitando o homem a vencer as barreiras da dificuldade e viver inteiramente dependente d’Ele.
Todo esforço de motivação, restabelecimento, despertamento, meramente humanos são vãs. Somente através do Espírito Santo que concede os dons, é que se torna possível, a vitória do servo obediente a Deus.
Quando a fé se mostra sincera, faz com que o cristão sirva a Deus com adoração profunda, que emana do seu interior sendo agradável a Ele. A sincera adoração demonstra o grau de compromisso que o cristão tem para com o seu Senhor, uma vez que esse não mede esforços para fazer cada dia mais àquilo que satisfaça o desejo e a vontade de Deus.
Hoje mais do que nunca, a exortação e conselhos do amado apóstolo Paulo, continua soando com um timbre de encorajamento para os líderes cristãos, que
demonstraram e que convenceram muitas pessoas acerca da sua fé sincera em Cristo.
É preciso manter vivo a chama, o dom de Deus, e não trocá-lo por coisas fúteis e passageiras. Muitos estão se deixando corromper por poder, riquezas, mulheres, fama. Homens e mulheres que mesmo conhecendo o poder de Deus, o amor de Deus, a graça de Deus, estão sendo traídas pelos seus próprios prazeres, esmorecendo a fé sincera que habitou profundamente em seus corações.
Portanto, deixe que o dom que habita em ti, se manifeste e verás que todas as coisas que provém do próprio homem não tem em si significância se ao Senhor não estiver agradando. Mantenha acessa a chama e o Senhor o capacitará e resplandecerá sobre ti a sua Glória.
“Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo” (II Tm 4:6). O velho missionário Paulo, após tantas viagens e de tantos trabalhos feitos pela obra do Senhor e depois de presenciar tantos livramentos e prodígios que Deus até então havia feito por ele e através dele, agora se encontra preso e sem esperança de sair vivo daquele que seria o seu último cárcere. Ele havia entendido que o seu tempo chegou ao fim e dá prisão envia os seus últimos conselhos ao seu amado filho Timóteo, o discípulo amado e fiel.
Tempos difíceis virão, diz Paulo, as pessoas não sentirão prazer em ouvir mais a nossa pregação filho, mas não tema por causa disso, você não foi chamado para agradar as pessoas nem para falar o que elas desejam ouvir, muitos vão se voltar para as coisas vãs desse mundo, porém, você não pode olhar o exemplo deles, pelo contrário, “seja sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Tm 4:5). A obra pela qual o Senhor tem te chamado é mui sublime, nada nessa terra se compara com aquilo que Deus tem reservado para você filho. Portanto, mantenha vivo o dom de Deus que há em ti.
Sei que não será fácil, nem tenho esperança que o seja, mas isso não é o mais importante, pois Deus tem te capacitado, com poder, com amor, com moderação, além do mais a tua fé tem sido manifestada como sincera e genuína, eu acredito em você tenho plena convicção que Deus fará grandes coisas por seu intermédio, por isso, tenha ânimo, não pense em desistir porque as pessoas desvalorizam e desprezam o seu ministério por ser ainda jovem.
De fato, já estou partindo, você será um dos meus substitutos, estou convicto que a igreja ficará em boas mãos. Sua cooperação em todos esses anos me foi por demais útil, se eu pudesse rever-te sentiria muita alegria. Se não for possível nos encontrarmos mais, lembro-te que deves manter-se fiel ao Senhor Jesus Cristo dando exemplo para os demais que você é um servo que depende plenamente do Senhor. Não se esqueça de exortar com humildade e amor, além do mais “pregue a palavra, inste a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda longanimidade” (II Tm 4:2), você foi chamado pelo Senhor, faça tudo isso com diligencia, não se envergonhe de ser uma testemunha de Jesus Cristo.
Filho, o que o Senhor tem proporcionado para nós é incomparável. Estou certo, que em breve me encontrarei com o Rei da Glória, e já não haverá mais dor, sofrimento nem choro, apenas eterna alegria e felicidade. O Senhor tem preparado uma coroa de justiça ao qual em breve me será dada e também dará a todos os que amarem a sua vinda e permanecerem fiéis a Ele, por esta razão, esteja com os olhos fito no Senhor e batalhe com fé e esperança.
Eu poderia ter feito muito mais para o Senhor, mas por alguma razão não o fiz e Deus o sabe por que, mas tenho certeza que combati o bom combate, percorri a carreira que me foi proposta, olhando para o prêmio que estava posto em minha frente, e guardei a fé em meio aos açoites, prisões e afrontas, fui algumas vezes considerado um mau feitor, mas tudo isso suportei, por causa, do troféu que outrora havia recebido por Cristo, mesmo antes de o conhecer.
Como bom soldado de Cristo que és, lute pela fé que em ti há, faça resplandecer a luz de Cristo nos corações dos aflitos, enfermos e prisioneiros, não despreze o dom que Deus te deu, faça com que vejam o que Deus pode fazer em favor daqueles a quem ele ama. Que “O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito, a graça seja convosco amém” (II Tm 4:22).
Versículo 3 “Tenho gratidão à Deus, ao qual, sirvo com a consciência pura, partindo anteriormente dos meus antepassados, assim como incessantemente mantenho acerca de ti a lembrança em minhas orações de dia e de noite”.
Paulo inicia o versículo, agradecendo a Deus, louvando os atos graciosos de Deus, prova disso é a palavra xarin (gratidão), ao qual, Paulo chama de (um revestimento pessoal com graça) a operação multiforme da única graça dos cristãos de maneira individual, mediante o único Espírito. Depois continua dizendo que serve a Deus desde os seus antepassados. A maneira de Paulo servir, a Deus, é de um serviço religioso, pois a palavra grega usada para servir aqui no texto é latreuw, como uma atividade que denota adoração, ou seja, Paulo serve a Deus com uma atitude interior de adoração. É interessante notarmos a importância da palavra empregada pelo apóstolo Paulo, pois se ele tivesse utilizado, por exemplo, a palavra diakonew, o serviço teria uma conotação de uma ajuda pessoal a outras pessoas, note que o texto diz que Paulo faz referência não ao serviço pessoal de outras pessoas, mas ao Serviço a Deus, ainda que esse serviço implique ou indique que o Serviço de Paulo a Deus inclui ou envolve outras pessoas.
Ele serve a Deus desde os seus antepassados, ou seja, ele vem de uma família que serve a Deus religiosamente, e que por isso, o apóstolo Paulo foi ensinado a servir a Deus como eles mesmos serviam. Como é de costume, os judeus desde muito cedo aprendem as Sagradas Escrituras, principalmente o Pentateuco, tanto é que vemos Paulo dizendo que foi criado aos pés de Gamaliel, um fariseu, mestre da lei. Desde a sua juventude o apóstolo Paulo serve a Deus religiosamente. No entanto, agora o serviço está estritamente relacionado com a pessoa e obra de Cristo, e não simplesmente com o cuidado demasiado com a lei, colocando fardos pesados que nem os próprios fariseus suportavam.
O uso da preposição apo` nesse versículo também é fundamental, pois ela faz uma ligação direta entre dois acontecimentos ou dois elementos da oração, nesse caso, a preposição, está ligando a maneira como Paulo (regido) serve a Deus, com a maneira que os seus pais (regente) serviram a Deus. Sendo assim, a preposição demonstra que há uma subordinação do segundo (regido) termo em relação ao primeiro (regente). Freqüentemente apo`marca o ponto geral de onde procede a ação ou movimento. Nesse caso, a maneira como Paulo serve a Deus é a mesma forma em que aprendeu dos seus antepassados.
Assim, notamos que a forma ou molde em que o apóstolo Paulo serve a Deus é com “consciência pura”. A consciência é o lugar onde o ser reflete sobre determinada ação, a fim de, julgar os seus próprios atos. Paulatinamente, essa consciência da qual Paulo fala, ganhou um sentido moral, como de julgamento e discernimento. Esse conceito de consciência ganhou destaque nos escritos de Paulo, tanto é que ele afirma que a consciência boa e pura é uma característica do verdadeiro cristão.
Sendo Paulo um cristão converso, tinha de possuir essas características, pois isso o caracterizava como um servo de Cristo. Juntamente com um “coração puro” e uma “fé sem hipocrisia” II Tm 1:5, Paulo menciona a consciência como sendo a fonte do amor em ação.
Para que a consciência seja válida, é necessário ser “pura”. O adjetivo utilizado por Paulo é katara, que está relacionada com uma pureza espiritual, física ou moral. Outro termo que é utilizado para demonstrar pureza é agnoj, porém,
originalmente esse tipo de pureza estava ligado mais a um atributo da divindade do que a uma característica pertencente ao homem comum. Esse termo aparece apenas nas epístolas e denota inocência a respeito de alguma coisa, moralmente puro, reto.
Katara, originalmente significa “limpo” em três âmbitos, física, ritual e ética. Com Jesus o conceito de pureza ganhou uma nova conotação, não está mais relacionada com uma pureza meramente ritualística ou cerimonial, mas sim uma pureza espiritual, interna. Dessa forma, no tempo das epístolas pastorais o conceito ganhou caráter parcialmente ético, vemos que a pureza da qual, Paulo trata, diz respeito a uma pureza do coração e da consciência, ou seja, não uma aparência de puro, mas uma vida plenamente pura diante de Deus e dos homens.
A história do conceito de puro demonstra como os escritores do NT esforçavam-se para manter uma doutrina evangélica da pureza, e quão facilmente se pode recair num ponto de vista legalístico. Este desenvolvimento demonstra que, na proclamação cristã, a luta entre a Lei e o Evangelho deve ser constantemente travada de novo, a fim de se atingir uma doutrina de pureza centralizada em Cristo, trazendo libertação aos homens, ao invés de lhes trazer legalismo e ansiedade.
Paulo diz que se lembra de Timóteo em suas orações constantemente, o que tem grande significado, uma vez que a palavra grega adialeipton, em todos os contextos em que ela aparece no Novo Testamento, expressa uma preocupação incessante e inabalável para com os outros, principalmente nas orações e no louvor.
A lembrança (mneian), que Paulo tem acerca de Timóteo é uma lembrança desejosa, que o apóstolo tem em mente, e por essa razão, ele não se esquece do seu filho amado, como ele próprio designa Timóteo.
Assim sendo, Paulo agradece a Deus por servi-lo com uma profunda adoração religiosa desde os seus antepassados, tendo consciência de que seus atos eram agradáveis a Deus, uma vez que ele diz que possui uma consciência pura, não uma pureza que denotava limpeza exterior, mas a pureza do apóstolo era interior, espiritual.
Versículo 4 “Desejando te ver, tendo lembrado das tuas lágrimas, afim de que, minha alegria seja completa”
Notemos a palavra “desejando”, no original grego, essa palavra pode ter uma gama de significados, principalmente quando se utilizam outras palavras que denotam a mesma tradução, mas não o mesmo significado. No novo testamento a palavra mais comumente utilizada é epiqumew, e denota na maior parte dos textos algo má. Porém, a palavra que Paulo empregou para falar a Timóteo sobre o seu desejo de vê-lo é epipoqwn e tem uma aplicação de algo que é digno de louvor. Paulo sempre usou a palavra desejo no bom sentido, sendo assim, quando Paulo fala para Timóteo que deseja vê-lo, está demonstrando um desejo especificamente forte de encontrar-se com ele.
Tão forte era o desejo de Paulo encontrar-se com Timóteo, que ele diz que a sua alegria seria completa quando isso acontecesse. A alegria de Paulo emprega-se nos bons desejos que uns expressam para com os outros ao se cumprimentarem ou se separarem, pois o termo usado foi xaraj, a qual possui essa conotação. Outras palavras como eufrainw, indicam uma sensação subjetiva de alegria, e agalliomai a demonstração externa de alegria e orgulho e a exultação experimentada no culto público.
Xaraj denota tanto condição da alegria como a causa dela. Por isso, as epístolas de Paulo testificam o paradoxo de que a alegria cristã se acha somente em meio à tristeza, à aflição e aos cuidados. Esta alegria tem sua fonte além da alegria meramente terrestre e humana. É alegria, no Senhor, e, portanto, fora de nós mesmo. É por isso que Paulo constantemente lembra seus leitores da existência dela, e os exorta a manifestá-la.
Vemos a pessoalidade do texto, essa maneira pela qual Paulo escreve a Timóteo é tão íntima que demonstra um profundo relacionamento de amor, companheirismo, afeto, um pelo outro, a ponto de que o simples fato de Paulo vê-lo, já completaria toda a sua alegria.
Versículo 5 “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, aquela que habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti”.
Como já vimos Paulo fazendo menção no versículo 3 acerca da lembrança de seus antepassados e a maneira como eles serviram a Deus. Neste versículo o
apóstolo inicia dizendo que recorda ou que traz a memória (u(pomnesij), a fé de seu amigo Timóteo. Quando Paulo cita essa palavra u(pomnesij, está demonstrando que está completamente convicto da fé que Timóteo possui. Esse lembrar (trazendo à memória) nesse texto, desempenha um papel de importância em sustentar a vida da fé.
Além do mais, a fé de Timóteo (pistewj), é uma fé diferenciada, pois não é uma fé falsa, hipócrita ou mentirosa, pelo contrário, é uma fé genuinamente sem hipocrisia e sincera. No original grego a palavra pistew, significa basicamente “confiança”, que pode referir-se a uma declaração, de tal modo que tenha o significado de “depositar a fé em”, “deixar-se convencer”. Sendo assim, podemos dizer que Paulo deixou-se convencer pela fé de Timóteo.
É tão importante entendermos o uso da palavra pistewj, que temos que analisá-la nos pormenores, uma vez que quando pistew for usada para referir-se a pessoas, ela significa “obedecer”, se for usada no passivo, significa “desfrutar confiança”, quando é o adjetivo que é usado piston, significa “confiante, fidedigno”, sendo assim, dependendo da forma em que está inserida essa palavra pode variar, em gênero, número e modo.
Percebemos que Paulo está dizendo que a fé de Timóteo é sem hipocrisia, uma vez que ele obedece a Deus mediante todas as circunstancias adversas ou não que ele enfrenta, se submetendo a vontade de Deus sem questioná-lo, o que só é possível ter uma fé assim, sendo obediente. Por isso, obediência nesse sentido é a fé sem hipocrisia de Timóteo.
Paulo fornece uma nova declaração de fé, em um contexto que se opõe ao fanatismo e aos falsos ensinos, que ficaram conhecidos posteriormente por gnósticos. Esse versículo, apresenta a tese: “O intuito da presente admoestação visa o amor que procede de um coração puro e de consciência boa e de fé sem hipocrisia”. Pode-se detectar aqui uma tendência que se opõe ao fanatismo. O mandamento do amor aqui é reformulado para incluir a fé. A solidez da fé estabelece um novo padrão que distingue a vida cristã de todos os ensinamentos falsos.
Mesmo Timóteo sendo filho de um pai incrédulo, “E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego (At 16:1), foi ensinado a andar nos caminhos que andou
sua mãe e sua avó Lóide, servas de Deus, que educaram Timóteo a andar nos caminhos do Senhor seu Deus. Assim como Paulo serve a Deus como seus pais serviram, Timóteo demonstra ter a mesma fé que havia em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, uma fé sincera, de obediência a Deus.
O verbo que Paulo usa para indicar que está convencido da fé de Timóteo é pepeismai, e esse verbo se encontra no tempo perfeito do indicativo passivo, o que indica ou expressa uma atitude de certeza, ou então apresenta um fato como real. Timóteo de fato possuía uma fé digna de confiança. A fé sem hipocrisia de Timóteo era tão evidente, que vemos em algumas passagens a fama dele se espalhando por cidades circunvizinhas a que ele morava, “Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio” (At 16:2). Por essa razão Paulo diz que está ansioso em revê-lo, uma vez que transbordará de alegria, pois recorda da sua fé sem fingimento.
Versículo 6 “Por causa daquela razão, relembro-te, acender novamente o fogo, o dom de Deus que está em ti, através da imposição das minhas mãos”.
Até aqui parece que Paulo fez uma introdução do que ele realmente deseja falar para Timóteo, então ele começa agora nesse versículo a expor ou recomendar Timóteo naquilo que ele quer propor. Sendo assim, Paulo diz: “por causa daquela razão”, ai)tian (razão) no original é empregada com um sentido causal “por esta razão, portanto”, declarando a razão porque alguma coisa acontece, e o que aconteceu possivelmente é a fé sem fingimento de Timóteo que Paulo falou no versículo anterior.
Interessante a importância do uso da preposição dia`, pois a função da preposição é ligar palavras entre si, ou seja, é uma palavra conectiva, ligando orações entre si, por isso, vemos nesse versículo uma explicação daquilo que Paulo fez referência anteriormente e que agora o explana para Timóteo.Vemos também que a preposição dia` é também empregada a respeito da imposição das mãos do apóstolo Paulo, no caso da consagração de Timóteo, como se a imposição das mãos apostólicas fosse uma exigência prévia para a “ordenação”, dia` denota a causa instrumental do recebimento por Timóteo do dom de Deus.
Além disso, o texto diz sobre o dom (xarisma) que Timóteo recebeu mediante a imposição das mãos do apóstolo Paulo. Esse dom trata-se de um dom
especial dado a indivíduos cristãos, e trata-se de uma capacitação espiritual para desempenho de determinado cargo. O Espírito dá ao homem união e comunhão com Cristo, os dons o equipam para o serviço que decorre desta comunhão. Na igreja, todos os demais dons (usualmente xarisma, graça) são os resultados desta dádiva única.
Paulo fala que Timóteo precisa acender novamente o fogo, (despertar, acordar, excitar, manter viva, fazer com que arda) o dom que ele recebera do Senhor. Na versão NVI a palavra utilizada é “mantenha viva a chama o dom de Deus”, o que implica que não estava apagada ou se apagando, mas que poderia vim acontecer. Por esta razão, Paulo diz que ele deve ficar atento para que essa chama não se apague. Para que ele ponha em prática tudo o que o Senhor o entregou e o capacitou para fazer, encorajando-o que mesmo em meio às dificuldades que ele irá enfrentar o Senhor sempre estará com ele capacitando e dando força para que ele desempenhe bem a obra que Deus confiou em suas mãos, assim, Paulo diz: “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Tm 4:5).
Versículo 7 “pois Deus não deu à nós o espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de moderação”.
Paulo diz que Deus não deu a Timóteo espírito de covardia. Em algumas versões aparecem à palavra medo, timidez ou acanhamento. Parece que por algum motivo Timóteo estava acanhado, tímido. Talvez fosse devido às grandes responsabilidades que Paulo confiou a ele. Paulo estava encarcerado, e Timóteo havia sido enviado à Éfeso, como líder autorizado da igreja, um “bispo em embrião”.
O apóstolo Paulo estava preste a ser martirizado, e maiores responsabilidades recairiam sobre o jovem Timóteo. Ele agora deveria preservar intacto o ensino dos apóstolos. Tão grande era a responsabilidade de Timóteo, que isso pode ter gerado medo em seu coração e ele possa ter colocado em dúvida a sua capacidade de administrar todas essas questões.
Pelo que as Escrituras mostram em outras passagens, parece que Timóteo era de temperamento tímido. Em nossos dias, talvez pudéssemos dizer que ele era “introvertido”, voltado para dentro. Encontramos evidências de que ele relutava em algumas tarefas difíceis, tanto que Paulo teve que abrir caminho para sua missão, “E
se Timóteo for, vede que esteja sem receio (temor) entre vós”; “.... ninguém pois o despreze” (I Co 16:10,11). Por várias vezes nessa carta, Paulo exorta a Timóteo a tomar a sua parte no sofrimento e a não ter medo ou vergonha, já que Deus não nos deu espírito de covardia, “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (II Tm 2:3). Tendo confiança que tem uma coroa reservada para todos os que amarem a vinda do Senhor e permanecerem nele, “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Tm 4:8).
Além do mais, Deus deu (didwmi) espírito de poder, e de amor, e de moderação. Essa palavra aparece quase sempre acompanhada de um dom que Deus distribui aos cristãos e principalmente nos escritos de Paulo, didwmi ganhou a conotação de graça livre e não merecida da parte de Deus.
Timóteo ganhou espírito de Poder (dinamewj), ao qual, representa uma capacidade recebida para realizar algo, físico, militar ou político. Indica o poder para agir que alguém recebe em virtude da posição que detém. Timóteo tinha a responsabilidade de dirigir a igreja de Éfeso, e pra isso, Deus o capacitou com o poder necessário, que ele precisava para desempenhar essa tarefa.
Também foi dado a Timóteo o espírito de amor (agaph), que é empregado para falar do amor de Deus ou o modo de vida que nele se baseia. Paulo está falando que Timóteo recebeu o espírito de amar como Deus ama, não é um mero amor humano, como “filew”, retratado como amor entre amigos ou parentes próximos, nem mesmo uma amor “eroj”, que emerge de um desejo de ter ou tomar posse, mas sim um amor “agaph”, que emana do próprio criador. Diante de tudo, que Timóteo viria a enfrentar, sem dúvida, precisaria ter em si o amor de Deus, para permanecer em Cristo.
Paulo fala do “amor de Deus” para com os homens, e do “amor de Deus para com outros indivíduos”, que a presença de Deus evoca. Ou seja, o amor que Paulo cita ter recebido Timóteo, tem um único ponto de origem, Deus. E esse amor, representa a eleição de Deus. O Senhor elegeu todos a salvação, e alguns deles, dentre esses, Timóteo para ser um dos seus embaixadores na terra.
Além do mais, Timóteo ainda recebera o dom de moderação, (conter-se, não se deixar levar pelas próprias paixões ou apetites). Ele havia recebido de Deus a
capacidade de vencer, evitando todos os perigos que podiam atrapalhar. Paulo vê a capacidade, o esforço deliberado no sentido de uma prudência bem-pensada, fundamentada na fé. Sendo assim, a prudência ou moderação, não é um dado básico estóico, nem uma virtude baseada em princípios; é, pelo contrário, um elemento necessário do amor que mantém a tensão entre o comprometimento e a distância recíproca.
Paulo diz que não tem porque Timóteo temer ou se acanhar, não é necessário ele ficar tímido, uma vez que os dons que Deus concedeu a ele são suficientes para a missão que a ele fora confiado pelo Senhor. “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I Jo 4:18). Esse ensinamento tem conotação parecida com que o apóstolo Paulo diz a Timóteo. Uma vida cheia de poder, amor e moderação, trazem capacitação suficiente para romper com qualquer dificuldade alavancada espiritual ou fisicamente. Tudo que Timóteo tem a fazer é manter viva a chama, o dom de Deus, que habita nele, mediante a fé sincera que possui.
Há vida nem sempre é fácil. Se tratando de ministério as coisas são bem mais agravantes. Dificuldades, problemas, sofrimentos, falta de reconhecimento, ingratidão, constantemente se levantam contra o homem cristão. Nessas ocasiões, quase que sempre, a reação do homem é de esmorecer, pensa por muitas vezes em voltar a trás, porém, é em meio às dificuldades que a verdadeira fé e confiança se manifestam na vida do cristão. É o Deus de graça, que o capacitou e que continua capacitando o homem a vencer as barreiras da dificuldade e viver inteiramente dependente d’Ele.
Todo esforço de motivação, restabelecimento, despertamento, meramente humanos são vãs. Somente através do Espírito Santo que concede os dons, é que se torna possível, a vitória do servo obediente a Deus.
Quando a fé se mostra sincera, faz com que o cristão sirva a Deus com adoração profunda, que emana do seu interior sendo agradável a Ele. A sincera adoração demonstra o grau de compromisso que o cristão tem para com o seu Senhor, uma vez que esse não mede esforços para fazer cada dia mais àquilo que satisfaça o desejo e a vontade de Deus.
Hoje mais do que nunca, a exortação e conselhos do amado apóstolo Paulo, continua soando com um timbre de encorajamento para os líderes cristãos, que
demonstraram e que convenceram muitas pessoas acerca da sua fé sincera em Cristo.
É preciso manter vivo a chama, o dom de Deus, e não trocá-lo por coisas fúteis e passageiras. Muitos estão se deixando corromper por poder, riquezas, mulheres, fama. Homens e mulheres que mesmo conhecendo o poder de Deus, o amor de Deus, a graça de Deus, estão sendo traídas pelos seus próprios prazeres, esmorecendo a fé sincera que habitou profundamente em seus corações.
Portanto, deixe que o dom que habita em ti, se manifeste e verás que todas as coisas que provém do próprio homem não tem em si significância se ao Senhor não estiver agradando. Mantenha acessa a chama e o Senhor o capacitará e resplandecerá sobre ti a sua Glória.
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